Control Resonant mantém a meta de 60 FPS na maior parte do tempo no PS5 e Xbox Series X, mas a expansão da Northlight Engine para uma Manhattan semiaberta cobra um preço alto em qualidade de imagem. Essa é uma das principais conclusões da nova análise técnica da Digital Foundry, publicada nesta sexta-feira (18).
O estudo mostra que o modo Desempenho do PS5 trabalha a partir de uma resolução interna próxima de 864p, reconstruída para uma saída de 1440p com FSR. O resultado consegue sustentar 60 quadros por segundo na maior parte da exploração, mas apresenta shimmering, instabilidade em detalhes finos e artefatos que ficam mais perceptíveis em movimento.
O PS5 Pro entrega a versão tecnicamente mais completa entre os consoles. O modelo utiliza PSSR para reconstruir a imagem, reduz boa parte da instabilidade vista no console-base e oferece ray tracing nos modos Qualidade e Equilibrado. Xbox Series X fica muito próximo do PS5 convencional, enquanto o Series S opera apenas a 30 FPS.

Como Control Resonant roda no PS5?
A Remedy havia divulgado oficialmente que o modo Desempenho do PS5 teria como alvo 1440p a 60 FPS. A análise da Digital Foundry ajuda a explicar como esse número é alcançado.
Segundo as medições técnicas, o jogo renderiza internamente próximo de 864p no modo Desempenho e utiliza FSR para reconstruir o sinal até aproximadamente 1440p.
Isso significa que 1440p corresponde à resolução final reconstruída, e não necessariamente ao número de pixels usados na renderização original de cada quadro.
A diferença é importante porque o resultado visual não apresenta a mesma estabilidade de uma imagem renderizada nativamente nessa resolução.
| Console | Modo | Resolução interna aproximada | Saída | FPS | Ray tracing |
|---|---|---|---|---|---|
| PS5 | Desempenho | ~864p | 1440p reconstruído | 60 FPS | Não |
| PS5 | Qualidade | ~1260p | 2160p reconstruído | 30 FPS | Não |
| PS5 Pro | Desempenho | ~864p | 2160p via PSSR | 60 FPS | Não |
| PS5 Pro | Equilibrado | ~1080p | 2160p reconstruído | 40 FPS | Sim |
| PS5 Pro | Qualidade | ~1224p–1260p | 2160p reconstruído | 30 FPS | Sim |
Os números de resolução interna representam medições aproximadas da Digital Foundry. Já as metas de resolução final e taxa de quadros foram divulgadas oficialmente pela Remedy.
60 FPS são estáveis no PS5?
Na maior parte da experiência, sim. A Digital Foundry encontrou 60 FPS relativamente estáveis durante exploração e combates normais no modo Desempenho.
Há pequenas oscilações durante a travessia e alguns cenários mais exigentes, mas a queda mais significativa observada ocorre durante um ataque específico de um chefe, no qual efeitos de transparência e partículas aumentam bastante a carga sobre o hardware.
O comportamento foge do padrão normal do jogo e também aparece nos demais consoles, incluindo PS5 Pro e Xbox Series X.
A própria Remedy explicou poucos dias antes da análise que Control Resonant foi construído desde o início com 60 FPS e responsividade como prioridades. O estúdio considera a taxa de quadros particularmente importante por causa da velocidade dos confrontos corpo a corpo. :contentReference[oaicite:0]{index=0}
O Overdrive já mostrou 13 minutos de gameplay de Control Resonant, incluindo combates que ajudam a visualizar por que a taxa de resposta tem papel importante no novo sistema.
Problema maior está na qualidade de imagem
Se o desempenho é relativamente consistente, a qualidade da reconstrução de imagem é o principal ponto negativo identificado pela Digital Foundry no PS5 convencional.
O uso de uma resolução interna próxima de 864p cria um desafio grande para o FSR ao tentar reconstruir detalhes até 1440p. Elementos finos podem cintilar e apresentar instabilidade temporal, especialmente durante movimentos de câmera.
A análise chama atenção ainda para o depth of field nas cutscenes, que pode evidenciar artefatos e quebra de detalhes.
Esse comportamento é particularmente perceptível em cabelos, bordas finas, elementos transparentes e objetos distantes.
Modo Qualidade é mais nítido no PS5
O modo Qualidade reduz a taxa para 30 FPS, mas sobe a resolução interna para aproximadamente 1260p, reconstruída para uma apresentação 4K.
A quantidade maior de informação disponível para o FSR resulta em uma imagem mais limpa, com menos shimmering e melhor definição de detalhes.
Visualmente, entretanto, não há uma transformação significativa nos demais parâmetros gráficos. A Digital Foundry encontrou melhorias discretas em sombras, mas boa parte da geometria, iluminação e densidade dos cenários permanece semelhante entre Qualidade e Desempenho.
Isso faz com que a principal troca no PS5 seja relativamente clara: 60 FPS com mais instabilidade visual ou 30 FPS com imagem mais definida.

Northlight Engine sente o peso de uma Manhattan maior
Control Resonant representa uma mudança importante para a tecnologia da Remedy. Enquanto Control concentrava grande parte da ação dentro da Antiga Casa e Alan Wake 2 trabalhava com ambientes relativamente delimitados, Resonant leva a Northlight para zonas bem mais amplas e abertas de Manhattan.
Segundo a Digital Foundry, essa mudança de escala expõe algumas limitações que apareciam menos nos projetos anteriores.
Entre os pontos destacados estão:
- sombras em cascata com instabilidade e artefatos à distância;
- reflexos em screen space que desaparecem quando objetos deixam a área visível pela câmera;
- cenários menos densos do que os encontrados em Alan Wake 2;
- qualidade de imagem mais instável nos consoles-base;
- algumas colisões problemáticas da câmera com objetos e paredes durante combates.
A análise ressalta, por outro lado, que a destruição ambiental evoluiu e que o jogo ainda apresenta forte direção artística.
Control Resonant usa iluminação global pré-calculada
Outro ponto técnico importante é a iluminação.
Control Resonant utiliza uma solução de iluminação global pré-calculada em grande parte dos ambientes dos consoles, algo viável porque muitas zonas trabalham com condições estáticas de iluminação.
A abordagem evita o alto custo computacional de uma iluminação global totalmente dinâmica, permitindo dedicar mais recursos à escala, física, destruição e quantidade de efeitos durante os combates.
Isso também ajuda a explicar por que o ray tracing oferecido no PS5 Pro concentra-se principalmente em reflexos e sombras, e não em uma substituição integral do sistema de iluminação.
PS5 Pro melhora muito a reconstrução de imagem
O PS5 Pro usa a mesma base aproximada de 864p no modo Desempenho, mas troca o FSR pelo PSSR da Sony para reconstruir a imagem para uma saída 4K.
Esse detalhe faz diferença.
A Digital Foundry considera que o PSSR reduz substancialmente o shimmering e melhora a estabilidade de contornos e objetos finos. A imagem continua apresentando alguns artefatos, incluindo padrões blocados em determinados elementos, mas o resultado geral é visivelmente mais limpo que no PS5 convencional.
O modo Desempenho continua sem ray tracing por hardware, usando reflexos por screen space, assim como o console-base.
A PlayStation havia divulgado oficialmente 2160p e 60 FPS como meta para esse modo. A análise técnica mostra novamente que o número corresponde à apresentação reconstruída: internamente, o jogo parte de uma resolução consideravelmente menor. :contentReference[oaicite:1]{index=1}
Ray tracing fica restrito aos modos de 30 e 40 FPS no PS5 Pro
Para acessar o pacote completo de ray tracing no console, o jogador precisa abrir mão dos 60 FPS.
No modo Qualidade do PS5 Pro, Control Resonant adiciona reflexos por ray tracing e sombras também calculadas com RT.
As sombras representam um dos ganhos mais perceptíveis. O recurso elimina algumas das limitações das shadow maps usadas nos outros modos e reproduz melhor o formato e a suavidade das sombras de acordo com a distância entre objeto e fonte de luz.
Os reflexos por ray tracing também passam a preservar objetos fora do campo imediato da câmera, algo impossível no SSR tradicional.
A Digital Foundry observa, porém, que os reflexos RT não mantêm a mesma qualidade em movimento vista em imagens estáticas.
Modo Qualidade do PS5 Pro segura 30 FPS
O modo Qualidade apresenta 30 FPS bastante estáveis durante a maior parte da experiência e uma imagem consideravelmente mais nítida.
A exceção novamente aparece no mesmo ataque de chefe capaz de causar quedas nas demais plataformas.
É nesse modo que o PS5 Pro apresenta o conjunto gráfico mais completo entre os consoles: reconstrução por PSSR, maior estabilidade da imagem, reflexos RT e sombras RT.
Modo Equilibrado oferece 40 FPS, mas tem mais oscilações
Quem utiliza uma TV ou monitor compatível com 120 Hz pode escolher o modo Equilibrado, exclusivo do PS5 Pro.
Ele reduz a resolução interna para aproximadamente 1080p, mantém os recursos de ray tracing do modo Qualidade e mira 40 FPS.
Em teoria, é o ponto intermediário entre fluidez e qualidade gráfica. Na prática, a Digital Foundry encontrou mais oscilações durante exploração e quedas mais fortes no mesmo confronto que pressiona os demais modos.
A Remedy havia divulgado oficialmente o modo como uma opção 2160p/40 com ray tracing. Novamente, trata-se da resolução final reconstruída, não de 4K nativo. :contentReference[oaicite:2]{index=2}
Qual é o melhor modo de Control Resonant no PS5 Pro?
A análise técnica não transforma a escolha em uma resposta única porque ela depende da prioridade do jogador.
Quem valoriza responsividade continuará encontrando no modo Desempenho a 60 FPS a opção mais adequada para o combate rápido.
Já quem prioriza a apresentação visual encontrará no modo Qualidade a 30 FPS a imagem mais completa, especialmente pela presença de sombras e reflexos por ray tracing.
O Equilibrado oferece os recursos visuais do modo Qualidade com uma resposta superior aos 30 FPS, mas não apresenta a mesma estabilidade dos outros dois presets.
Xbox Series X fica muito próximo do PS5
No Xbox Series X, a situação é bastante semelhante à encontrada no PS5 convencional.
A Digital Foundry encontrou resoluções, parâmetros gráficos e desempenho praticamente equivalentes entre os dois consoles.
O modo Desempenho trabalha próximo de 864p internamente e mira 60 FPS, enquanto o modo Qualidade sobe a resolução e limita a taxa a 30 FPS.
A principal diferença observada são pequenos sinais de tearing na região superior da tela no Series X em algumas situações.
Fora isso, não há uma vantagem visual substancial de um console-base sobre o outro.
Xbox Series S roda Control Resonant a 30 FPS
O Series S é a versão mais limitada.
O console oferece apenas um modo gráfico a 30 FPS, utilizando configurações próximas às do modo Desempenho do Series X.
A resolução interna também fica próxima de 864p, segundo as medições apresentadas na análise.
A taxa de quadros permanece relativamente estável na maior parte da experiência, embora ocorram quedas ocasionais e novamente uma redução maior durante o confronto de chefe mais pesado identificado pela Digital Foundry.
PS5 Pro oferece a melhor versão de console?
Em termos puramente técnicos, sim. O PS5 Pro possui recursos que não aparecem no PS5 e Xbox Series X: PSSR, reflexos por ray tracing, sombras por ray tracing e um terceiro modo de 40 FPS.
A vantagem mais consistente, porém, não está necessariamente no ray tracing. É a qualidade da reconstrução por PSSR que mais diferencia o console, reduzindo parte significativa da instabilidade temporal encontrada nas versões que utilizam FSR.
Isso não significa que o PS5 convencional ou o Series X tenham problemas graves de desempenho. O principal comprometimento está na apresentação visual do modo 60 FPS.
Por que a análise da Digital Foundry difere dos números divulgados pela Remedy?
Não existe necessariamente uma contradição.
A Remedy informou antes do lançamento que o PS5 teria um modo Desempenho com alvo de 1440p/60 FPS e Qualidade a 2160p/30 FPS. No PS5 Pro, a empresa anunciou 2160p/60, 2160p/30 com ray tracing e 2160p/40 com RT. :contentReference[oaicite:3]{index=3}
A Digital Foundry mede, entretanto, a resolução interna antes da reconstrução.
Portanto, um jogo pode renderizar originalmente a 864p e utilizar FSR ou PSSR para gerar uma imagem final de 1440p ou 2160p. Ambos os números descrevem etapas diferentes do mesmo processo.
Essa distinção é importante para explicar por que uma apresentação anunciada como 1440p pode exibir shimmering ou perda de detalhes que normalmente não seriam esperados de uma renderização nativa nessa resolução.
Escala maior cobra seu preço
A avaliação técnica ajuda a contextualizar a principal transformação de Control Resonant.
A Remedy trocou os espaços mais controlados da Antiga Casa por uma estrutura de áreas extensas de Manhattan, com maior distância de visão, mais destruição, combates com diversos elementos simultâneos e transições rápidas entre zonas.
O Overdrive já havia destacado que Resonant é apresentado pela Remedy como seu projeto de maior escala.
Para a Digital Foundry, a Northlight continua capaz de produzir uma apresentação visual marcante, mas aparenta funcionar de maneira mais confortável em cenários menores e mais densos, como os de Alan Wake 2.
A expansão para um mundo semiaberto expõe compromissos em sombras, reflexos, geometria e sobretudo reconstrução da imagem nos consoles-base.
Performance não impede boa recepção da crítica
Apesar das ressalvas técnicas, Control Resonant começou sua passagem pela imprensa com recepção positiva. O jogo estreou com 86 pontos no Metacritic, com elogios frequentes à direção artística, combate e construção da Manhattan paranormal.
Isso também mostra a diferença entre uma análise técnica e uma review tradicional. A Digital Foundry concentra-se em resolução, reconstrução, taxa de quadros, iluminação e qualidade dos efeitos, sem transformar essas medições automaticamente em um julgamento sobre a qualidade geral do jogo.
Control Resonant ainda pode receber melhorias?
Sim. Control Resonant só será lançado oficialmente em 24 de setembro de 2026, e atualizações posteriores podem modificar estabilidade, reconstrução de imagem e desempenho.
A versão analisada mostra que a Remedy já conseguiu manter suas metas principais de frame rate na maior parte dos consoles, mas há espaço para melhorar especialmente os artefatos do FSR, determinadas quedas em combates e a estabilidade do modo Equilibrado no PS5 Pro.
O jogo já atingiu o estágio gold. O Overdrive reuniu tamanho, preload e detalhes da versão de lançamento, enquanto a edição física chega posteriormente, em 15 de outubro.




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