Por que você deveria jogar Kingdoms of Amalur em 2026

Mesmo com missões e sistemas datados, o RPG ainda se destaca pelo combate rápido, liberdade para criar personagens e enorme quantidade de conteúdo

Especial Por que você deveria jogar Kingdoms of Amalur em 2026
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Em uma época dominada por mundos abertos gigantescos, temporadas e atualizações constantes, Kingdoms of Amalur: Re-Reckoning oferece algo mais simples: um enorme RPG de fantasia para um jogador, com combate rápido, muitas missões e liberdade para experimentar diferentes classes.

O jogo original foi lançado em 2012, enquanto a remasterização chegou em 2020. Mesmo carregando algumas escolhas de design de sua época, Kingdoms of Amalur continua divertido em 2026, especialmente para quem gosta de RPGs como The Elder Scrolls V: Skyrim, Fable e Dragon Age, mas prefere batalhas mais ágeis.

A melhor forma de conhecê-lo atualmente é por meio de Kingdoms of Amalur: Re-Reckoning, versão que reúne as expansões originais, apresenta melhorias visuais e ajusta sistemas de progressão, dificuldade e distribuição de equipamentos.

O combate ainda é o grande diferencial

O combate é o aspecto que melhor envelheceu. Em vez de depender apenas de menus, posicionamento ou ataques básicos, Kingdoms of Amalur permite combinar armas, esquivas, bloqueios e habilidades mágicas em sequências rápidas.

Cada categoria de arma possui identidade própria. Espadas longas oferecem golpes equilibrados, adagas favorecem ataques velozes, martelos causam mais impacto e chakrams permitem atingir inimigos a distância. Cajados, cetros, arcos e espadas grandes ampliam ainda mais as possibilidades.

As habilidades podem ser incorporadas aos ataques comuns sem interromper o ritmo. Isso aproxima o sistema de um jogo de ação, mesmo que a progressão continue baseada em níveis, equipamentos e atributos tradicionais de RPG.

Em 2026, quando muitos RPGs de mundo aberto ainda apresentam combates pouco responsivos, a agilidade de Kingdoms of Amalur permanece como seu principal argumento.

Você não fica preso a uma única classe

O sistema de Destinos substitui as classes tradicionais. O personagem distribui pontos entre três caminhos principais:

  • Might: força, defesa e armas pesadas;
  • Finesse: velocidade, furtividade e ataques críticos;
  • Sorcery: magia, regeneração de mana e habilidades elementais.

O jogador pode se especializar em apenas uma área ou criar combinações híbridas. É possível desenvolver um guerreiro que utiliza magia, um feiticeiro com armadura pesada ou um personagem ágil que mistura adagas e feitiços.

Os Destinos concedem bônus conforme os pontos são distribuídos. Algumas opções beneficiam personagens especializados, enquanto outras recompensam combinações entre duas ou três árvores.

Essa flexibilidade incentiva testes e reduz a chance de o jogador perceber, depois de dezenas de horas, que escolheu uma classe incompatível com seu estilo.

Amalur é um mundo colorido e fácil de explorar

Enquanto diversos RPGs de fantasia investem em cenários escuros ou realistas, Kingdoms of Amalur utiliza uma direção de arte mais colorida. Florestas, cidades élficas, regiões desérticas, cavernas e áreas tomadas por magia são facilmente reconhecíveis.

A identidade visual tem influência de Todd McFarlane, criador de Spawn, enquanto a história e o universo foram desenvolvidos com a participação do escritor R. A. Salvatore. Ken Rolston, designer-chefe de The Elder Scrolls IV: Oblivion, também trabalhou no projeto.

Essa combinação resultou em um mundo com milhares de anos de história, diferentes povos, conflitos políticos e facções próprias. O jogo nem sempre apresenta todas essas informações da melhor maneira, mas há bastante conteúdo para quem gosta de conversar com personagens e ler documentos encontrados durante a exploração.

O jogo oferece dezenas de horas sem exigir compromisso diário

Kingdoms of Amalur foi criado como uma experiência completamente individual. Não existem temporadas, missões diárias, passes de batalha ou eventos com prazo para terminar.

O jogador pode abandonar a campanha durante semanas e retornar exatamente ao ponto em que parou. Essa estrutura faz diferença em 2026, especialmente diante de tantos lançamentos construídos para disputar atenção diariamente.

A campanha principal já é extensa, mas existem diversas facções e histórias paralelas. A remasterização também inclui os conteúdos The Legend of Dead Kel e Teeth of Naros, lançados originalmente como expansões.

A edição Fate adiciona ainda Fatesworn, uma campanha posterior aos eventos principais. Segundo a descrição oficial, o conteúdo acrescenta pelo menos cinco horas, além de uma nova região, inimigos, equipamentos e mecânicas relacionadas ao Caos.

Re-Reckoning corrige parte dos problemas do original

A remasterização não transforma Kingdoms of Amalur em um RPG moderno, mas aprimora pontos importantes. O sistema de nível das regiões foi recalculado, o bloqueio de nível das áreas foi removido e a distribuição de equipamentos passou por ajustes.

No jogo original, entrar cedo demais em determinada região podia fazer com que seus inimigos e recompensas permanecessem presos a um nível baixo. Isso prejudicava a progressão de jogadores que exploravam muito antes de avançar na campanha.

Re-Reckoning também adicionou uma dificuldade superior e reuniu as expansões do lançamento de 2012. As melhorias visuais são discretas, com resolução mais alta, texturas ajustadas e imagem mais limpa.

Não é uma reconstrução completa. Animações, expressões faciais e algumas interfaces continuam denunciando a idade do projeto.

O formato portátil combina com o jogo

A versão para Nintendo Switch é uma alternativa interessante para quem deseja avançar em missões menores durante sessões curtas. O jogo ocupa aproximadamente 13,1 GB e pode ser utilizado nos modos portátil, semiportátil e TV.

Como Kingdoms of Amalur possui muitas missões secundárias, masmorras e atividades rápidas, a possibilidade de realizar uma tarefa e suspender o console combina bem com sua estrutura.

A expansão Fatesworn também está disponível separadamente no Switch. O título aparece como compatível com Switch 2, embora continue sendo a versão desenvolvida para o primeiro console.

O que envelheceu mal em Kingdoms of Amalur?

O maior problema é a repetição. Muitas missões seguem estruturas semelhantes, como conversar com um personagem, atravessar uma região, derrotar inimigos e recuperar um objeto.

A quantidade de tarefas também pode deixar o mapa congestionado. Tentar concluir tudo antes de avançar costuma prejudicar o ritmo da campanha. A melhor abordagem é acompanhar as histórias mais interessantes e abandonar atividades que pareçam repetitivas.

Outros problemas incluem:

  • diálogos longos e pouco dinâmicos;
  • personagens com animações faciais limitadas;
  • excesso de equipamentos sem utilidade;
  • interface com elementos datados;
  • inteligência artificial previsível;
  • falta de legendas em português.

A ausência do idioma português é especialmente importante. As páginas oficiais listam inglês, espanhol, francês, alemão, italiano, russo, japonês e chinês, mas não oferecem tradução para português brasileiro.

Qual versão de Kingdoms of Amalur jogar?

A melhor escolha em 2026 é Kingdoms of Amalur: Re-Reckoning. A remasterização está disponível para PC, PS4, Xbox One e Nintendo Switch. Também pode ser executada nos consoles atuais por meio de retrocompatibilidade, respeitando as limitações de cada versão.

A edição básica já inclui as duas expansões do jogo original. A Fate Edition acrescenta a trilha sonora e a expansão Fatesworn.

Quem nunca jogou pode começar apenas com o conteúdo principal. Fatesworn acontece depois da campanha e não é necessária para entender a história original.

Kingdoms of Amalur vale a pena em 2026?

Sim, desde que o jogador aceite sua estrutura de RPG da geração do PS3 e Xbox 360. O combate permanece rápido, a criação de personagens oferece bastante liberdade e o mundo possui conteúdo suficiente para dezenas de horas.

O jogo não compete visualmente com lançamentos atuais, e suas missões secundárias podem se tornar repetitivas. Ainda assim, poucos RPGs combinam de forma tão eficiente exploração, progressão e combate de ação.

Para quem procura uma aventura individual, colorida e sem sistemas de serviço contínuo, Kingdoms of Amalur: Re-Reckoning continua merecendo uma chance em 2026.


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