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The Legend of Zelda: Ocarina of Time Remake estreou nas avaliações da imprensa com 96 pontos no Metacritic e assumiu a liderança entre os jogos mais bem avaliados de 2026. O resultado coloca a reconstrução do clássico de Nintendo 64 no grupo dos 30 títulos de maior nota na história do agregador, um dia antes de sua chegada ao Nintendo Switch 2, marcada para quinta-feira (5).
Segundo levantamento publicado pelo Video Games Chronicle (VGC) nesta quarta-feira (4), a média de 96 considera 70 análises da crítica. Naquele momento, o remake aparecia em 28º lugar no ranking histórico e à frente de Sektori, que tinha 93 pontos na classificação anual. Como novas avaliações ainda podem ser incluídas, tanto a média quanto as posições estão sujeitas a mudanças.
O entusiasmo não foi suficiente, porém, para tirar o jogo original do topo. Lançado em 1998, Ocarina of Time continua com 99 pontos no Metacritic. A edição refeita para o Nintendo 3DS, de 2011, tem 94. A diferença é pequena, mas diz muito sobre o tamanho do desafio enfrentado pela Nintendo: atualizar um dos jogos mais celebrados da indústria sem perder o que o tornou especial.

Quais são as notas de Zelda: Ocarina of Time Remake?
Algumas das principais publicações especializadas deram a pontuação máxima ao jogo. O VGC concedeu cinco estrelas, enquanto GamesRadar+ e Destructoid também colocaram o remake no topo de suas escalas. A revista japonesa Famitsu foi um pouco mais contida, mas ainda registrou uma avaliação elevada.
| Veículo | Nota |
|---|---|
| VGC | 5/5 |
| GamesRadar+ | 5/5 |
| Destructoid | 10/10 |
| Famitsu | 37/40 |
Na Famitsu, quatro avaliadores atribuíram, respectivamente, notas 9, 9, 9 e 10, totalizando 37 de 40. É a mesma pontuação recebida por Ocarina of Time 3D na revista. O original de Nintendo 64, por sua vez, havia conquistado 40/40 em 1998.
A média do Metacritic não corresponde à média simples da tabela acima: o agregador reúne dezenas de veículos, converte escalas diferentes e calcula sua própria pontuação. O número de 96 pontos é o retrato da recepção crítica até o momento, e não uma nota definitiva para todo o ciclo comercial do jogo.
Por que o remake recebeu tantas notas máximas?
A principal razão apontada nas análises é o equilíbrio entre preservação e modernização. Em vez de transformar Ocarina of Time em outro jogo, a Nintendo manteve a estrutura da aventura de 1998, com seus templos, progressão e passagem entre a infância e a vida adulta de Link, mas reconstruiu cenários, personagens e animações para o novo console.
O VGC elogiou justamente essa escolha de não reinventar completamente a obra. Já o Destructoid, que deu 10/10, destacou a apresentação a 60 quadros por segundo, os controles reformulados e a nova trilha sonora. Para o GamesRadar+, os diálogos ampliados, as cenas com vozes e os novos quebra-cabeças ajudam a renovar uma aventura que continua reconhecível.
Há mudanças que parecem pequenas no papel, mas alteram bastante a rotina do jogador. Link agora pode saltar quando quiser, a câmera pode ser movimentada livremente e equipamentos são acessados sem a necessidade de abrir o inventário a todo instante. O sistema Threads of Time também ajuda a acompanhar os próximos objetivos da campanha. O Overdrive detalhou essas novidades na matéria sobre as nove mudanças de Ocarina of Time que vão além dos gráficos.
O Templo da Água ainda é difícil?
O Templo da Água, uma das partes mais lembradas — e temidas — do jogo de 1998, é um bom exemplo da filosofia do remake. A dificuldade do quebra-cabeça continua ligada ao entendimento da masmorra, mas a tarefa de trocar as Botas de Ferro e localizar caminhos ficou menos trabalhosa.
Na análise publicada pelo The Verge, Andrew Webster relata que a troca rápida de equipamentos e a câmera livre permitiram apreciar melhor o projeto do templo. A Nintendo também explicou, em sua série Pergunte ao Desenvolvedor, como precisou rever elementos da exploração para adaptar os controles à nova geração.
O que a crítica não gostou?
A boa recepção não significa unanimidade em todos os aspectos. A Famitsu observou que parte da estrutura do jogo é simples quando comparada à de aventuras atuais e que alguns momentos ainda deixam dúvidas sobre o caminho a seguir. O GamesRadar+ lamentou a ausência do modo Master Quest após a conclusão da campanha e a limitação a um arquivo de salvamento.
Também há divergências sobre o quanto a Nintendo deveria ter alterado a obra. Alguns críticos consideram a fidelidade ao original uma virtude; outros enxergam nela uma oportunidade perdida de experimentar mais. A nova aparência dos personagens e as cenas dubladas, embora elogiadas em diversas análises, também dividiram opiniões. O Washington Post, por exemplo, elogiou as melhorias, mas fez ressalvas a escolhas visuais e à interpretação de algumas falas.
Ocarina of Time Remake superou o original?
Nas notas, não. O jogo de Nintendo 64 segue na liderança histórica do Metacritic com 99 pontos, contra 96 do remake de Switch 2. A nova versão, no entanto, ultrapassou os 94 pontos registrados por Ocarina of Time 3D no Nintendo 3DS.
A comparação precisa de contexto. As três avaliações refletem épocas diferentes, com critérios, expectativas e veículos distintos. Em 1998, Ocarina of Time ajudou a estabelecer referências para combate, câmera e exploração em jogos tridimensionais. Em 2026, a tarefa da Nintendo é outra: demonstrar que essa estrutura ainda funciona para quem cresceu jogando Breath of the Wild ou Tears of the Kingdom.
Para novos jogadores, o ponto mais relevante talvez seja justamente esse. O remake não tenta substituir a importância histórica do original; ele torna mais confortável conhecer hoje a aventura que ajudou a moldar a franquia. Quem quiser comparar as diferentes opções pode consultar o guia do Overdrive com todos os jogos de Zelda disponíveis no Switch e no Switch 2.

Quando lança e quanto custa Zelda: Ocarina of Time Remake no Brasil?
The Legend of Zelda: Ocarina of Time Remake chega em 5 de novembro de 2026, exclusivamente para Nintendo Switch 2. Na Nintendo Store brasileira, a versão digital aparece por R$ 329,90, com download estimado em 27 GB. O português brasileiro está entre os idiomas compatíveis, mas a página da Nintendo não discrimina todas as opções de áudio e legendas.
Quem pretende jogar no lançamento pode conferir no Overdrive o que já se sabe sobre a liberação de Ocarina of Time no Brasil. Já o guia de preços e edições reúne as diferenças entre as versões disponíveis.
O lançamento ocorre em meio às celebrações pelos 40 anos de The Legend of Zelda. Com a crítica recebendo tão bem a nova viagem por Hyrule, a pergunta que fica é por quanto tempo Ocarina of Time conseguirá conservar a liderança entre os jogos de 2026. Por enquanto, a Nintendo conseguiu algo que parecia difícil: fazer uma releitura muito elogiada de um clássico cuja nota original ainda é a maior de todas.






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