Tópicos
- Por que a Nintendo removeu o teletransporte de Ocarina of Time?
- O remake de Ocarina of Time terá mundo aberto?
- O que mudou em Zelda: Ocarina of Time Remake?
- Por que o remake não tenta copiar Breath of the Wild?
- Uma nova aparência sem abandonar o Zelda de 1998
- Quando Zelda: Ocarina of Time será lançado e quanto custa?
- Nintendo divulgará mais detalhes antes da estreia
- Fontes oficiais
O remake de The Legend of Zelda: Ocarina of Time quase ganhou uma facilidade de exploração que não existia no clássico de Nintendo 64. A Nintendo chegou a implementar novos pontos de teletransporte pelo mapa, mas desistiu da ideia depois de testar como a mudança afetava a aventura.
A revelação foi feita por Eiji Aonuma, produtor da série The Legend of Zelda, em uma entrevista oficial publicada nesta segunda-feira, 2 de novembro de 2026. A conversa também esclareceu por que o remake para Nintendo Switch 2 continuará utilizando regiões separadas, em vez de transformar Hyrule em um mundo aberto contínuo, como acontece em Breath of the Wild.
As informações chegam a três dias do lançamento de Ocarina of Time, marcado para 5 de novembro de 2026. No Brasil, o jogo custa R$ 329,90 em sua versão digital.

Por que a Nintendo removeu o teletransporte de Ocarina of Time?
Durante o desenvolvimento, Aonuma observou que a movimentação pelo mapa original poderia parecer lenta para quem está acostumado com os jogos mais recentes da franquia. Em Breath of the Wild, por exemplo, o jogador desbloqueia locais que permitem atravessar grandes distâncias rapidamente.
Em Ocarina of Time, a exploração segue outra lógica. A jornada foi construída para incentivar o jogador a percorrer os caminhos de Hyrule, observar mudanças no cenário e descobrir personagens, segredos e atividades durante os deslocamentos.
Aonuma contou que pediu à equipe que experimentasse adicionar novos pontos de teletransporte. A ideia era criar atalhos e reduzir o tempo necessário para retornar a locais já visitados.
O resultado, porém, não funcionou como ele esperava. Ao testar a alteração, a equipe percebeu que os jogadores poderiam deixar de encontrar acontecimentos e detalhes importantes durante o trajeto.
Os pontos extras foram, então, retirados do projeto. Para Aonuma, o experimento ajudou a demonstrar como a movimentação pelo mundo faz parte do funcionamento da aventura, e não representa apenas o tempo entre duas missões.
Isso não significa que todas as formas de teletransporte foram removidas. O jogo original já possui músicas da ocarina que permitem viajar para locais específicos. A declaração do produtor se refere ao sistema adicional de pontos de viagem rápida que foi experimentado durante a produção do remake.
O remake de Ocarina of Time terá mundo aberto?
Não no mesmo formato de Breath of the Wild ou Tears of the Kingdom. Apesar da reconstrução dos cenários, a Nintendo decidiu manter a organização do mundo original, com áreas distintas e transições entre regiões.
A confirmação veio de HokWai Ng, diretor do remake, na segunda parte da entrevista oficial. Segundo ele, transformar todas as regiões de Hyrule em um único ambiente interconectado alteraria a maneira como os jogadores percebem a distância entre os lugares e descobrem novas áreas.
Isso significa que localidades como Floresta Kokiri, Pradaria de Hyrule e outras regiões continuarão preservando suas identidades e conexões tradicionais.
Ng explicou ainda que o objetivo é fazer cada chegada a uma nova região preservar a sensação de descoberta do jogo de 1998. A equipe procurou modernizar os ambientes sem transformar todas as paisagens visíveis em lugares acessíveis.
Até mesmo a construção do mapa recebeu atenção especial. A Nintendo convidou o artista responsável pelas ilustrações da versão de Nintendo 64 para desenhar um novo mapa para o remake.
O que mudou em Zelda: Ocarina of Time Remake?
A decisão de preservar a estrutura original não significa que o jogo será apenas uma atualização gráfica. A Nintendo confirmou uma série de mudanças para adaptar a aventura às possibilidades do Switch 2.
- Gráficos reconstruídos: personagens, ambientes, iluminação e texturas receberam uma nova direção artística.
- Salto manual: Link agora pode pular usando um comando específico, sem depender apenas do salto automático.
- Corrida: a movimentação foi reformulada para facilitar deslocamentos longos.
- Câmera moderna: o controle da câmera ficou mais livre, inclusive em locais que usavam perspectivas fixas.
- Dublagem: cenas cinematográficas terão personagens com vozes e diálogos ampliados.
- Trilha orquestral: as composições clássicas foram reimaginadas para a nova versão.
- Microfone: será possível cantarolar melodias da ocarina diretamente para o console, além de utilizar os botões tradicionais.
- Novos conteúdos: a aventura inclui recursos como o Museu dos Mil Monstros, que permite disputar revanches contra adversários poderosos.
O trailer mais recente de Ocarina of Time também apresenta cenas de combate, personagens conhecidos e o sistema de revanches contra inimigos.
Por que o remake não tenta copiar Breath of the Wild?
Um dos aspectos mais interessantes da entrevista é a explicação sobre a própria existência do projeto.
Aonuma afirmou que o aniversário de 40 anos de The Legend of Zelda o levou a pensar no conhecimento acumulado pela equipe ao longo das décadas. Muitos desenvolvedores dos jogos atuais não participaram da criação de Ocarina of Time e alguns conheceram a franquia por meio de seus episódios mais recentes.
Refazer o clássico seria uma maneira de estudar as decisões que moldaram a série e recuperar conhecimentos que poderão contribuir para futuros projetos.
Também havia outro objetivo: mostrar aos jogadores que conheceram Zelda em Breath of the Wild uma proposta de aventura diferente, com progressão mais estruturada, masmorras e uma narrativa que se desenvolve gradualmente.
Na prática, o remake tenta equilibrar duas gerações de design. De um lado, controles modernos e apresentação cinematográfica. Do outro, uma aventura que conduz Link por regiões e desafios construídos em uma ordem mais definida.
Uma nova aparência sem abandonar o Zelda de 1998
A direção artística também foi discutida na entrevista. Aya Shida, responsável pela arte do remake, explicou que a equipe queria criar um mundo mais detalhado sem eliminar o aspecto fantástico e ligeiramente teatral dos personagens originais.
Entre as referências utilizadas estavam teatros de fantoches e filmes produzidos com efeitos especiais práticos. A intenção era combinar cenários convincentes com personagens expressivos e facilmente reconhecíveis.
Para reconstruir as roupas de Link, a equipe chegou a pesquisar tecidos em museus e experimentar técnicas de tecelagem. O objetivo era criar materiais coerentes com a vida dos kokiris na floresta, em vez de simplesmente aumentar a resolução dos modelos antigos.

Quando Zelda: Ocarina of Time será lançado e quanto custa?
The Legend of Zelda: Ocarina of Time chega em 5 de novembro de 2026, exclusivamente para Nintendo Switch 2. A versão digital aparece na loja brasileira da Nintendo por R$ 329,90.
| Jogo | The Legend of Zelda: Ocarina of Time |
|---|---|
| Lançamento | 5 de novembro de 2026 |
| Plataforma | Nintendo Switch 2 |
| Preço digital no Brasil | R$ 329,90 |
| Tamanho estimado | 27 GB |
| Jogadores | 1 |
| Português brasileiro | Listado entre os idiomas compatíveis |
A Nintendo confirma o português brasileiro entre os idiomas disponíveis, mas a presença do idioma na lista não esclarece, por si só, se haverá dublagem em português.
Para quem ainda utiliza o console anterior, vale lembrar que o remake não terá versão para o Nintendo Switch original. Já o clássico de Nintendo 64 continua disponível pelo serviço Nintendo Switch Online + Pacote adicional, conforme explicamos no guia sobre onde jogar Ocarina of Time atualmente.
Mais informações sobre versões e disponibilidade estão reunidas na matéria do Overdrive sobre data de lançamento, preço e edições de Ocarina of Time Remake.
Nintendo divulgará mais detalhes antes da estreia
A entrevista de 2 de novembro foi dividida em partes. As duas primeiras abordam a importância do título original, as decisões de exploração e a reconstrução visual do remake.
A Nintendo também confirmou que as partes 3 e 4 serão publicadas em 3 de novembro, oferecendo novos detalhes sobre o desenvolvimento antes da chegada do jogo às lojas.
Por enquanto, uma coisa está clara: a Nintendo não pretende transformar Ocarina of Time em outro Breath of the Wild. A proposta é preservar a estrutura que tornou a aventura um marco dos jogos em 3D, sem abrir mão das melhorias de acessibilidade, movimentação e apresentação que o hardware atual permite.






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