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A expressão “serpente venenosa” entrou entre os assuntos mais pesquisados no Brasil neste sábado (31). O Google Trends registrou mais de 10 mil buscas pelo termo, com crescimento estimado de 900% no período consultado.
Nos últimos dias, casos envolvendo cobras peçonhentas ganharam repercussão. Em Jaraguá do Sul, no Norte de Santa Catarina, uma jararaca foi encontrada sobre uma penteadeira, a cerca de um metro da cama de moradores. O animal foi resgatado por um especialista em fauna silvestre.
O que se sabe sobre a serpente encontrada no quarto?
O caso ocorreu em uma residência de Jaraguá do Sul e foi divulgado nas redes sociais pelo biólogo Gilberto Ademar Duwe, conhecido como Giba, na quinta-feira (29). Ele atua no resgate de animais silvestres pela Fundação Jaraguaense de Meio Ambiente (Fujama).
Segundo o relato divulgado, os moradores perceberam a jararaca enrolada sobre a penteadeira, muito próxima da cama. O profissional realizou a remoção e afirmou que nunca havia encontrado o animal naquela situação durante seus atendimentos.
Não foi um caso isolado na cidade. Na terça-feira (27), um filhote de jararaca foi encontrado na lavanderia de outra residência, no bairro Tifa Martins. O biólogo Christian Raboch, também da Fujama, realizou a captura. Apesar do tamanho reduzido, a cobra já possuía capacidade de inocular peçonha.
Em outro episódio recente, o influenciador Agro Taigo relatou ter sido picado por uma cobra no rio Teles Pires, em Sinop (MT), no dia 29. Ele procurou atendimento médico, mas não conseguiu identificar a espécie. Portanto, não é possível afirmar que se tratava de uma serpente peçonhenta.
Jararaca é venenosa? Qual é o risco da picada?
Sim. A jararaca é uma serpente peçonhenta, termo utilizado para animais que possuem estruturas capazes de inocular veneno, como presas especializadas. Embora “cobra venenosa” seja uma expressão comum, “cobra peçonhenta” é a definição mais precisa nesse contexto.
As jararacas pertencem ao grupo Bothrops, que responde pela maioria dos acidentes ofídicos no Brasil. Segundo o Ministério da Saúde, o envenenamento pode provocar dor, inchaço, sangramentos e, em situações graves, danos aos tecidos e comprometimento dos rins.
O risco também existe com filhotes. Uma serpente pequena não deve ser considerada inofensiva, e a aparência do animal não é suficiente para determinar se ele oferece perigo.

O que fazer ao encontrar uma serpente venenosa?
A recomendação é manter distância e não tentar capturar, tocar ou matar a cobra. Se o animal estiver dentro de casa, afaste crianças e animais domésticos, evite cercá-lo e procure ajuda do Corpo de Bombeiros ou do órgão ambiental responsável pela região.
Em caso de picada, o Ministério da Saúde orienta lavar o local com água e sabão, retirar anéis ou outros objetos que possam apertar a região afetada e procurar atendimento médico imediatamente. A vítima deve permanecer em repouso, com o membro atingido elevado, quando possível.
Não faça torniquete, não corte a pele e não tente sugar o veneno. Receitas caseiras e substâncias aplicadas sobre a ferida também não substituem o tratamento adequado. Se for possível registrar uma fotografia da serpente sem se aproximar, a imagem pode ajudar os profissionais de saúde na identificação.
O tratamento com soro antiofídico, quando indicado, é realizado em ambiente hospitalar e está disponível gratuitamente pelo SUS. Em emergências, os telefones são 192 (Samu) e 193 (Corpo de Bombeiros).
As orientações completas estão disponíveis na página oficial do Ministério da Saúde sobre acidentes com serpentes.






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