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Google muda busca após 25 anos e aproxima pesquisa de chatbots de IA

Veja o que aconteceu com apos anos aproxima pesquisa chatbots, por que isso importa agora e o que o leitor precisa saber sem perder tempo.

Google muda busca após 25 anos e aproxima pesquisa de chatbots de IA

Nesta matéria

  1. 01 Google quer unir busca tradicional e Modo IA
  2. 02 Dados do Gmail, Fotos e Agenda entram na mira
  3. 03 Mudança preocupa veículos de imprensa
  4. 04 Agentes de IA poderão monitorar temas por 24 horas
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Editoria Ciência e Tecnologia
Publicado maio 20, 2026
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  • A principal mudança está na integração entre o AI Overview, que exibe respostas resumidas no topo da busca, e o Modo IA, experiência separada em formato de chatbot.
  • Com a atualização, o usuário poderá partir de uma pesquisa comum e seguir a conversa diretamente no buscador, sem precisar abrir outra aba.
  • O Gemini 3.5 Flash poderá criar gráficos e pequenas animações para explicar resultados de pesquisa, ampliando o formato clássico de links, trechos destacados e caixas informativas.
  • A barra de busca também ganhará um sistema de sugestões mais amplo do que o preenchimento automático atual.

O Google anunciou uma das maiores mudanças da história do seu buscador. A tradicional barra de pesquisa passará a aceitar consultas mais longas, conversacionais e combinadas com arquivos, mídia e abas do Chrome. A atualização aproxima o mecanismo de busca de experiências já populares em chatbots de inteligência artificial, como ChatGPT e Microsoft Copilot.

A novidade começou a ser liberada globalmente nesta terça-feira (19) e será alimentada pelo Gemini 3.5 Flash, novo modelo apresentado durante o Google I/O. A proposta é transformar a busca em um ambiente mais interativo, no qual o usuário pode receber um resumo gerado por IA e continuar a conversa sem sair da página de resultados.

Google quer unir busca tradicional e Modo IA

A principal mudança está na integração entre o AI Overview, que exibe respostas resumidas no topo da busca, e o Modo IA, experiência separada em formato de chatbot. Com a atualização, o usuário poderá partir de uma pesquisa comum e seguir a conversa diretamente no buscador, sem precisar abrir outra aba.

As respostas também devem ficar mais visuais. O Gemini 3.5 Flash poderá criar gráficos e pequenas animações para explicar resultados de pesquisa, ampliando o formato clássico de links, trechos destacados e caixas informativas.

A barra de busca também ganhará um sistema de sugestões mais amplo do que o preenchimento automático atual. Em vez de apenas completar termos, o Google quer antecipar caminhos de pesquisa e ajudar o usuário a formular perguntas mais complexas.

Dados do Gmail, Fotos e Agenda entram na mira

Outro ponto importante é a chamada personal intelligence. A ferramenta permitirá que o Google combine informações públicas da web com dados pessoais de outros serviços da empresa, como Gmail, Google Photos e Google Calendar.

Na prática, isso pode permitir respostas mais personalizadas, como organizar compromissos, recuperar informações salvas em e-mails ou cruzar dados pessoais com pesquisas online. Ao mesmo tempo, o recurso deve ampliar a discussão sobre privacidade e uso de dados dentro do ecossistema do Google.

Mudança preocupa veículos de imprensa

A expansão da IA na busca aumenta a pressão sobre sites de notícias e publishers que dependem do tráfego orgânico vindo do Google. Quando a resposta aparece diretamente na página de resultados, parte dos usuários deixa de clicar nos links originais.

Segundo o material citado na reportagem, veículos como Business Insider, Washington Post, HuffPost e Wall Street Journal registraram queda de 55% no tráfego orgânico entre 2022 e 2025. Outro dado destacado é que apenas cerca de 1% dos usuários clicam nos links usados pelo Modo IA para gerar resumos, de acordo com pesquisa do Pew Research Center divulgada em março de 2025.

Esse é o ponto mais sensível da atualização. O Google tenta manter sua busca relevante em uma era dominada por IA generativa, mas a mudança pode reduzir ainda mais a audiência de sites que produzem o conteúdo usado como base para as respostas.

Agentes de IA poderão monitorar temas por 24 horas

Além da nova busca, o Google anunciou agentes de IA capazes de pesquisar, acompanhar e atualizar informações de forma autônoma. A função deve começar a ser liberada nos Estados Unidos a partir de meados de 2026.

Os chamados agentes de informação poderão monitorar blogs, sites de notícias e redes sociais sobre temas definidos pelo usuário durante 24 horas. Depois, devem gerar resumos e sugerir ações com base no que encontrarem.

A empresa também prepara agentes voltados a compras online. Eles poderão comparar preços, verificar compatibilidade de produtos, escolher lojas, realizar pagamentos com regras definidas pelo usuário e acompanhar etapas como checkout e entrega.

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