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Google diz que nova Siri com Gemini chega ainda em 2026

Executivo do Google Cloud afirma que assistente reformulada da Apple será lançada ainda neste ano, após uma sequência de atrasos no projeto

Google diz que nova Siri com Gemini chega ainda em 2026

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Editoria Ciência e Tecnologia Recorte principal da cobertura.
Publicado abril 22, 2026 Data de entrada no ar.
Atualizado abril 22, 2026 Revisado depois da publicação.
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Depois de meses de atrasos, ruídos de bastidor e dúvidas sobre o cronograma, a nova Siri voltou ao centro das atenções. Desta vez, não por rumor de corredor, mas por uma fala pública de Thomas Kurian, CEO do Google Cloud, durante a conferência Google Cloud Next 2026, em Las Vegas.

Segundo o executivo, os modelos do Google devem servir de base para futuras funções da Apple Intelligence, incluindo a versão mais personalizada da Siri, prevista para chegar ainda em 2026. A declaração recoloca o projeto em evidência e reforça que a Apple continua apostando alto na reformulação da assistente.

Google entra como peça central na nova fase da Siri

A parceria entre Apple e Google já vinha sendo comentada há algum tempo, mas a fala de Kurian deu um peso diferente ao assunto. Na prática, o recado é simples: a Apple deve usar tecnologia do Gemini para sustentar parte importante da nova geração da Siri.

Isso muda bastante o tom da conversa. Em vez de tentar resolver tudo com modelos próprios, a empresa parece disposta a apoiar sua nova assistente em uma estrutura externa para acelerar a entrega de recursos mais competitivos.

É um movimento que mostra urgência. O mercado já se acostumou com ferramentas capazes de resumir textos, interpretar pedidos mais complexos e manter contexto em conversas longas. A Siri, por outro lado, ainda carrega a imagem de uma assistente limitada demais para o padrão atual.

O projeto já acumulou atrasos demais

A Apple apresentou a Apple Intelligence com grande destaque, mas a evolução prática da Siri foi ficando para depois. Primeiro veio a promessa. Depois, os adiamentos. Em seguida, sinais de que o cronograma interno continuava escorregando.

Ao longo de 2025 e do começo de 2026, o projeto passou a ser associado mais aos atrasos do que às novidades. Isso teria gerado desgaste dentro da própria empresa e ajudado a alimentar mudanças relevantes na área de inteligência artificial.

Agora, com o Google falando publicamente em lançamento ainda neste ano, a expectativa volta a ganhar força. Mas ela já não vem limpa. Vem acompanhada de cautela.

O que deve mudar na nova Siri

Se a Apple conseguir entregar o que se espera, a nova Siri deve ficar menos parecida com a assistente clássica e mais próxima de um chatbot moderno. A meta é permitir conversas contínuas, respostas mais contextualizadas e integração real com apps do ecossistema.

Entre as funções esperadas estão:

  • resumo de documentos enviados pelo usuário
  • cruzamento de informações entre apps
  • edição de imagem por voz
  • interações mais profundas com Mail, Fotos, Música e Xcode

O salto, se vier mesmo, será menos estético e mais funcional. A Siri deixaria de ser uma ferramenta de comandos simples para se tornar uma interface de assistência mais ativa dentro do sistema.

Infraestrutura ainda é uma das grandes questões

Uma parte importante dessa reformulação está na forma como Apple e Google vão dividir a operação técnica. Há indícios de que a Apple pediu ao Google estudos sobre servidores dedicados para suportar o volume de uso esperado.

Ainda não está claro, porém, até que ponto os novos recursos dependerão da infraestrutura do Google ou da chamada Computação em Nuvem Privada da Apple. Essa definição é central porque toca em dois pontos sensíveis: desempenho e privacidade.

No papel, a Apple sempre tentou sustentar seu discurso de proteção de dados como diferencial. A questão agora é como equilibrar isso com a necessidade de usar modelos mais robustos e uma base de nuvem que dê conta da demanda.

Siri pode ganhar formato mais próximo de chatbot

Outro detalhe que chama atenção é a possibilidade de a nova Siri aparecer com uma interface mais parecida com a dos chatbots atuais. Em vez de ficar restrita ao modelo clássico de assistente embutida no sistema, ela poderia ganhar um formato mais conversacional, com interações prolongadas e foco maior em produtividade.

Essa mudança faria sentido dentro do momento atual do setor. Hoje, o público já está acostumado a conversar com IA de maneira mais direta, menos engessada e mais próxima de um diálogo contínuo.

Se a Apple seguir por esse caminho, a transformação da Siri pode ser mais profunda do que parece.

WWDC deve ser o palco principal

Tudo indica que a apresentação mais concreta dessa nova fase deve acontecer na WWDC 2026, marcada para 8 de junho. A conferência costuma concentrar os grandes anúncios de software da Apple, e o iOS 27 aparece como candidato natural para receber as novidades ligadas à assistente.

Esse deve ser o momento em que a empresa finalmente vai precisar mostrar serviço, e não apenas intenção. Depois de tantos adiamentos, a nova Siri já não pode se sustentar só em promessa.

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