Tópicos
- Quando será a próxima chuva de meteoros no Brasil?
- Táuridas do Norte: que horas olhar para o céu?
- Leônidas: outra oportunidade chega em 17 e 18 de novembro
- Em quais regiões do Brasil será possível observar?
- A Lua vai atrapalhar a chuva de meteoros?
- Precisa de telescópio para ver a chuva de meteoros?
- Qual é a diferença entre meteoro e estrela cadente?
- Vale a pena acordar de madrugada para observar?
- Fontes consultadas
O céu brasileiro terá uma nova oportunidade para observar estrelas cadentes nesta semana. Na noite de quarta-feira (11) para quinta-feira (12) de novembro de 2026, a chuva de meteoros Táuridas do Norte chegará ao período de maior atividade. A observação poderá ser feita a olho nu, sem telescópios ou equipamentos especiais.
O fenômeno será discreto, mas terá uma vantagem importante: a Lua estará pouco iluminada. Isso deve facilitar a identificação dos rastros luminosos, principalmente em lugares afastados da iluminação das cidades.
Quem perder essa primeira oportunidade terá outra na semana seguinte. As Leônidas também estarão ativas, com destaque para as madrugadas de 17 e 18 de novembro.
Segundo a NASA, as Táuridas podem produzir cerca de cinco meteoros por hora em condições ideais. Para as Leônidas, a referência chega a aproximadamente 15. Na prática, porém, o número observado costuma ser menor e depende das condições do céu.
Quando será a próxima chuva de meteoros no Brasil?
O primeiro período de destaque acontece entre a noite de 11 e a madrugada de 12 de novembro, com as Táuridas do Norte. Depois, as Leônidas oferecem novas oportunidades de observação durante as madrugadas de 17 e 18.
| Chuva de meteoros | Melhores datas | Horário indicado |
|---|---|---|
| Táuridas do Norte | 11 para 12 de novembro | Das 22h às 2h |
| Leônidas | Madrugadas de 17 e 18 de novembro | Das 2h até antes do amanhecer |
Os horários são janelas aproximadas de observação, com referência ao horário de Brasília. Não representam o instante exato do pico em todas as cidades. A posição dos meteoros no céu varia conforme a localização, enquanto nuvens e luz artificial podem impedir a visualização.
As datas fazem parte do calendário astronômico de novembro de 2026, que também reúne informações sobre planetas, fases da Lua e a superlua prevista para o dia 24.
Táuridas do Norte: que horas olhar para o céu?
Para quem pretende observar as Táuridas do Norte, a melhor estratégia é reservar algum tempo entre o fim da noite de quarta-feira (11) e o começo da madrugada de quinta-feira (12).
A constelação de Touro, de onde os meteoros parecem surgir, ganha altura ao longo da noite. No Brasil, ela aparece inicialmente na direção leste ou nordeste e alcança uma posição mais elevada na região norte do céu por volta da meia-noite, com diferenças de horário conforme a cidade.
Isso não significa que todos os meteoros aparecerão exatamente naquela direção. Os rastros luminosos podem cruzar diferentes partes do céu. Por isso, observar uma área ampla costuma ser mais eficiente do que fixar os olhos em uma única estrela.

As Táuridas não estão entre as chuvas mais intensas do calendário, mas possuem uma característica interessante: podem produzir meteoros excepcionalmente brilhantes, conhecidos como bolas de fogo.
Esses clarões são provocados pela entrada de fragmentos espaciais na atmosfera terrestre. Alguns podem parecer mais luminosos que os planetas visíveis no céu.
A chuva está associada a um conjunto de detritos relacionado ao cometa 2P/Encke. Conforme a Terra atravessa essa região do espaço, parte do material atinge a atmosfera e produz os rastros que observamos.
Leônidas: outra oportunidade chega em 17 e 18 de novembro
As Leônidas serão a segunda atração astronômica do período. Diferentemente das Táuridas, que apresentam meteoros relativamente lentos, elas se destacam pela velocidade.
De acordo com a NASA, os fragmentos associados às Leônidas entram na atmosfera a aproximadamente 71 quilômetros por segundo. Dependendo do tamanho e das condições de observação, podem gerar rastros rápidos e luminosos.
Há uma pequena diferença entre as datas de máximo apresentadas pelos calendários astronômicos. A página dedicada às Leônidas da NASA e a American Meteor Society destacam a noite de 16 para 17 de novembro, enquanto o guia mensal da NASA também recomenda as primeiras horas de 17 e 18.
Para o público brasileiro, vale tentar a observação nas duas madrugadas. A constelação de Leão aparece no horizonte leste durante a madrugada e ganha altura conforme o amanhecer se aproxima.

A partir de aproximadamente 2h, o observador pode procurar uma área com visão desimpedida para o leste e nordeste. Não é necessário identificar a constelação com precisão: os meteoros podem surgir em outras partes do céu.
Embora a taxa teórica de referência alcance 15 meteoros por hora, isso não representa uma previsão individual. A posição do radiante no Hemisfério Sul e as condições de visibilidade podem reduzir significativamente a quantidade observada.
O material que origina as Leônidas foi deixado pelo cometa 55P/Tempel-Tuttle, que completa uma volta ao redor do Sol aproximadamente a cada 33 anos.
Em quais regiões do Brasil será possível observar?
As duas chuvas poderão ser observadas em diferentes regiões brasileiras, incluindo Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul, desde que o céu esteja limpo e os meteoros tenham brilho suficiente.
A localização, entretanto, influencia a experiência. Como os pontos de origem aparente dessas chuvas estão em constelações do céu mais ao norte, observadores próximos à Linha do Equador tendem a ter uma vantagem geométrica em relação aos que estão no extremo sul do Brasil.
Isso não impede a observação em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba ou Porto Alegre. O principal obstáculo, especialmente nas capitais, costuma ser a poluição luminosa.
Um local afastado de postes, prédios iluminados e grandes avenidas oferece condições melhores. Também é importante verificar a previsão do tempo pouco antes de sair, porque uma noite completamente nublada pode impedir a observação.
A Lua vai atrapalhar a chuva de meteoros?
Em 2026, as Táuridas do Norte terão condições particularmente favoráveis de iluminação lunar. A Lua nova acontece em 9 de novembro, dois dias antes da principal noite de observação.
Na noite de 11 para 12, o satélite apresentará apenas uma pequena faixa iluminada e se porá relativamente cedo. Assim, boa parte da madrugada ficará livre de seu brilho.
Já nas Leônidas, a Lua estará próxima do quarto crescente. A boa notícia é que ela deverá se pôr antes do intervalo mais favorável de observação na madrugada, conforme destaca a NASA.
Para entender como a iluminação do satélite muda ao longo do mês, o Overdrive mantém um guia das fases da Lua, com informações sobre o calendário lunar.
Precisa de telescópio para ver a chuva de meteoros?
Não. A observação é feita a olho nu e, na verdade, telescópios e binóculos não são os equipamentos mais indicados para esse tipo de fenômeno.
Isso acontece porque os meteoros surgem rapidamente e podem atravessar grandes regiões do céu. Instrumentos com ampliação restringem o campo visual e dificultam acompanhar esses movimentos.
Alguns cuidados simples ajudam a aumentar as chances:
- Escolha um local escuro, com horizonte livre e céu aberto.
- Reserve pelo menos 30 minutos para que os olhos se adaptem à escuridão.
- Evite olhar constantemente para a tela iluminada do celular.
- Observe uma região ampla do céu, sem procurar um ponto fixo.
- Tenha paciência: os meteoros não aparecem em intervalos regulares.
- Prefira locais seguros e verifique as condições do tempo antes de sair.
Não é necessário fazer reservas ou adquirir qualquer equipamento para acompanhar o fenômeno. Quem pretende fotografá-lo pode usar uma câmera com tripé e exposição prolongada, mas registrar um meteoro exige paciência e alguma sorte.
Qual é a diferença entre meteoro e estrela cadente?
Apesar do nome popular, uma estrela cadente não é uma estrela que está caindo.
O fenômeno ocorre quando pequenos fragmentos de rocha ou poeira espacial, chamados meteoroides, entram na atmosfera da Terra em alta velocidade. A interação com o ar produz o rastro luminoso conhecido como meteoro.
Quando parte desse material consegue sobreviver à passagem atmosférica e atinge o solo, recebe o nome de meteorito.
As chuvas acontecem porque a Terra atravessa regiões de sua órbita onde existem concentrações maiores desses detritos, geralmente deixados por cometas.
Algo semelhante aconteceu com as Orionídeas de outubro, formadas por partículas associadas ao cometa Halley.
Vale a pena acordar de madrugada para observar?
Para quem gosta de astronomia, novembro oferece boas oportunidades, mas é importante ajustar as expectativas. As Táuridas não devem produzir dezenas de meteoros a cada hora. Seu principal atrativo é a possibilidade de observar algum clarão especialmente brilhante.
As Leônidas têm potencial para uma atividade mais intensa, mas a quantidade efetivamente visível também poderá ser modesta, sobretudo em áreas urbanas.
Se houver apenas uma noite disponível, a madrugada de 12 de novembro será uma escolha interessante pela pouca interferência da Lua. Quem puder observar novamente nos dias 17 ou 18 terá a oportunidade de acompanhar uma chuva diferente.
Em todos os casos, o espetáculo depende do céu. Nenhuma previsão de atividade garante que um meteoro aparecerá durante o período em que uma pessoa estiver observando.
Fontes: science.nasa.gov e imo.net.






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