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Nintendo explica por que remake de Zelda: Ocarina of Time tem visual tão diferente

Eiji Aonuma diz que a nova arte foi escolhida para preservar a identidade do clássico, enquanto a equipe revela referências a fantoches e efeitos práticos

Imagem de divulgação de Zelda Ocarina of Time reconstruído para Nintendo Switch 2
Além da nova arte, a versão de 2026 moderniza câmera, movimentos e apresentação das cenas. Imagem: divulgação/Nintendo.
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Quem conheceu The Legend of Zelda: Ocarina of Time no Nintendo 64 talvez tenha estranhado o novo rosto de Link. No remake para o Nintendo Switch 2, a Nintendo reconstruiu Hyrule com cenários mais detalhados e iluminação moderna, mas manteve personagens de feições exageradas, roupas com aparência artesanal e um clima de fantasia que não se confunde com o de Breath of the Wild.

A escolha foi deliberada. Em entrevista ao Polygon, repercutida pelo GamingBolt nesta quinta-feira (5), Eiji Aonuma explicou que a equipe procurou o estilo que melhor combinasse com a aventura, e não uma aparência nova apenas para marcar diferença. O produtor da série também vê valor na surpresa provocada pelo primeiro contato com os gráficos.

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Imagem oficial do remake de The Legend of Zelda: Ocarina of Time para Nintendo Switch 2
O remake de Ocarina of Time combina cenários reconstruídos com uma direção de arte própria. Imagem: divulgação/Nintendo.

Por que Ocarina of Time não tem o visual de Breath of the Wild?

Aonuma citou Breath of the Wild e Tears of the Kingdom como exemplos de jogos que compartilham uma identidade gráfica por terem histórias conectadas. Ocarina of Time, lançado originalmente em 1998, pertence a outro momento da cronologia e da história criativa da franquia. Para ele, repetir a mesma estética não faria sentido só porque os três levam o nome Zelda.

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O produtor também descreveu a reação que a equipe esperava provocar: o jogador pode achar a aparência inesperada ao vê-la pela primeira vez, mas, conforme conhece o mundo reconstruído, passa a compreender por que ela funciona. O objetivo, portanto, não era obter o resultado mais realista possível. Era encontrar uma identidade que recuperasse o encanto de Ocarina of Time sem deixá-lo preso às limitações técnicas do Nintendo 64.

É uma diferença importante em relação ao primeiro anúncio do remake, quando a Nintendo havia mostrado a nova direção artística sem detalhar o raciocínio por trás dela. Agora, os próprios responsáveis pelo projeto explicam por que o jogo se afastou tanto das versões anteriores.

A inspiração veio de fantoches, filmes com efeitos práticos e tecidos feitos à mão

A diretora de arte Aya Shida apresentou um relato ainda mais específico em uma entrevista publicada pela Nintendo em 2 de novembro. Segundo ela, a equipe partiu do contraste que definia o jogo de 1998: Hyrule podia ser bela e sombria ao mesmo tempo, enquanto seus habitantes tinham formas, cores e personalidades extravagantes.

Para recuperar essa sensação, os artistas trabalharam com referências de teatro de fantoches e de filmes feitos com efeitos especiais práticos. A ideia era que os personagens parecessem pertencer a um mundo palpável, sem que precisassem ter proporções ou expressões humanas realistas. Link e Zelda ganharam novos esboços, enquanto uma versão tridimensional da Grande Árvore Deku ajudou a estabelecer o aspecto dos ambientes.

Captura oficial da nova apresentação gráfica de Zelda Ocarina of Time no Switch 2
Artistas buscaram preservar a atmosfera do clássico de 1998 em uma Hyrule mais detalhada. Imagem: divulgação/Nintendo.

O cuidado chegou a detalhes que poderiam passar despercebidos. Shida contou que os artistas pesquisaram tecidos em museus e chegaram a produzir amostras com linha para imaginar como as crianças da Floresta Kokiri confeccionariam suas próprias roupas. Um traje impecável, como uma peça saída de fábrica, não combinaria com aquele lugar. A textura do uniforme de Link precisava contar parte da história de quem o fez.

Também havia o risco de perder a identidade dos personagens no processo. A equipe procurou conservar silhuetas e traços reconhecíveis mesmo à distância, apesar da diferença entre os modelos antigos e os novos. O princípio que guiou o trabalho foi resumido pelos desenvolvedores na frase: “O visual pode mudar, mas a experiência não.”
Shida

O remake muda mais do que os gráficos

As alterações não se limitam à aparência. A aventura foi reconstruída para o Switch 2 com câmera controlada livremente, salto por botão, trilha sonora orquestral, diálogos ampliados e dublagem. A Nintendo manteve a estrutura de áreas separadas do original, em vez de transformar Hyrule em um mundo aberto contínuo como o de Breath of the Wild.

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Algumas mudanças de comando também exigiram ajustes nos cenários. Permitir que Link pule quando quiser, por exemplo, significa rever trechos antes projetados em torno do salto automático. O Overdrive detalhou essas diferenças na reportagem sobre os novos controles e o combate do remake. Há ainda alterações em áreas clássicas, como o Templo da Água.

Imagem de divulgação de Zelda Ocarina of Time reconstruído para Nintendo Switch 2
Além da nova arte, a versão de 2026 moderniza câmera, movimentos e apresentação das cenas. Imagem: divulgação/Nintendo.

The Legend of Zelda: Ocarina of Time estreia em 5 de novembro de 2026, exclusivamente no Nintendo Switch 2. A edição digital custa R$ 329,90 na loja brasileira da Nintendo, que também lista português brasileiro entre os idiomas disponíveis. Para quem vai começar a jornada agora, o Overdrive já reuniu 10 dicas para explorar Hyrule. E, para quem prefere jogar no computador, há um guia sobre as alternativas para jogar o Ocarina of Time original no PC, que não devem ser confundidas com este remake.

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