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Zelda: Ocarina of Time terá mais de 150 músicas e resgatará sons do Nintendo 64

Nintendo detalha os arranjos orquestrais do remake e explica como recuperou os timbres do clássico de 1998 sem abandonar sua identidade sonora

Link tocando a ocarina of time
O remake de The Legend of Zelda: Ocarina of Time terá mais de 150 músicas de fundo, incluindo composições inéditas, arranjos orquestrais e sons recriados a partir das fontes sonoras do Nintendo 64.
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O remake de The Legend of Zelda: Ocarina of Time terá mais de 150 músicas de fundo, incluindo composições inéditas, arranjos orquestrais e sons recriados a partir das fontes sonoras do Nintendo 64. A Nintendo revelou os detalhes nesta terça-feira, 3 de novembro, durante uma entrevista com os desenvolvedores, dois dias antes do lançamento do jogo para Nintendo Switch 2.

O trabalho vai além de atualizar a qualidade das gravações. A equipe procurou preservar a identidade musical da aventura de 1998, combinando instrumentos reais com sonoridades familiares para quem conheceu Hyrule no console original.

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Zelda: Ocarina of Time Remake: quando libera no Brasil? Veja data e horário
Remake de Ocarina of Time combina novas gravações orquestrais com timbres recriados do Nintendo 64. — Crédito: Divulgação/Nintendo

Por que Zelda: Ocarina of Time terá mais de 150 músicas?

Segundo Masato Ohashi, responsável pela direção sonora e pela liderança da produção musical, o remake acrescenta cenas cinematográficas que não existiam na versão original. Essas sequências exigiram novas composições, mas a intenção não era criar uma trilha desconectada do jogo de 1998.

Em uma das cenas ambientadas na Floresta Kokiri, por exemplo, os compositores aproveitaram elementos da música clássica da região e os reorganizaram para acompanhar as emoções dos personagens.

A revelação aparece na quarta parte da série oficial Pergunte ao Desenvolvedor, publicada pela Nintendo Brasil.

As mais de 150 faixas incluem músicas de fundo utilizadas durante a aventura. O número não representa uma contagem de efeitos sonoros, ruídos ambientais ou músicas que Link pode executar na ocarina.

Orquestra e sons do Nintendo 64 estarão juntos no remake

Um dos aspectos mais interessantes da nova trilha está na decisão de não transformar todas as músicas em grandes espetáculos orquestrais.

Embora o projeto tenha contado com gravações de uma orquestra completa, a equipe adotou diferentes formações instrumentais conforme a necessidade de cada ambiente.

Momentos grandiosos aproveitam a potência de uma orquestra, enquanto temas mais intimistas preservam arranjos discretos. A música de uma pequena casa, por exemplo, não precisa receber o mesmo tratamento de uma sequência épica.

Os desenvolvedores estudaram a maneira como o jogo original estabelecia diferentes atmosferas. Uma das conclusões foi que o impacto das composições dependia principalmente da construção musical e das mudanças de ritmo, não simplesmente do aumento de volume.

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Para orientar essa reconstrução, a Nintendo consultou Koji Kondo, compositor da trilha sonora original, buscando respeitar a intenção das músicas criadas para o Nintendo 64.

Como a Nintendo recuperou os timbres de 1998?

Em determinadas faixas, a nova instrumentação convive com sons inspirados diretamente no hardware de 1998.

Mas existe uma diferença técnica importante: a Nintendo não pegou simplesmente o áudio reproduzido pelo Nintendo 64 e o inseriu no remake.

Ohashi explicou que os desenvolvedores utilizaram as fontes sonoras originais como referência para reconstruir determinados timbres. Dessa forma, puderam incorporar características reconhecíveis da trilha antiga aos arranjos modernos.

Hidemaro Fujibayashi, produtor do jogo, destacou a música que toca dentro da casa de Link como exemplo dessa combinação.

É uma escolha que pode ser especialmente significativa para quem conhece cada canto da versão original: o remake pretende atualizar a apresentação musical sem apagar os sons associados às lembranças dos jogadores.

Essa preocupação em preservar a experiência também aparece em outras decisões de desenvolvimento. O Overdrive já explicou por que a Nintendo descartou uma mudança de teletransporte no remake de Ocarina of Time e detalhou as alterações realizadas no Templo da Água.

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A trilha de Ocarina of Time será diferente de Breath of the Wild

Durante a entrevista, Fujibayashi também comparou a direção musical de Ocarina of Time à abordagem adotada em The Legend of Zelda: Breath of the Wild e Tears of the Kingdom.

Nos dois jogos mais recentes da cronologia principal, a equipe procurou dar maior destaque aos ruídos naturais e à ambientação, deixando a música em segundo plano em diferentes momentos da exploração.

Em Ocarina of Time, a trilha tem uma presença mais constante na construção emocional da aventura.

As composições ajudam a estabelecer expectativas, caracterizar localidades e intensificar momentos importantes da jornada de Link.

Em vez de aproximar o remake do estilo musical dos títulos de mundo aberto, a Nintendo decidiu conservar essa característica do clássico.

Ocarina of Time também terá som surround 5.1 e novos efeitos ambientais

O trabalho de reconstrução sonora não ficou restrito às composições.

A Nintendo confirmou que o remake terá suporte a áudio surround 5.1, além de uma ambientação mais detalhada.

Entre os efeitos acrescentados estão folhas movimentadas pelo vento, água correndo sobre pedras e sons de insetos e pássaros.

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Na Floresta Kokiri, por exemplo, o barulho de uma cachoeira muda de intensidade conforme Link se aproxima ou se afasta. A intenção é fazer com que os sons acompanhem o posicionamento do personagem dentro dos cenários.

Ohashi também recomendou o uso de fones de ouvido conectados ao Nintendo Switch 2 para apreciar os detalhes da ambientação, mesmo sem um sistema doméstico de som surround.

O som da ocarina foi gravado com um instrumento verdadeiro

O instrumento que dá nome ao jogo também recebeu atenção especial.

A Nintendo gravou uma ocarina real para reproduzir nuances da execução, incluindo a respiração de quem toca. A ressonância do instrumento muda conforme o ambiente em que Link está.

Outra novidade é a possibilidade de utilizar o microfone integrado do Nintendo Switch 2 para executar melodias. O jogador poderá cantarolar uma sequência musical ou tocar um instrumento real para que o jogo reconheça as notas.

O recurso amplia as possibilidades de interação sem eliminar os comandos tradicionais. Para conhecer as opções disponíveis, o Overdrive publicou um guia sobre como funcionam as ocarinas e os novos recursos musicais de Ocarina of Time.

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Assista ao trailer oficial de Zelda: Ocarina of Time

O remake reconstrói a aventura de Link para o Nintendo Switch 2, com visuais atualizados, novas cenas cinematográficas, dublagem e mudanças nos controles.

Quando Zelda: Ocarina of Time será lançado no Brasil?

The Legend of Zelda: Ocarina of Time chega em 5 de novembro de 2026, exclusivamente para Nintendo Switch 2.

A Nintendo Store brasileira apresenta a versão digital pelo preço oficial de R$ 329,90, com download estimado de 27 GB.

O jogo também inclui português brasileiro entre os idiomas compatíveis, conforme a ficha oficial. A versão reconstruída apresenta cenas dubladas e diálogos expandidos.

Quem pretende começar a aventura no lançamento pode consultar a reportagem do Overdrive sobre a data e o horário de liberação de Ocarina of Time no Brasil, além do guia com preços, versões e edições do remake.

Para quem está conhecendo a franquia agora, também preparamos uma relação de todos os jogos de Zelda disponíveis no Switch e Switch 2, com sugestões de por onde começar.

Perguntas frequentes sobre a trilha sonora de Ocarina of Time

Quantas músicas terá Zelda: Ocarina of Time Remake?

A Nintendo confirmou mais de 150 músicas de fundo, incluindo novas composições para cenas cinematográficas e arranjos baseados nos temas originais.

As músicas originais do Nintendo 64 estarão presentes?

O remake preserva temas e características musicais do jogo de 1998. Algumas composições combinam orquestra com timbres recriados a partir das fontes sonoras utilizadas no Nintendo 64. Isso não significa que todos os áudios antigos tenham sido reutilizados diretamente.

A trilha sonora foi gravada com uma orquestra?

Sim. A Nintendo utilizou gravações orquestrais, mas adaptou a quantidade de instrumentos às características de cada composição. Temas menores preservam arranjos mais simples.

Koji Kondo participou da nova trilha sonora?

Sim. Segundo Masato Ohashi, a equipe consultou Koji Kondo para definir como interpretar e adaptar as músicas, respeitando o projeto musical original.

Será possível tocar a ocarina com o microfone do Switch 2?

Sim. O remake permite cantarolar melodias ou tocar instrumentos para que o microfone reconheça as notas. Também será possível utilizar os controles tradicionais.

Quando o remake chega ao Brasil e quanto custa?

O lançamento está marcado para 5 de novembro de 2026, exclusivamente no Nintendo Switch 2. A versão digital tem preço oficial de R$ 329,90 na loja brasileira da Nintendo.

Fonte principal: Nintendo, Pergunte ao Desenvolvedor, volume 24, parte 4, publicada em 3 de novembro de 2026. Informações de lançamento e preço consultadas na Nintendo Store Brasil em 4 de novembro de 2026.

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