The Blood of Dawnwalker é soulslike? Entenda o combate

Combate tático pode lembrar Dark Souls, mas novo RPG oferece quatro dificuldades e assistências para tornar a experiência mais acessível

The Blood of Dawnwalker é soulslike
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Novo RPG tem combates táticos que lembram Dark Souls, mas oferece quatro dificuldades e assistências para tornar a experiência mais acessível

The Blood of Dawnwalker é soulslike? A resposta curta é: não se trata de um soulslike tradicional. Embora tenha combates táticos, aparos, gerenciamento de resistência e inimigos capazes de punir os erros do jogador, o novo título da Rebel Wolves é apresentado oficialmente como um RPG de ação narrativo em mundo aberto.

A principal diferença para jogos como Dark Souls e Elden Ring está na liberdade oferecida para adaptar os confrontos. The Blood of Dawnwalker terá quatro níveis de dificuldade, incluindo um modo Story, além de opções capazes de automatizar a direção dos ataques e bloqueios.

Isso significa que jogadores interessados na história de Coen não precisarão necessariamente dominar todas as exigências do sistema direcional para avançar pela campanha.

The Blood of Dawnwalker é soulslike?

The Blood of Dawnwalker possui elementos que podem lembrar um soulslike, mas não segue completamente a estrutura característica do gênero.

Os soulslikes costumam ser associados a confrontos exigentes, chefes capazes de derrotar o jogador rapidamente, domínio de esquivas e aparos, gerenciamento de resistência e uma dificuldade pouco flexível. O RPG da Rebel Wolves aproveita parte dessa exigência no combate, mas segue uma proposta diferente.

A própria Bandai Namco apresenta The Blood of Dawnwalker como um RPG de ação em mundo aberto e fantasia sombria, com forte importância para escolhas e consequências. A campanha funciona como um sandbox narrativo no qual o jogador decide como utilizar os 30 dias e 30 noites disponíveis para salvar a família de Coen.

Além disso, a possibilidade de selecionar diferentes dificuldades e ativar assistências torna a experiência mais adaptável do que a encontrada nos principais jogos da FromSoftware.

Portanto, a definição mais adequada seria: The Blood of Dawnwalker é um RPG de ação narrativo com combate tático, e não um soulslike propriamente dito.

Por que o combate lembra Dark Souls?

A comparação com Dark Souls e Elden Ring surge principalmente porque os combates exigem atenção aos movimentos dos adversários. Atacar continuamente sem observar a defesa pode deixar Coen vulnerável a contra-ataques.

O jogador deverá identificar de qual direção o golpe está vindo, escolher a resposta correta e encontrar uma abertura para atacar. Bloqueios, aparos, posicionamento e tempo de reação serão importantes, especialmente nas dificuldades mais elevadas.

The Blood of Dawnwalker é soulslike? Entenda o combate
Apesar de semelhança com Soulslike, Dawnwalker se inspirou em outros games para desenhar seu combate/ Foto: Divulgação

As semelhanças, porém, terminam antes de transformar Dawnwalker em uma cópia da fórmula da FromSoftware. O sistema também possui influências de For Honor e Kingdom Come: Deliverance, principalmente na escolha da direção dos ataques e defesas.

A Rebel Wolves busca executar essas decisões em um ritmo mais rápido e cinematográfico. Coen poderá mudar a direção dos golpes e passar da ofensiva para a defesa sem ficar preso durante muito tempo em uma animação.

Curiosamente, até Guitar Hero foi utilizado como inspiração para os aparos de The Blood of Dawnwalker. A ideia é fazer o jogador reconhecer indicações visuais e transformar as respostas corretas em memória muscular.

Como funcionam os ataques e bloqueios direcionais?

O combate humano de Coen será baseado principalmente no uso de espadas. Durante os duelos, o jogador poderá escolher a direção de um ataque ou acompanhar a movimentação do inimigo para bloquear o golpe pelo lado correto.

Essa estrutura deverá ser dividida em três momentos: preparação, antecipação e execução. Primeiro, o jogador observa o adversário. Em seguida, interpreta sua intenção e, finalmente, realiza o ataque, bloqueio ou contra-ataque adequado.

Durante o dia, Coen lutará como humano e utilizará espadas, aparos e Hexes, magias amaldiçoadas alimentadas por cargas obtidas nos confrontos. À noite, sua natureza vampírica permitirá recorrer a garras, mordidas e poderes sobrenaturais.

Apesar das diferenças entre as duas formas, o princípio direcional continuará presente. Ataques humanos e vampíricos poderão ser executados manualmente ou com o auxílio das opções de automatização.

The Blood of Dawnwalker tem modo fácil?

The Blood of Dawnwalker não terá apenas uma opção para reduzir a dificuldade. O jogo contará com quatro modos principais:

  • Story: prioriza a narrativa e torna os confrontos mais acessíveis;
  • Fair: oferece a experiência equilibrada;
  • Challenging: aumenta a exigência durante as batalhas;
  • Duelist: exige maior domínio do sistema de combate.

Além dos níveis principais, o jogador poderá ajustar diferentes elementos individualmente. As opções chamadas Omniattack e Omniblock permitem automatizar a direção dos ataques e bloqueios.

Com elas ativadas, não será necessário apontar cada golpe ou defesa para o lado correto. Coen poderá atacar ou bloquear em qualquer direção utilizando o comando correspondente, aproximando a experiência de um RPG de ação mais convencional.

Quem deseja acompanhar principalmente a história poderá combinar o modo Story com essas assistências. Já jogadores interessados em maior dificuldade poderão escolher Duelist e retirar até mesmo os indicadores direcionais.

O Overdrive explicou todas essas configurações na matéria sobre como funcionará a dificuldade de The Blood of Dawnwalker.

É mais parecido com The Witcher 3 ou Elden Ring?

Na estrutura geral, The Blood of Dawnwalker está mais próximo de The Witcher 3 do que de Elden Ring.

O jogo apresenta mundo aberto, diálogos, decisões, personagens com interesses próprios e missões que podem produzir consequências diferentes. Parte importante da Rebel Wolves também é formada por veteranos da CD Projekt RED que trabalharam em The Witcher 3.

Ainda assim, Dawnwalker não pretende apenas repetir aquela fórmula. O prazo de 30 dias, a possibilidade de realizar as missões em diferentes ordens e a transformação de Coen entre humano e vampiro criam uma estrutura própria.

O combate pode transmitir parte da tensão encontrada em Elden Ring, especialmente quando exige leitura dos inimigos, precisão e domínio dos aparos. Entretanto, a campanha não foi construída ao redor de uma dificuldade única ou da progressão tradicional dos soulslikes.

Em outras palavras, Dawnwalker possui a estrutura narrativa de um RPG ocidental e um sistema de combate mais técnico do que o de The Witcher 3, mas não pretende obrigar todos os jogadores a enfrentarem o mesmo nível de dificuldade.

É preciso gostar de soulslike para jogar?

Não. Quem evita Dark Souls, Elden Ring e outros jogos considerados muito difíceis não precisa descartar The Blood of Dawnwalker.

O modo Story e as assistências de ataque e bloqueio foram criados justamente para impedir que o combate direcional se transforme em uma barreira para a narrativa. Ao mesmo tempo, as dificuldades maiores estarão disponíveis para quem quiser explorar toda a profundidade do sistema.

The Blood of Dawnwalker será lançado em 3 de setembro de 2026 para PlayStation 5, Xbox Series X|S e PC. Para conhecer a história, os personagens e as demais mecânicas, o Overdrive reuniu tudo sobre The Blood of Dawnwalker em um especial.


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