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Square Enix quer investir em novos jogos, e produtor de Final Fantasy VII explica por quê

Produtor da trilogia Final Fantasy VII Remake indica uma mudança de prioridade, mas não descarta revisitar clássicos da franquia

Montagem de Yoshinori Kitase, desenvolvedor da Square Enix, e Cloud, estrela de Fantasy VII
O produtor da trilogia Final Fantasy VII Remake afirmou que a Square Enix está mais inclinada a investir em jogos inéditos do que em novos remakes.
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Depois de dedicar anos à reconstrução de um dos jogos mais importantes da história dos RPGs japoneses, Yoshinori Kitase começa a olhar para o futuro. O produtor da trilogia Final Fantasy VII Remake afirmou que a Square Enix está mais inclinada a investir em jogos inéditos do que em novos remakes. A declaração, entretanto, não significa que a companhia esteja abandonando seu catálogo de clássicos.

Em entrevista à IGN durante a Lucca Comics & Games 2026, Kitase discutiu os planos da empresa, a continuidade de Final Fantasy e os caminhos que pretende explorar quando a jornada de Cloud Strife chegar ao fim. Entre os assuntos abordados estão a possibilidade de um remake de Final Fantasy VI e seu interesse em desenvolver experiências que deem maior destaque ao combate.

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Square Enix quer investir em novos jogos, e produtor de Final Fantasy VII explica por quê
Franquia Final Fantasy continua sendo um dos carros-chefe da desenvolvedora/ Imagem – Divulgação

Square Enix deve priorizar novos jogos, mas não descarta remakes

Questionado sobre o equilíbrio entre novas propriedades intelectuais e recriações de jogos antigos, Kitase explicou que o investimento em produções inéditas parece ser o caminho mais provável para a Square Enix. Sua resposta, porém, não estabelece uma política definitiva para todos os estúdios da companhia.

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O produtor usou o próprio Final Fantasy VII como exemplo de uma situação excepcional. Sua ligação com o título original de 1997, compartilhada por outros integrantes da equipe, foi determinante para justificar um projeto de reconstrução tão extenso. A intenção não era simplesmente atualizar gráficos e sistemas, mas reapresentar aquele universo a uma geração que talvez nunca tivesse experimentado o jogo original.

Esse aspecto ajuda a explicar por que a trilogia assumiu dimensões muito maiores do que as de um remake convencional. Final Fantasy VII Remake, Rebirth e Revelation reinterpretam o material original, ampliam os personagens e transformam a estrutura de exploração e combate.

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A declaração também sugere um dilema para a Square Enix. Seu catálogo contém franquias de enorme reconhecimento, capazes de despertar interesse mesmo décadas depois de seus lançamentos. Ao mesmo tempo, depender continuamente dessas propriedades pode limitar os recursos disponíveis para experiências inéditas.

Kitase não apresentou números de investimento, projetos ainda não anunciados ou uma divisão orçamentária entre remakes e novos jogos. Portanto, sua fala deve ser interpretada como uma indicação de prioridade, e não como o anúncio de uma reestruturação formal.

Rain e seus companheiros em cenário HD-2D de Final Fantasy Resonance
Final Fantasy Resonance teve estreia expressiva na Steam entre os RPGs da Square Enix — Imagem: Divulgação/Square Enix

Yoshinori Kitase pretende trabalhar em outro remake?

No momento, essa possibilidade parece distante. Ao comentar qual clássico gostaria de recriar se tivesse liberdade total, Kitase explicou que ficou satisfeito com o trabalho realizado em Final Fantasy VII, mas não sente vontade imediata de assumir outra reconstrução de grande escala.

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Existe uma diferença importante entre a decisão pessoal do produtor e os planos da empresa. Mesmo que Kitase escolha se dedicar a projetos inéditos, outros profissionais e equipes da Square Enix podem continuar trabalhando em remakes, remasterizações ou novas interpretações de suas franquias.

Essa distinção impede uma conclusão precipitada: a Square Enix não anunciou o fim dos remakes, tampouco confirmou que deixará de investir em seus jogos clássicos.

E o remake de Final Fantasy VI?

Final Fantasy VI apareceu na conversa justamente por ser um dos títulos mais pedidos pelos fãs. Kitase reconheceu que existe interesse pela possibilidade de revisitar o RPG, tanto entre jogadores quanto dentro da própria Square Enix.

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Isso não equivale, entretanto, à confirmação de que um remake esteja em desenvolvimento. O produtor evitou indicar qual jogo gostaria de recriar e demonstrou consciência de que qualquer comentário poderia gerar expectativas imediatas.

A situação de Final Fantasy VI é particularmente interessante porque o jogo possui uma identidade muito diferente da de Final Fantasy VII. Seu elenco numeroso, sua estrutura narrativa e a importância dos sistemas tradicionais de RPG representam desafios próprios para uma eventual reconstrução moderna.

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Transformá-lo em uma produção da escala da trilogia de Cloud exigiria decisões profundas sobre direção artística, progressão, exploração e combate. Também seria necessário definir se a intenção seria preservar a experiência clássica ou reinterpretá-la para outro público.

Por enquanto, nada disso foi anunciado. O interesse dos fãs existe, mas não há confirmação apresentada por Kitase sobre produção, plataformas ou lançamento de Final Fantasy VI Remake.

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Final Fantasy VII Revelation encerra uma longa etapa da franquia

Antes de discutir concretamente o que virá depois, a Square Enix ainda precisa concluir sua trilogia. Final Fantasy VII Revelation tem lançamento anunciado para 8 de abril de 2027, com versões para PlayStation 5, Xbox Series X|S, Nintendo Switch 2 e PC.

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O jogo encerra a história iniciada em Final Fantasy VII Remake, lançado em 2020, e desenvolvida posteriormente em Final Fantasy VII Rebirth. Entre suas novidades estão a exploração ampliada do planeta, a utilização da aeronave Highwind e novas possibilidades de combate.

O Overdrive detalhou o anúncio de Final Fantasy VII Revelation, incluindo as mudanças de exploração, o retorno de personagens importantes e o lançamento simultâneo para diferentes plataformas.

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Outra novidade é a possibilidade de começar Final Fantasy VII Revelation diretamente no Modo Difícil, sem precisar concluir uma primeira campanha. O capítulo final também terá sistemas adicionais de personalização dos combates.

A Square Enix confirmou ainda que o jogo oferecerá maior liberdade em determinadas escolhas ao longo da jornada. Apesar disso, Final Fantasy VII Revelation terá um único desfecho principal. https://www.youtube.com/embed/Mj3lJFcOY_A Trailer oficial de Final Fantasy VII Revelation, divulgado pela Square Enix.

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Próximos jogos de Final Fantasy podem explorar mais o combate

Uma das declarações mais reveladoras de Kitase envolve seus interesses criativos. O produtor demonstrou curiosidade em trabalhar com experiências mais centradas na ação e nas batalhas, considerando o interesse de novas gerações por jogos que valorizam esses elementos.

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Isso não significa necessariamente abandonar o componente narrativo que caracteriza Final Fantasy. A ideia apresentada por Kitase é investigar como a série poderia ampliar sua ênfase nos confrontos sem perder a importância de seus personagens e histórias.

Essa possibilidade ganha relevância diante da evolução recente da franquia. Final Fantasy VII Remake adotou uma combinação de comandos tradicionais com ação em tempo real, enquanto Final Fantasy XVI deu maior protagonismo a combates diretamente controlados pelo jogador.

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O interesse do produtor também não representa um anúncio de Final Fantasy XVII. Nenhum título específico, equipe de desenvolvimento ou calendário foi apresentado nessa parte da entrevista.

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O sucesso de Clair Obscur também entrou na conversa

Kitase foi questionado sobre Clair Obscur: Expedition 33, RPG desenvolvido pela Sandfall Interactive que recuperou elementos associados aos sistemas de combate em turnos e demonstrou a força contemporânea desse modelo.

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O produtor comentou positivamente o ciclo de influências entre desenvolvedores. Ele reconheceu a inspiração que Final Fantasy exerceu sobre outras equipes e lembrou que suas próprias criações também nasceram do contato com diferentes obras.

Essa perspectiva é relevante porque mostra que a discussão sobre o futuro de Final Fantasy não precisa ser reduzida a uma escolha entre combate por turnos e ação em tempo real. São caminhos de design que podem coexistir em diferentes produções.

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Kitase não anunciou um retorno obrigatório ao sistema tradicional, assim como não confirmou que todos os próximos jogos da franquia seguirão uma direção mais voltada à ação.

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O que esperar da Square Enix depois de Final Fantasy VII?

O encerramento da trilogia representa uma oportunidade para que parte da experiência acumulada durante seu desenvolvimento seja aplicada a outras produções. A equipe passou anos trabalhando em estruturas complexas de combate, apresentação cinematográfica, exploração e reconstrução de personagens clássicos.

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Reaproveitar esse conhecimento em uma propriedade inédita seria uma possibilidade natural, mas ainda não existe um anúncio que permita identificar qual será o próximo grande projeto conduzido por Kitase.

O mais significativo de sua declaração é a disposição de voltar a criar, em vez de permanecer indefinidamente ligado à tarefa de reconstruir o passado da série.

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Para os fãs de Final Fantasy VI e de outros clássicos, a porta dos remakes continua aberta. Para quem espera novas histórias e mundos, as palavras do produtor indicam que a Square Enix também reconhece a necessidade de olhar além de seu próprio legado.

Fontes: Entrevista de Yoshinori Kitase à IGN, reproduzida por The Fifth Skill; Square Enix; PlayStation Blog.

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