O iPhone Duo chega às lojas brasileiras nesta sexta-feira, 23 de outubro de 2026, por a partir de R$ 21.999. É o primeiro celular dobrável da Apple e, nos testes publicados pela imprensa internacional em 21 de outubro, a impressão foi parecida: abrir o aparelho e encontrar uma tela ampla é empolgante. O problema é que nem sempre os aplicativos sabem o que fazer com esse espaço.
Tópicos
- O que os primeiros testes elogiaram no iPhone Duo?
- O maior problema não está na tela, mas nos aplicativos
- A tela externa também dividiu opiniões
- E as câmeras, a bateria e o desempenho?
- Quanto custa o iPhone Duo no Brasil?
- Vale comprar o iPhone Duo assim que chegar?
- Perguntas rápidas
- O iPhone Duo roda todos os aplicativos do iPhone?
- O iPhone Duo funciona como um iPad?
Após cerca de uma semana de uso, jornalistas da CNN, do The Verge e da WIRED elogiaram a construção e a tela interna do telefone, mas relataram inconvenientes no software. As avaliações também expuseram outras concessões importantes em um produto que custa mais de R$ 20 mil no Brasil.

O que os primeiros testes elogiaram no iPhone Duo?
A atração principal é a tela OLED dobrável de 7,6 polegadas, com acabamento fosco nano-texture. Fechado, o celular usa uma tela externa de 5,4 polegadas; aberto, oferece uma área maior para ler, assistir a vídeos e trabalhar com dois aplicativos lado a lado. As duas telas têm atualização adaptativa de até 120 Hz, segundo a ficha técnica oficial da Apple.
Na CNN, Lisa Eadicicco descreveu o Duo como um aparelho que alterna entre celular, pequena tela para vídeos e apoio para a câmera, sem precisar de acessórios para algumas dessas tarefas. Ela também destacou que o vinco central é pouco perceptível no uso cotidiano. O The Verge chegou a uma conclusão semelhante sobre o acabamento fosco da tela, embora observe que a dobra ainda pode ser sentida ou percebida em determinados ângulos.
O desenho de dobradiça e a resistência IP68 receberam atenção positiva. A WIRED deu nota 7/10 ao aparelho, reconhecendo a construção caprichada e a possibilidade de usar mais de um aplicativo, mas ressaltando que o sistema ainda precisa amadurecer. O The Verge também atribuiu 7/10, com uma avaliação mais severa de algumas escolhas de interface.
O maior problema não está na tela, mas nos aplicativos
Quem compra um dobrável espera que a tela grande transforme a maneira de usar seus apps. Só que parte do catálogo do iPhone ainda se comporta como se estivesse em um celular convencional: alguns programas aparecem cercados por faixas vazias, outros apenas esticam a interface e deixam menus em lugares pouco naturais.
É esse o ponto que mais se repete nas análises. A CNN relata momentos de frustração com programas que não estavam prontos para o novo formato. O The Verge distingue os aplicativos ainda não adaptados daqueles que receberam ajustes gerais do iOS 27, mas não foram realmente redesenhados para o Duo. Na prática, ter 7,6 polegadas disponíveis não significa aproveitá-las em todos os apps.
Há uma ressalva importante: o cenário já está mudando. Durante os próprios testes, a WIRED registrou atualizações para programas como Instagram, Threads, Slack e o aplicativo do Google. O The Verge destacou o editor de vídeos Edits, do Instagram, como exemplo de interface que aproveita a área extra. Portanto, não é correto afirmar que todos os aplicativos estão incompatíveis ou que os problemas serão permanentes. A experiência depende da versão instalada e do trabalho dos desenvolvedores.

A tela externa também dividiu opiniões
O formato mais largo e baixo, parecido com um passaporte, foi feito para favorecer a experiência aberta. Em contrapartida, o painel externo de 5,4 polegadas não convenceu todo mundo. O The Verge considerou a tela pequena para tarefas como conversar por mensagens e navegar em aplicativos pensados para celulares altos. A WIRED enxergou o formato de maneira mais positiva, mas também observou que o uso em tela grande exige adaptação.
O software coloca controles na lateral para ganhar espaço vertical. Isso muda a localização de botões familiares e pode atrapalhar a digitação ou o alcance com uma só mão, principalmente quando o usuário está acostumado aos iPhones tradicionais. O Duo pesa 254 gramas e usa Touch ID no botão lateral, em vez de Face ID.
E as câmeras, a bateria e o desempenho?
O chip A20 Pro garante potência para aplicativos, vídeos e jogos, mas a proposta de duas telas envolve alguns compromissos. O aparelho tem câmeras traseiras principal e ultra-angular de 48 MP, porém não conta com uma teleobjetiva dedicada, presente em modelos convencionais da linha Pro. O The Verge avaliou a fotografia como suficiente para o dia a dia, mas abaixo do que se espera dos melhores iPhones para fotos, especialmente em zoom e detalhes finos.
A bateria é outro ponto que pede cuidado com generalizações. A Apple anuncia até 31 horas de reprodução de vídeo na tela interna e até 44 horas na externa; esses números vêm de condições de teste específicas. Entre os jornalistas, a autonomia variou: a WIRED relatou uma experiência confiável, enquanto um dos autores do The Verge precisou recarregar o Duo durante o dia e registrou aquecimento em tarefas exigentes. Não é possível transformar esses relatos diferentes em uma única duração garantida.
Para quem está comparando celulares, o Overdrive já detalhou as diferenças entre iPhone Duo e iPhone 18 Pro, inclusive câmeras, biometria e preço.
Quanto custa o iPhone Duo no Brasil?
A Apple Brasil abriu a pré-venda em 16 de outubro e prevê disponibilidade a partir de sexta-feira, 23 de outubro. Os preços oficiais de referência, consultados em 22 de outubro, são:
| Armazenamento | Preço oficial |
|---|---|
| 256 GB | R$ 21.999 |
| 512 GB | R$ 23.499 |
| 1 TB | R$ 26.499 |
| 2 TB | R$ 30.999 |
O modelo é vendido nas cores branco-estrela e céu noturno. Descontos conforme a forma de pagamento podem alterar o valor final. Quem considera um dobrável Android pode conferir também o comparativo do Overdrive sobre a diferença de preço entre o Duo e o Galaxy Z Fold8.

Vale comprar o iPhone Duo assim que chegar?
Os testes mostram um dobrável com qualidades reais, especialmente para quem lê bastante, assiste a vídeos e aproveita duas janelas abertas. Mas a estreia não significa que todos os aplicativos já estejam preparados ou que as câmeras superem as de um iPhone Pro tradicional. A experiência de bateria também varia bastante conforme a tela usada e a intensidade das tarefas.
Para quem quer experimentar o formato desde o início e aceita lidar com ajustes de software, o Duo tem argumentos fortes. Para quem espera que um celular de R$ 21.999 simplesmente funcione sem surpresas em todos os aplicativos, acompanhar as primeiras atualizações e os testes de uso prolongado parece a decisão mais prudente. Como esta é a primeira geração do modelo, ainda não existe histórico de anos de uso que permita avaliar o desgaste da dobradiça e da tela interna.
Se a preocupação é principalmente jogar, vale lembrar que a resolução e o formato maiores não substituem a otimização de cada jogo. Nossa seleção de melhores jogos para Android e iPhone em 2026 ajuda a escolher títulos para conhecer no aparelho.
Perguntas rápidas
O iPhone Duo roda todos os aplicativos do iPhone?
Aplicativos convencionais podem abrir no Duo, mas nem todos aproveitam a tela dobrável. Alguns ainda precisam de atualização para exibir menus, vídeos e áreas de trabalho de forma adequada.
O iPhone Duo funciona como um iPad?
Não exatamente. Apesar da tela ampla e do uso de dois aplicativos ao mesmo tempo, o Duo tem uma interface própria do iOS 27.1 e não reproduz integralmente o sistema de janelas e os aplicativos de iPad.
Fontes: Apple Newsroom e loja brasileira da Apple; análises de CNN, The Verge e WIRED, publicadas em 21 de outubro de 2026. O Overdrive reúne as impressões desses veículos; não se trata de um teste próprio do aparelho.

Comentários