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Apple lança MacBook com tela touch que pode custar R$ 183 mil no Brasil

Novo MacBook Pro estreia tela OLED sensível ao toque e Dynamic Island, mas configuração mais cara ultrapassa o preço de diversos carros zero-quilômetro

Novo MacBook Pro estreia tela OLED sensível ao toque e Dynamic Island, mas configuração mais cara ultrapassa o preço de diversos carros zero-quilômetro.
Novo MacBook Pro estreia tela OLED sensível ao toque e Dynamic Island, mas configuração mais cara ultrapassa o preço de diversos carros zero-quilômetro.
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A Apple finalmente colocou uma tela sensível ao toque em um MacBook. A novidade chegou com o novo MacBook Pro, apresentado em 28 de outubro de 2026, e representa uma das maiores mudanças na linha de notebooks da empresa em anos. Mas há outro detalhe que chama atenção: no Brasil, o computador pode custar mais do que um carro zero-quilômetro.

O MacBook Pro com tela PROLED XDR parte de R$ 34.999, enquanto uma versão de 16 polegadas equipada com os componentes mais caros chega a R$ 176.799. Quando softwares profissionais e cobertura adicional são incluídos na compra, o valor pode alcançar R$ 182.827,80.

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A mudança vai muito além do preço. Pela primeira vez, a Apple permite controlar o macOS diretamente pela tela de um notebook, algo que concorrentes com Windows oferecem há anos. O lançamento também traz painel OLED, Dynamic Island, novo desenho e processadores M5 Pro e M5 Max.

Novos MacBooks Pro com tela PROLED XDR apresentados pela Apple em 2026
MacBook Pro com tela PROLED XDR chega em versões de 14 e 16 polegadas. Foto: Apple/Divulgação.

Quanto custa o MacBook Pro touchscreen no Brasil?

A Apple confirmou quatro preços iniciais para a nova família. Todos os modelos listados abaixo possuem tela sensível ao toque, mas variam em tamanho, processador, memória e armazenamento.

ModeloPreço inicial
MacBook Pro 14″, M5 ProR$ 34.999
MacBook Pro 16″, M5 ProR$ 41.999
MacBook Pro 14″, M5 MaxR$ 53.999
MacBook Pro 16″, M5 MaxR$ 57.999

Esses são os valores de entrada divulgados pela própria Apple. O preço aumenta conforme o comprador personaliza o computador, especialmente ao escolher quantidades maiores de memória e armazenamento.

A configuração mais cara do notebook combina tela de 16 polegadas com vidro nano-texture, processador M5 Max com GPU de 40 núcleos, 128 GB de memória unificada e SSD de 16 TB. O conjunto alcança R$ 176.799.

O armazenamento é o componente que mais pesa nessa conta. A atualização para 16 TB acrescenta R$ 84 mil ao preço da configuração de referência. Já a combinação da GPU mais potente com a memória necessária para utilizá-la também provoca um salto significativo.

O valor próximo de R$ 183 mil, portanto, não corresponde ao preço obrigatório do MacBook. Segundo um levantamento publicado pela Folha de S.Paulo, a soma de R$ 182.827,80 considera o computador na configuração máxima, além de programas como Final Cut Pro e Logic Pro e um plano adicional de proteção AppleCare.

O preço realmente supera o de um carro zero-quilômetro?

Sim. Para colocar os números em perspectiva, o BYD Dolphin Mini GS aparece no configurador brasileiro da montadora por R$ 119.990. Isso significa que a configuração máxima do MacBook Pro, sem os softwares e serviços adicionais, custa R$ 56.809 a mais que o carro elétrico.

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Se a comparação considerar o pacote de R$ 182.827,80, a diferença sobe para R$ 62.837,80. Ou seja, seria possível comprar um Dolphin Mini GS e ainda ficar com dinheiro suficiente para adquirir um MacBook Pro de entrada.

A comparação ilustra o tamanho da conta, mas não significa que todo comprador do notebook gastará esse valor. O modelo de R$ 34.999 possui a mesma tecnologia de toque e já atende à proposta central do lançamento.

Como funciona a tela touchscreen do novo MacBook?

A Apple não transformou o MacBook em um iPad gigante. O notebook continua com teclado físico e trackpad, mas agora o usuário também pode tocar diretamente na tela para executar comandos.

É possível rolar páginas com os dedos, ampliar fotografias com o gesto de pinça, movimentar janelas e arrastar elementos de uma apresentação para outra. A empresa também desenvolveu uma dobradiça mais estável para reduzir a movimentação do painel durante o uso.

Pessoa utiliza a tela sensível ao toque do novo MacBook Pro durante o trabalho
A tela sensível ao toque permite interagir diretamente com aplicativos e ferramentas profissionais. Foto: Apple/Divulgação.

Segundo a Apple, o sensor de toque foi integrado ao próprio painel OLED, em vez de ser instalado como uma camada separada. O objetivo é reduzir a latência e tornar a resposta aos comandos mais rápida.

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A experiência também foi adaptada ao macOS 27 Golden Gate. Aplicativos que ainda não possuem controles específicos podem interpretar um toque como um clique do mouse, enquanto desenvolvedores poderão utilizar novas ferramentas do sistema para criar interfaces próprias.

Entre os programas citados pela empresa estão Microsoft Word, Excel, Canva, DaVinci Resolve, Adobe Lightroom, Blender e aplicativos de produção musical. A utilidade real do touchscreen dependerá da adaptação de cada software e do tipo de trabalho realizado.

Tela OLED e Dynamic Island também são novidades

A chegada do touchscreen acompanha a substituição da tecnologia mini-LED por um painel OLED em camada dupla, chamado pela Apple de PROLED XDR.

Nas especificações oficiais, a tela oferece taxa de atualização adaptativa de até 120 Hz, contraste de 10.000.000:1 e pico de brilho de 2.000 nits em condições específicas. A cobertura dos espaços de cores P3 e Adobe RGB é voltada especialmente a profissionais que trabalham com fotografia, vídeo e design.

O computador também estreia a Dynamic Island no Mac. O recurso, conhecido dos iPhones, ocupa a parte superior da tela e reúne notificações, Atividades ao Vivo, buscas do Spotlight e funções da Siri AI.

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Outra mudança visual é o retorno do logotipo iluminado da Apple na tampa do notebook. O desenho ficou mais fino e leve, com o modelo de 14 polegadas pesando aproximadamente 1,38 kg e o de 16 polegadas chegando a 1,82 kg.

MacBook Pro com tela OLED exibindo imagem colorida de uma borboleta
Nova tela PROLED XDR utiliza tecnologia OLED em camada dupla e tem atualização de até 120 Hz. Foto: Apple/Divulgação.

O MacBook Pro touchscreen usa chip M6?

Não. Apesar de a Apple também ter anunciado o processador M6 em outubro, o MacBook Pro com tela sensível ao toque utiliza os chips M5 Pro e M5 Max.

Essa diferença pode causar confusão porque a empresa apresentou dois produtos da mesma família em dias consecutivos. O MacBook Pro de 14 polegadas com M6 foi anunciado em 27 de outubro e mantém a tela Liquid Retina XDR com tecnologia mini-LED, sem funcionalidade touchscreen.

Já o modelo PROLED XDR foi apresentado no dia seguinte, com tela OLED e interação por toque, mas conservando os processadores da família M5.

Em sua versão mais avançada, o novo MacBook permite configurar até 128 GB de memória unificada e 16 TB de armazenamento. A Apple direciona esse conjunto a profissionais que utilizam edição de vídeo em alta resolução, renderização 3D e aplicações exigentes de inteligência artificial.

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O notebook ainda possui três portas Thunderbolt 5, HDMI, entrada para cartão SDXC, MagSafe 3, Wi-Fi 7 e Bluetooth 6. A autonomia anunciada é de até 24 horas, embora o resultado efetivo dependa das tarefas executadas.

Quando o MacBook Pro touchscreen chega ao Brasil?

O novo MacBook Pro foi anunciado oficialmente em 28 de outubro e tem disponibilidade prevista a partir de sexta-feira, 6 de novembro de 2026. A Apple já divulgou os preços brasileiros, permitindo consultar configurações e condições de compra em sua página oficial.

Para quem trabalha com edição de vídeo, fotografia, ilustração ou desenvolvimento, a combinação de tela OLED e comandos por toque pode representar uma mudança importante. Ainda assim, será preciso avaliar se os aplicativos usados diariamente conseguem aproveitar a novidade.

Quem utiliza o notebook principalmente para estudar, navegar na internet e trabalhar com documentos dificilmente precisa investir tanto. Existem alternativas consideravelmente mais baratas, como mostra o nosso comparativo das melhores marcas de notebook de 2026.

O Overdrive também reúne uma seleção dos melhores notebooks para trabalhar e explica como o dólar influencia o preço de eletrônicos no Brasil.

Para quem já possui um Mac, vale conferir também quais modelos são compatíveis com o macOS 27 e entender quanto espaço os novos recursos de inteligência artificial podem ocupar.

A Apple levou anos para aceitar a tela sensível ao toque em um MacBook. Agora que a tecnologia finalmente chegou, a questão deixa de ser se é possível tocar na tela de um Mac e passa a ser quanto vale pagar por isso.

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