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Este RPG sombrio vai fazer você lembrar de Skyrim, mas com Rei Arthur

Tainted Grail: The Fall of Avalon aposta em mundo aberto, câmera em primeira pessoa, magia, escolhas morais e até 70 horas em uma Avalon decadente

Este RPG sombrio vai fazer você lembrar de Skyrim, mas com Rei Arthur

Quem sente falta de um RPG em primeira pessoa para explorar sem pressa pode encontrar uma boa surpresa em Tainted Grail: The Fall of Avalon. O jogo não tenta esconder a inspiração em aventuras de mundo aberto como The Elder Scrolls V: Skyrim, mas troca os dragões e montanhas de Tamriel por uma versão sombria, decadente e violenta das lendas do Rei Arthur.

Lançado para PS5, Xbox Series X|S e PC, Tainted Grail: The Fall of Avalon coloca o jogador em Avalon, 600 anos depois da queda da era arturiana. O resultado é um RPG de fantasia sombria com exploração livre, combate em primeira pessoa, magia, escolhas morais, centenas de missões e uma campanha que pode passar de 50 horas para quem decide vasculhar o mapa.

A proposta é direta: criar um RPG parecido com Skyrim para quem gosta de entrar em cavernas, montar builds quebradas, conversar com personagens estranhos, seguir missões paralelas e se perder em um mundo cheio de histórias pequenas.

O que é Tainted Grail: The Fall of Avalon?

Tainted Grail: The Fall of Avalon é um RPG de ação em mundo aberto desenvolvido pela Questline e públicado pela Awaken Realms. A história se passa em uma Avalon tomada pela decadência, onde a lenda do Rei Arthur virou ruína, trauma e disputa política.

O protagonista começa como um prisioneiro marcado pela Peste Vermelha. A situação muda quando ele passa a carregar um fragmento da alma de Arthur, o que abre caminho para uma jornada envolvendo relíquias, facções, monstros, segredos antigos e decisões sobre o futuro de Avalon.

O jogo é single-player, tem foco em exploração e permite jogar em primeira pessoa. Também existe câmera em terceira pessoa, mas a experiência principal foi claramente pensada para quem gosta de RPGs imersivos em primeira pessoa.

Por que Tainted Grail lembra Skyrim?

A comparação com Skyrim aparece por motivos bem claros. Tainted Grail também aposta em um mundo aberto de fantasia, exploração em primeira pessoa, liberdade de build, combate com armas e magia, dungeons, loot, NPCs espalhados pelo mapa e missões que surgem conforme o jogador conversa com as pessoas certas.

O ponto mais parecido está na sensação de sair andando e encontrar algo. Uma caverna escondida, um inimigo mais forte, uma missão secundária estranha, uma área perigosa ou um item que muda sua build podem aparecer durante a exploração.

Tainted Grail é mais pesado, mais sujo e mais sombrio. Avalon não parece um reino heroico esperando ser salvo, mas um lugar quebrado por escolhas antigas. A fantasia arturiana aqui aparece menos como conto de cavaleiros nobres e mais como consequência de guerras, pragas e decisões tomadas por pessoas poderosas.

O que dá para fazer em Avalon?

O jogo divide Avalon em três grandes regiões: Horns of the South, Cuanacht Village e Forlorn Swords. Cada área tem visual próprio, inimigos, NPCs, missões e pontos de interesse.

A exploração não se limita à campanha principal. O jogo promete mais de 200 missões paralelas, mais de 250 NPCs e dezenas de dungeons. Além disso, há atividades secundárias para quebrar o ritmo da aventura, como pesca, mineração, criação de poções, culinária, plantio, forja, desenho no sketchbook e administração de casas.

Essa parte ajuda a reforçar a comparação com RPGs de mundo aberto mais clássicos. O jogador pode seguir a história principal, mas o apelo está em desviar do caminho, testar sistemas, procurar equipamentos e descobrir problemas locais antes de voltar para a missão mais importante.

Combate, magia e builds deixam o RPG mais livre

Tainted Grail permite montar personagens de várias formas. Dá para usar espadas, escudos, armas de duas mãos, arcos, magias, invocações, poções, itens arremessáveis e combinações híbridas.

Quem gosta de jogar como guerreiro pode apostar em força, bloqueio e dano corpo a corpo. Quem prefere magia pode equipar feitiços nas mãos e alternar entre ataques rápidos e versões carregadas. Também existe espaço para arqueiros, alquimistas, personagens furtivos e builds misturadas.

O sistema de combate tem esquiva, bloqueio, aparo e gerenciamento de stamina. Isso deixa as lutas mais ativas do que simplesmente ficar trocando golpes. Em grupos de inimigos ou contra criaturas mais fortes, a escolha de equipamento e preparo antes da batalha faz diferença.

Outro detalhe importante é a Wyrdness, uma força caótica que muda a ameaça do mundo durante a noite. Quando ela aparece, os inimigos ficam mais perigosos e a exploração ganha um elemento de risco maior. Sair no escuro pode render recompensas melhores, mas também aumenta a chance de morrer rápido se o personagem estiver mal preparado.

Vale a pena jogar Tainted Grail hoje?

Tainted Grail: The Fall of Avalon vale atenção principalmente para quem quer um RPG parecido com Skyrim, mas com um clima mais sombrio e foco maior em escolhas morais. Ele não tem o mesmo orçamento de um grande lançamento da Bethesda, então pode apresentar momentos menos polidos, animações simples e sistemas irregulares.

Mesmo assim, a proposta é forte. O jogo entrega mundo aberto, longa duração, builds variadas, missões em grande quantidade e uma ambientação pouco comum, usando a lenda do Rei Arthur de um jeito mais trágico e distorcido.

Para quem gosta de RPGs em primeira pessoa, a melhor forma de encarar o jogo é como uma aventura ambiciosa de fantasia sombria. Não é um substituto direto de Skyrim, mas pode preencher bem o espaço de quem quer explorar um mundo estranho, montar personagem do próprio jeito e passar dezenas de horas descobrindo histórias paralelas.

Onde jogar Tainted Grail: The Fall of Avalon?

Tainted Grail: The Fall of Avalon está disponível para PS5, Xbox Series X|S e PC. No Brasil, o jogo aparece na PlayStation Store por R$ 239,90 na edição padrão. No Xbox, a edição base aparece a partir de R$ 167,45.

No PS5, também há uma demo gratuita disponível na loja. No Xbox, o jogo aparece como compatível com Xbox Cloud Gaming para assinantes do Game Pass Essential, Premium ou Ultimate, mas com uma observação importante: é necessário comprar o jogo para jogar na nuvem.

Além da edição padrão, o RPG conta com pacotes extras e expansão paga, incluindo Sanctuary of Sarras. Para quem ainda está em dúvida, a demo é o caminho mais seguro antes de investir no jogo completo.

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