O preço do PS6 voltou a preocupar jogadores depois de uma nova fala da Sony sobre custos de hardware. Hideaki Nishino, presidente e CEO da Sony Interactive Entertainment, afirmou que não é realista para a empresa absorver todos os aumentos de componentes e que a PlayStation não pretende vender consoles com perdas significativas.
A declaração não confirma o preço do PlayStation 6, que ainda não foi anunciado oficialmente. Mesmo assim, ela reforça um ponto importante para a próxima geração: se memória, armazenamento e outros componentes continuarem caros, parte desse custo deve chegar ao consumidor.
A fala chega em um momento delicado para o mercado. PS5, Xbox Series X|S e Nintendo Switch 2 já sofreram pressão de preço em meio à escassez de componentes puxada pela demanda de data centers de inteligência artificial.
O que a Sony disse sobre vender consoles com prejuízo
Em uma sessão de perguntas e respostas, Nishino afirmou que o hardware continua sendo a base da experiência PlayStation, mas deixou claro que a Sony não pretende absorver todos os aumentos de custo.
Segundo o executivo, a empresa já aplicou reajustes fora do Japão e acompanha o mercado de perto. Ele também afirmou que, como princípio, a Sony não pretende vender hardware com perdas significativas.
A mensagem é direta: a PlayStation pode até ajustar preço, pacote, posicionamento e percepção de valor, mas não quer repetir uma estratégia em que o console é vendido com grande prejuízo para recuperar dinheiro apenas em jogos, assinaturas e acessórios.
Por que isso aumenta o medo sobre o preço do PS6?
O medo sobre o preço do PS6 cresce porque a próxima geração pode chegar em um cenário muito diferente do passado. Em ciclos anteriores, era comum ver consoles caírem de preço com o tempo. Nesta geração, aconteceu o contrário.
O PS5 ficou mais caro em alguns mercados. O Xbox também teve reajustes. O Switch 2 já nasceu em um ambiente de custos mais altos. Isso muda a expectativa para o PlayStation 6, porque a Sony pode não ter margem para lançar o console com preço agressivo caso os componentes sigam pressionados.
A preocupação de analistas e jogadores é que um console de nova geração possa se apróximar de valores muito altos, especialmente se vier com CPU, GPU, memória e SSD mais caros.
A crise de memória pode afetar o PS6
O principal problema citado pelo mercado é a alta nos custos de memória e armazenamento. A demanda por infraestrutura de inteligência artificial aumentou a pressão sobre chips usados em data centers, especialmente memória de alta performance.
Esse movimento reduz a folga de produção para outros segmentos, como computadores, celulares e consoles. No caso dos videogames, o impacto é mais sensível porque os fabricantes costumavam trabalhar com margens menores no hardware.
A Microsoft já afirmou que custos de memória e armazenamento para consoles subiram mais de 2,5 vezes e podem dobrar novamente até 2027. A Sony não usou exatamente os mesmos números na fala de Nishino, mas reconheceu que não consegue simplesmente absorver todos os aumentos.
PS5 já ficou mais caro
A fala da Sony também precisa ser lida junto com os reajustes recentes do PS5. A empresa aumentou preços do console em alguns mercados e justificou a decisão com pressões econômicas globais.
Nos Estados Unidos, o PS5 padrão chegou a US$ 649,99, o PS5 Digital Edition foi a US$ 599,99 e o PS5 Pro apareceu a US$ 899,99, segundo dados citados pelo IGN. Esses valores reforçam a mudança de cenário: em vez de baratear no fim da geração, o hardware ficou mais caro.
Isso cria uma dúvida inevitável para o PS6. Se o PS5 já enfrenta pressão de custo quase seis anos após o lançamento, o próximo console pode chegar sem o espaço que a Sony tinha em gerações anteriores para subsidiar o preço.



