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ReviewNASCAR 26
6/10

NASCAR 26: pilotagem evolui, mas bugs e carreira rasa pesam na experiência

NASCAR 26 melhora física, pneus e frenagem, mas ainda tropeça em bugs, carreira pouco profunda e multiplayer básico

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Ficha de avaliação

NASCAR 26 melhora sensivelmente a experiência dentro da pista, com física mais exigente, pneus e frenagem retrabalhados e um sistema de pista dinâmica que deixa as corridas mais interessantes. Fora do carro, porém, a evolução é bem menor: bugs do antecessor permanecem, a carreira continua pouco viva e o multiplayer ainda oferece uma estrutura básica.

Prós e contras · Ficha técnica

Prós

  • Física de condução claramente superior à de NASCAR 25
  • Pista dinâmica muda aderência e linhas ao longo das corridas
  • Pneus e frenagem exigem mais precisão do jogador
  • DualSense e force feedback transmitem melhor o comportamento do carro
  • Disputas contra a IA estão mais interessantes
  • Crossplay facilita encontrar adversários no multiplayer

Contras

  • Bugs e problemas com bandeiras amarelas continuam presentes
  • Modo carreira ganhou sistemas, mas ainda carece de personalidade
  • Ausência de mercado de pilotos, aposentadorias e mudanças entre equipes
  • Multiplayer segue dependente de salas e corridas isoladas
  • Problemas de IA no pit road e nas relargadas ainda aparecem
  • Gold Edition oferece vantagens de progressão no modo carreira

Ficha técnica

  • GAMENASCAR 26
  • PLATAFORMAPlayStation 5

Como avaliamos: política de reviews

Tópicos

Um ano depois de NASCAR 25 recolocar a categoria nos consoles sob o comando da iRacing Studios, a sequência chega com a tarefa de consertar o que ficou pelo caminho. O antecessor saiu em outubro de 2025 para PS5 e Xbox Series X|S, rodando na Unreal Engine 5, e agora NASCAR 26 traz de volta as quatro principais séries da NASCAR, com o campeão da Cup Series de 2025, Kyle Larson, na capa.

O pacote traz mudanças concretas no comportamento dos carros, e é justamente aí que o jogo mais se destaca. O problema aparece em volta da pista, com bugs que vieram do título anterior, uma carreira que ganhou menus mas pouca personalidade e um multiplayer que ainda depende de salas avulsas. NASCAR 26 dirige melhor do que se organiza, e isso explica a nota 6.

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Pneus, freios e pista dinâmica mudam o jeito de correr

A principal novidade está na física. A iRacing Studios refez os modelos de pneu e de frenagem e adicionou a tecnologia de pista dinâmica, que transforma a superfície ao longo do fim de semana de corrida. Isso muda a leitura do traçado durante a prova: com o asfalto ainda sem borracha, sobra pouca aderência e o carro tende a escapar em direção ao muro, mas linhas mais altas passam a render conforme a corrida avança, e a frenagem ficou menos tolerante.

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A dificuldade subiu junto. Os carros da Cup Series passam mais sensação de peso, e os truques de setup que funcionavam em NASCAR 25 perderam efeito. Frear com força demais pode travar as rodas dianteiras, inclusive na entrada dos boxes, o que obriga quem vinha do antecessor a dosar acelerador e freio com muito mais cuidado.

No DualSense, o jogo aproveita a vibração e os efeitos nos gatilhos, e as opções de ajuste do controle ficaram mais amplas, com impacto real na condução. Para quem usa volante, as primeiras impressões apontam um force feedback mais informativo, com ondulações e mudanças de superfície mais fáceis de sentir e resistência mais consistente no centro, justamente um dos pontos mais criticados no jogo anterior. Ainda falta, porém, avaliação em uma variedade maior de bases.

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Há também acréscimos que aproximam a simulação do regulamento real. O pacote de motor de 750 HP, usado pela Cup em mistos e ovais curtos, foi reproduzido, a picape RAM entrou na Truck Series e agora é possível trocar apenas os pneus do lado esquerdo. Rivais da IA passam a abandonar corridas, e as punições por cortar caminho nos mistos ficaram mais brandas. Chicagoland, St. Petersburg e o circuito da base naval de Coronado completam as novidades de pista.

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A IA disputa melhor, mas as bandeiras amarelas seguem problemáticas

As disputas em pelotão evoluíram, só que parte dos defeitos antigos atravessou a atualização sem ser resolvida. A lógica das bandeiras amarelas e bugs capazes de arruinar uma corrida, dois problemas conhecidos de NASCAR 25, continuam presentes. Há relatos da comunidade de que a IA ainda se atrapalha no pit road e leva vantagem nas relargadas além do que o jogador consegue acompanhar.

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A resposta da desenvolvedora veio rápido, logo no segundo dia de acesso antecipado. O primeiro patch, liberado na quarta-feira (16), melhorou a lógica de paradas da IA no fim dos estágios e no pit road, passou a exigir impactos mais fortes para acionar a bandeira amarela na configuração Relaxed e corrigiu uma falha que podia fechar o modo carreira. No online, o update eliminou um erro que aplicava configurações offline nas partidas. A agilidade conta a favor, embora deixe claro que o jogo chegou ao público precisando de ajustes básicos.

Até os ratings tropeçaram. Nas primeiras imagens, pilotos com o mesmo primeiro nome tiveram as notas trocadas, o que jogou Daniel Suárez, vencedor e integrante do Chase, para o fim da lista, e a conta oficial do jogo admitiu o erro. Pelo menos, pela primeira vez é possível editar as avaliações de cada piloto, divididas em sete tipos de pista, com Martinsville ganhando categoria própria.

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Carreira ganha gestão, mas continua sem mercado de pilotos

O modo carreira recebeu um sistema de planejamento semanal, além de melhorias de instalações, oficinas redesenhadas, patrocínios e interações em redes sociais. Uma sala de troféus e a presença do podcast Door Bumper Clear também entraram no pacote. É mais conteúdo entre as provas, algo necessário depois de um antecessor cuja carreira se resumia a correr, consertar o carro, contratar ou evoluir peças e seguir para a próxima pista.

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O que continua ausente, no entanto, pesa bastante. Os pilotos seguem nas mesmas equipes de uma temporada para outra, sem aposentadorias ou dança das cadeiras. Batidas não geram dano terminal, o replay das bandeiras amarelas ficou de fora (substituído por uma tela com os envolvidos) e não dá para levar qualquer categoria a qualquer pista. Matt Lewis, diretor de produção da iRacing Studios, tratou esses itens como objetivos para as próximas edições, o que ajuda a entender as prioridades do estúdio, mas não muda o que o jogador recebe hoje.

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A Gold Edition adiciona um ponto incômodo. O Season Pass inclui mais de 200 pinturas, funcionários VIP que dão vantagem na carreira, 10 mil dólares de bônus no modo e mil pontos de reputação. Pagar mais para acelerar o progresso de um modo single-player é uma escolha difícil de defender.

Fora da carreira, The Chase funciona como modo independente que recria a disputa decisiva de dez corridas, com escolha dos rivais, e o Peak Performance oferece treino individual conduzido por Steve Letarte, com participação de Jamie McMurray. Os dois são bons pontos de entrada para quem ainda não conhece a categoria.

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Crossplay ajuda, mas o online segue básico

O multiplayer entre plataformas facilita lotar as salas, mas a estrutura continua limitada a criar ou encontrar uma sala e disputar uma corrida isolada. NASCAR 25 não tinha partida rápida com pareamento automático nem corridas oficiais agendadas, e dependia de uma lista de servidores. A novidade de NASCAR 26 é um sistema de infrações de segurança criado para melhorar a conduta nas sessões públicas.

No PS5, as salas comportam até 40 jogadores e exigem PS Plus. Tela dividida segue fora, e o estúdio justifica a ausência pelo custo de renderizar 40 carros e todos os retrovisores duas vezes na mesma tela.

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Gráficos avançam na iluminação, com vícios da Unreal Engine 5

Os céus foram trocados e agora contam com iluminação dinâmica, enquanto um novo sistema de partículas reforça fumaça, detritos e acúmulo de borracha. Os interiores dos carros foram refeitos e ganharam bem mais detalhes, mas o pop-in das sombras nos muros continua, principalmente em Lime Rock Park. O material de divulgação já indicava que as câmeras externas mantêm um aspecto borrado.

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Algumas falas e elementos de apresentação da interface foram gerados por IA, e o spotter agora tem a voz de Freddie Kraft. Na personalização, o editor de pinturas ficou maior e ganhou espelhamento para replicar o layout de um lado do carro no outro.

Vale a pena comprar NASCAR 26 no PS5?

Para quem já tem NASCAR 25, a decisão passa pelo peso que a pilotagem tem na experiência, porque física, IA, gráficos e crossplay avançaram, enquanto carreira, online e bugs antigos ficaram quase no mesmo lugar. Quem nunca jogou a versão anterior e gosta de ovais encontra uma base de condução sólida, desde que aceite esperar pelas correções.

NASCAR 26 acerta no que a iRacing Studios domina, que é o carro na pista. O restante dá sinais de ter recebido menos tempo de desenvolvimento do que precisava, e o resultado ainda se parece demais com uma revisão do jogo anterior.

AssuntosPlayStation
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