Águas que Corroem (Rust Creek) ocupa o 2º lugar entre os filmes mais assistidos da Netflix e termina com Sawyer descobrindo que os irmãos que a perseguem fazem parte de uma rede criminosa maior. A jovem sobrevive, mas sua saída da floresta custa a vida de Lowell, o homem que a acolhe durante a fuga.
O suspense acompanha Sawyer, uma universitária que pega um caminho alternativo enquanto dirige para uma entrevista de emprego. Sem contar a ninguém sobre a viagem, ela se perde em uma região isolada do Kentucky e encontra Hollister e Buck perto do local onde eles escondem um corpo.
Os dois acreditam que Sawyer testemunhou o crime e passam a persegui-la. Ferida, sem telefone e longe da estrada, ela acaba dependendo da ajuda de Lowell, ligado aos próprios homens que querem matá-la.
Quem é Lowell e por que ele ajuda Sawyer?
Lowell trabalha na produção de metanfetamina e mantém relações com Buck e Hollister. A descoberta faz Sawyer desconfiar de seu salvador, já que tudo indica que ele pertence ao mesmo grupo que a está caçando.
O comportamento de Lowell, porém, mostra que ele não concorda com a violência dos irmãos. Ele trata os ferimentos de Sawyer, oferece abrigo e tenta encontrar uma maneira de tirá-la daquela região.
A aproximação entre os dois muda o rumo da história. Sawyer deixa de enxergá-lo apenas como mais um criminoso, enquanto Lowell percebe que ajudá-la significa romper definitivamente com os homens para quem trabalha.
Quando Buck e Hollister descobrem onde Sawyer está, a situação termina em um confronto no esconderijo. Lowell tenta protegê-la, mas não sobrevive. Sua morte confirma que a ajuda não era uma armadilha e completa a escolha que ele vinha adiando: enfrentar o próprio grupo.
Sawyer consegue escapar no final?
Sim. Sawyer sobrevive aos ataques e consegue sair da floresta, mas precisa enfrentar os homens que tentaram silenciá-la.
Buck e Hollister deixam de controlar a situação quando encontram resistência de Lowell e da própria Sawyer. A universitária, que passou boa parte do filme apenas tentando se esconder, começa a usar o espaço e os recursos disponíveis para reagir.
O final também revela que o problema não se limita aos dois irmãos. A operação criminosa tem proteção dentro das autoridades locais, o que explica por que o desaparecimento de Sawyer não provoca uma busca simples e por que determinadas pistas parecem ser ignoradas.
Essa descoberta muda a leitura da perseguição. Sawyer não entrou por acaso em uma briga isolada entre criminosos. Ela encontrou uma estrutura que dependia do silêncio dos moradores e da participação de pessoas encarregadas de investigar o caso.
Mesmo ferida e depois de passar dias na mata, Sawyer chega ao fim com informações suficientes para expor o que acontecia na região. Sua sobrevivência impede que a morte escondida no começo do filme e o envolvimento dos traficantes sejam encobertos.
Qual é o significado do final de Águas que Corroem?
O filme começa com Sawyer confiante de que consegue resolver a viagem sozinha. Ela não avisa familiares ou amigos sobre o destino, escolhe um atalho e continua dirigindo mesmo depois de perceber que está perdida.
A experiência na floresta desmonta essa segurança. A personagem não sobrevive por ser fisicamente mais forte do que seus perseguidores. Ela observa, improvisa e aceita a ajuda de alguém que, à primeira vista, parecia tão perigoso quanto os demais.
Lowell funciona como o contraponto aos irmãos. Ele também está envolvido com drogas e fez escolhas ruins, mas ainda decide impedir que Sawyer seja assassinada. A morte do personagem não apaga seus crimes, embora mostre que ele recusou continuar obedecendo ao grupo quando uma pessoa inocente estava em risco.
O título original, Rust Creek, remete à região onde Sawyer fica presa. No Brasil, Águas que Corroem reforça a ideia de desgaste: a viagem destrói a confiança inicial da protagonista e expõe pouco a pouco as relações entre os criminosos.
Águas que Corroem é baseado em uma história real?

A perseguição, os assassinatos e o esquema de drogas são fictícios. O filme foi inspirado de forma bastante livre por uma experiência vivida pelo produtor e coautor da história, Stu Pollard.
Quando estava na faculdade, Pollard decidiu viajar de carro sem avisar a ninguém. Ele acabou preso em uma forte tempestade de neve em Maryland e percebeu que sua família não sabia onde procurá-lo caso algo acontecesse.
O episódio serviu como ponto de partida para a situação de Sawyer, que também viaja sozinha e não informa seu paradeiro. Os irmãos criminosos, o corpo escondido e a caçada pela floresta foram criados para o roteiro.
Dirigido por Jen McGowan e escrito por Julie Lipson, o longa estreou no Festival de Cinema de Bentonville em maio de 2018. O lançamento comercial nos Estados Unidos aconteceu em janeiro de 2019.
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