The Witcher 3: Wild Hunt — Remastered entrega seu maior salto técnico no PS5 Pro: o console consegue rodar o modo com ray tracing mirando 60 FPS, enquanto o modo Performance destrava a taxa de quadros e pode se aproximar dos 90 FPS com VRR. No PS5 base e Xbox Series X, a divisão continua mais tradicional: 60 FPS priorizando desempenho ou 30 FPS com ray tracing. No PC, path tracing produz o visual mais avançado, mas cobra um preço alto da GPU.
As primeiras análises publicadas em 28 de setembro, antes da liberação do Remastered às 7h de Brasília do dia 29, também indicam boa estabilidade no PS5. Há, porém, uma diferença importante entre os dados disponíveis: PS5 e PS5 Pro já aparecem em testes práticos, enquanto Xbox Series X e principalmente Series S ainda têm menos medições independentes detalhadas da versão final. Por isso, é preciso separar especificações, impressões de reviewers e benchmarks efetivamente publicados.
O cenário atual aponta o PS5 Pro como a versão de console tecnicamente mais completa. No PC, máquinas de ponta conseguem ir além com path tracing e reconstrução de imagem, mas o custo computacional cresce drasticamente.

The Witcher 3 Remastered: como roda em cada console?
A tabela abaixo reúne o que está sustentado pelas informações da CD Projekt Red e pelas primeiras análises disponíveis. Onde ainda faltam medições independentes suficientes, isso está indicado em vez de estimar resolução ou desempenho.
| Plataforma | Modo | FPS | Ray tracing | Observação |
|---|---|---|---|---|
| PS5 Pro | Ray Tracing | 60 FPS | Sim | PSSR; grande diferencial da versão Pro |
| PS5 Pro | Performance | Destravado, cerca de 90 FPS em condições favoráveis | Não é o foco do modo | Requer tela de alta frequência e VRR para aproveitar melhor |
| PS5 | Performance | 60 FPS | Não | Primeiras análises relatam boa estabilidade |
| PS5 | Ray Tracing | 30 FPS | Sim | Prioriza iluminação e qualidade visual |
| Xbox Series X | Performance | 60 FPS | Não é o foco do modo | Menos testes instrumentados da versão final publicados até agora |
| Xbox Series X | Ray Tracing | 30 FPS | Sim | Mantém a troca entre fluidez e RT |
| Xbox Series S | Modos gráficos | Até 60 FPS conforme modo | Detalhamento insuficiente | Aguardamos análise técnica específica da versão final |
| PC | Configurável | Variável | RT + Path Tracing | DLSS 4.5, FSR 4, XeSS 2.0 e Ray Reconstruction |
Essa diferença entre as plataformas ganha importância porque o Remastered não é apenas uma troca de texturas. A CD Projekt Red refez componentes da iluminação global, HDR, sombreamento da vegetação, materiais e ray tracing. O comparativo visual do Remastered com a versão anterior já mostrou como iluminação, água, reflexos e névoa mudam a aparência de Velen e outras regiões.
PS5 Pro: ray tracing a 60 FPS é o principal salto
É no PS5 Pro que a diferença de hardware realmente altera a escolha entre qualidade e fluidez. A CD Projekt Red confirmou durante sua apresentação técnica na Gamescom que o modo Ray Tracing, limitado a 30 FPS no PS5 convencional, passa a mirar 60 FPS no PS5 Pro.
O console também utiliza PSSR (PlayStation Spectral Super Resolution) para reconstrução de imagem. A implementação permite ao Remastered trabalhar com uma resolução interna inferior e reconstruir a saída com o sistema de aprendizado de máquina do PS5 Pro.
A análise da Press Start publicada em 28 de setembro confirma 60 FPS tanto no modo Performance quanto no Ray Tracing no PS5 Pro. A publicação destaca que as diferenças visuais entre os modos podem ser relativamente discretas em determinados momentos, em parte porque a iluminação global e os novos assets já melhoram consideravelmente a apresentação básica do Remastered.
O modo Performance do PS5 Pro pode chegar a 90 FPS?
Sim, mas 90 FPS não devem ser interpretados como uma taxa fixa. No PS5 Pro, a CD Projekt Red removeu o limite de 60 FPS do modo Performance. Tim Green, engenheiro gráfico veterano da desenvolvedora, explicou que o jogo pode trabalhar aproximadamente na região dos 90 FPS.
É justamente aqui que o VRR ganha importância. Em uma televisão compatível com alta taxa de atualização e Variable Refresh Rate, oscilações acima dos 60 FPS são apresentadas com maior suavidade. Portanto, a descrição correta desse modo é frame rate destravado que pode operar perto dos 90 FPS, e não um “modo 90 FPS” travado.
Para quem possui uma TV de 120 Hz com VRR, o PS5 Pro oferece, portanto, duas propostas bastante diferentes: manter ray tracing e 60 FPS ou retirar o limite tradicional do modo Performance para buscar taxas consideravelmente superiores.
O ray tracing do PS5 Pro tem efeitos melhores?
Não necessariamente. A informação técnica disponível indica que o PS5 Pro usa essencialmente o mesmo conjunto de recursos de ray tracing do PS5 base. O ganho principal vem de conseguir executar esse perfil visual com o dobro da meta de quadros.
Isso é importante porque evita uma interpretação errada: o benefício do Pro está principalmente em combinar os efeitos de RT com 60 FPS e melhorar a reconstrução de imagem via PSSR, e não em adicionar uma camada exclusiva de efeitos de ray tracing ausente no PS5 convencional.

PS5 base: 60 FPS ou ray tracing a 30 FPS
No PS5 convencional, The Witcher 3 Remastered mantém uma escolha mais clara. O modo Performance mira 60 FPS, enquanto o modo Ray Tracing trabalha a 30 FPS.
A Press Start testou a versão de PS5 e aponta 4K como saída-alvo do perfil de 60 FPS, enquanto o teste brasileiro do Última Ficha também encontrou os dois modos e descreveu o Performance como fluido a 60 FPS. Outro teste pré-lançamento, do SynthPotato, relata não ter encontrado problemas de frame rate durante sua experiência no PS5 base.
Isso não equivale ainda a um teste de frame-time quadro a quadro como os realizados por veículos especializados em análise instrumental, mas a convergência das primeiras análises é positiva: não há neste momento relatos consistentes de problemas graves de desempenho no modo 60 FPS do PS5.
O PS5 base tem VRR em The Witcher 3 Remastered?
Sim. O PS5 possui suporte de sistema a VRR em telas HDMI 2.1 compatíveis, e The Witcher 3 já se beneficia desse tipo de exibição. No Remastered, porém, VRR não transforma o modo Ray Tracing de 30 FPS em 60 FPS. A meta desse perfil permanece em 30 quadros no console base.
Na prática, para o jogador de PS5 que prioriza resposta do controle, combate e movimentação, o modo Performance de 60 FPS continua sendo a opção de maior fluidez. Quem prefere observar as mudanças de iluminação e ray tracing terá de aceitar a queda para 30 FPS.
O efeito da taxa de quadros também é mais relevante agora porque o Remastered altera as animações e a resposta das batalhas. O Overdrive já detalhou todas as mudanças no combate de Geralt, incluindo animações refeitas, câmera adaptável e alterações nos monstros.
Xbox Series X: 60 FPS em Performance e 30 FPS com ray tracing
No Xbox Series X, a estrutura conhecida acompanha o PS5 base: Performance mira 60 FPS, enquanto a apresentação com ray tracing opera a 30 FPS.
A CD Projekt Red confirma oficialmente que o Remastered traz texturas melhoradas, iluminação refeita e melhorias no ray tracing para Xbox Series X|S. A versão também adiciona suporte a mods entre plataformas e Xbox Play Anywhere.
O ponto de cautela está na profundidade dos testes disponíveis em 28 de setembro. Ao contrário do PS5 e PS5 Pro, que já aparecem com mais detalhes nas análises pré-lançamento, ainda não há o mesmo volume de medições independentes da versão final do Series X para estabelecer resolução interna, quedas mínimas e comportamento de frame-time em áreas pesadas como Novigrad.
Portanto, 60 e 30 FPS devem ser tratados como os alvos dos modos, e não como garantia de que absolutamente todos os cenários estejam permanentemente travados nessas taxas.

E o Xbox Series S?
O Series S é neste momento a plataforma sobre a qual convém ter mais cautela. A versão está confirmada pela CD Projekt Red e o material disponível indica opções voltadas a 30 e 60 FPS, mas as análises técnicas encontradas até 28 de setembro ainda não oferecem uma decomposição confiável equivalente à disponível para PS5 e PS5 Pro.
Não há base suficiente, neste momento, para cravar nesta matéria resolução interna típica, mínimos de resolução dinâmica ou equivalência de ray tracing com Series X.
Isso é especialmente importante no Series S porque a GPU e a quantidade de memória disponíveis são inferiores às do Series X. Qualquer afirmação de que os dois consoles entregam exatamente os mesmos efeitos, mudando apenas resolução, precisa ser confirmada por testes específicos da versão Remastered.
O Overdrive atualizará esses dados quando medições independentes da versão final estiverem disponíveis.
PC tem o melhor visual, mas path tracing é extremamente pesado
O PC recebe o conjunto gráfico mais amplo. Além das melhorias comuns às demais plataformas, o Remastered oferece path tracing, ray reconstruction, NVIDIA DLSS 4.5, AMD FSR 4 e Intel XeSS 2.0.
Path tracing é justamente o recurso que mais distancia uma máquina de alto nível dos consoles. Em vez de utilizar ray tracing seletivamente em determinados componentes da cena, ele simula de forma muito mais abrangente o transporte da luz.
O resultado aparece principalmente na forma como personagens, ambientes e objetos recebem iluminação indireta. A análise do SynthPotato, feita com uma GeForce RTX 5080, relata que o path tracing alterou de maneira perceptível a iluminação de personagens e ambientes.
Quanto pesa o path tracing no PC?
Muito. No teste publicado pelo SynthPotato, uma RTX 5080 utilizando path tracing e DLSS no modo Performance chegou a aproximadamente 35 FPS nos momentos mais pesados. Com geração de quadros ativada, o reviewer registrou uma experiência na região dos 90 FPS.
Esses números não devem ser generalizados para qualquer computador: representam uma configuração específica e não substituem uma bateria de benchmarks usando diferentes CPUs, GPUs e resoluções. Servem, porém, para dimensionar o custo do recurso. Mesmo uma GPU de categoria alta depende fortemente de reconstrução de imagem e frame generation para combinar path tracing com taxas elevadas.
O mesmo teste relata uma melhora importante em relação à atualização next-gen de 2022: o ray tracing convencional apresentou comportamento mais estável e sem o nível de stuttering observado anteriormente pelo reviewer.
PC é a única versão com path tracing?
Sim. As informações divulgadas até agora colocam o path tracing como recurso da versão de PC. Nem mesmo o PS5 Pro utiliza esse modo completo.
Isso cria três níveis bastante claros de apresentação: consoles base combinam 60 FPS sem RT ou 30 FPS com RT; PS5 Pro consegue elevar o RT a 60 FPS; e PCs suficientemente potentes podem avançar para path tracing, com custo de desempenho consideravelmente maior.
O que realmente mudou nos gráficos?
A diferença não depende exclusivamente de ray tracing. A CD Projekt Red revisou a iluminação global, texturas, materiais, sombreamento da vegetação, HDR, tone mapping e outros componentes do renderizador.
É por isso que o modo Performance ainda apresenta mudanças visuais mesmo sem utilizar o conjunto completo de RT. A Press Start destaca especialmente a nova iluminação global, vegetação e HDR, enquanto as imagens oficiais mostram alterações fortes na maneira como luz e sombra definem cidades e ambientes naturais.
Antes do lançamento, a CD Projekt Red também publicou um vídeo colocando o Remastered lado a lado com a versão anterior. Água, reflexos, iluminação e névoa estão entre os elementos mais perceptíveis do comparativo.
Qual modo gráfico escolher em The Witcher 3 Remastered?
No PS5 base e Xbox Series X, a escolha é essencialmente entre fluidez e ray tracing. Os 60 FPS fazem diferença direta na resposta dos controles, câmera, esquivas e no combate redesenhado. O perfil de 30 FPS entrega a apresentação mais completa dos efeitos de iluminação.
No PS5 Pro, essa escolha é bem menor: o modo RT já mira 60 FPS. O Performance passa a fazer mais sentido para quem possui tela de 120 Hz com VRR e quer explorar o frame rate destravado.
No PC, a configuração depende muito mais do hardware. Ray tracing convencional oferece um meio-termo menos agressivo, enquanto path tracing deve ser encarado como opção para GPUs fortes e, em muitos casos, acompanhado por upscaling e geração de quadros.
O que ainda falta confirmar depois do lançamento?
A liberação pública de The Witcher 3 Remastered acontece às 7h de Brasília de 29 de setembro. O Overdrive já publicou o horário de lançamento no Brasil e como funcionará o upgrade.
Os testes pós-lançamento serão importantes principalmente para medir resolução dinâmica, frame-time e pontos de queda no Xbox Series X e Series S, além de verificar se a versão pública recebeu alterações em relação aos códigos enviados antecipadamente à imprensa.
Também será necessário observar áreas tradicionalmente pesadas, como Novigrad, cenas com muitos NPCs e situações com grande quantidade de vegetação e efeitos. Somente uma análise quadro a quadro da build pública permitirá definir mínimos e estabilidade absoluta de cada plataforma.
Quem já possui o jogo em uma plataforma elegível receberá o Remastered como atualização gratuita. Antes de instalar, é recomendável conferir o progresso: o Overdrive preparou um guia com os cuidados necessários para preservar o save e também explicou por que jogadores com builds avançadas devem registrar a árvore de habilidades antes da atualização.
Conclusão: PS5 Pro elimina a principal concessão dos consoles
O panorama técnico pré-lançamento deixa uma diferença clara. No PS5 e Series X, 60 FPS continuam associados ao modo Performance, enquanto o ray tracing exige jogar a 30 FPS. O PS5 Pro é a exceção: consegue juntar RT e alvo de 60 FPS e ainda oferece um Performance destravado para telas com VRR.
No PC, path tracing estabelece o teto visual, mas os primeiros testes deixam evidente que o recurso continua exigindo hardware poderoso e tecnologias de reconstrução para alcançar taxas altas.
A grande incógnita neste momento é o Xbox Series S. A versão existe e terá opções de desempenho, mas ainda faltam testes independentes suficientemente detalhados para colocá-la no mesmo nível de comparação técnica das demais. Essa é a informação que precisa ser medida após a liberação pública, em vez de preenchida com números presumidos.
Fontes
- CD Projekt Red — anúncio oficial de The Witcher 3: Wild Hunt — Remastered
- Xbox Wire / CD Projekt Red — detalhes técnicos e visuais do Remastered no Xbox
- Press Start — análise de The Witcher 3 Remastered
- SynthPotato — testes em PS5 Pro, PS5 e PC com RTX 5080
- PC Games Hardware — modos gráficos, PSSR e desempenho no PS5 Pro
- Última Ficha — análise da versão PS5

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