Prince of Persia: The Lost Crown se destaca entre jogos mobile

Prince of Persia: The Lost Crown se destaca entre jogos mobile

Port de um dos melhores jogos de 2024 preserva combate, exploração e identidade no mobile, mesmo com limitações perceptíveis nos comandos por toque

Por Gregory Felipe abril 29, 2025

Prince of Persia: The Lost Crown funciona muito bem no mobile e preserva o que fez dele um dos jogos mais elogiados de 2024. Os controles por toque limitam parte da fluidez, mas o...

Prós

  • A grande força de The Lost Crown continua sendo a jogabilidade.
  • Além disso, o jogo cresce junto com o personagem.
  • No mobile, essa base continua firme.

Contras

  • O que limita parte da experiência não é o jogo em si, mas a forma como os comandos por toque inevitavelmente reduzem...
  • Ao mesmo tempo, a transição para o celular traz limitações claras, especialmente para quem pretende encarar tudo apenas no toque.
  • Em sequências mais tensas, sobretudo nas que exigem precisão de movimento, timing de dash ou resposta rápida no combate, a sensação é...

O que você vai encontrar

Ver resumo
  • A grande força de The Lost Crown continua sendo a jogabilidade.
  • A estrutura em 2.5D funciona muito bem, e a exploração do Monte Qaf segue sendo um dos pontos mais fortes da experiência.
  • Poucos jogos mobile passam tão bem a sensação de aventura robusta, completa e pensada para durar.
  • The Lost Crown entra fácil na lista das melhores opções atuais para quem quer algo mais substancial no celular.

Lançado originalmente em 2024 para consoles e PC, Prince of Persia: The Lost Crown não demorou para entrar na conversa dos melhores jogos do ano. A mistura entre combate afiado, exploração em estrutura metroidvania e uma direção de arte muito segura colocou o título em um patamar acima do que muita gente esperava da retomada da franquia. Agora, essa mesma aventura chega ao mobile com a tarefa de preservar seu peso fora do ambiente tradicional de console e computador.

Joguei a versão para Android e a impressão inicial foi boa: The Lost Crown continua funcionando. A base que tornou o jogo tão forte segue ali, com mapa interessante, progressão bem amarrada e um ritmo de jogo que prende. Ao mesmo tempo, a transição para o celular traz limitações claras, especialmente para quem pretende encarar tudo apenas no toque. Ainda assim, o saldo é positivo.

A trama segura bem a jornada

Em Prince of Persia: The Lost Crown, o jogador assume o controle de Sargon, integrante de um grupo de elite conhecido como Os Imortais. A história começa a ganhar força quando o príncipe Ghassan é sequestrado por Anahita, antiga mentora do protagonista. A partir daí, a missão leva Sargon ao Monte Qaf, cenário central da aventura.

Sem entrar em spoilers, a campanha encontra um bom equilíbrio entre fantasia, mistério e tensão. Há personagens com presença, conflitos que se sustentam e reviravoltas que ajudam a manter a progressão narrativa viva. O jogo entende que história, aqui, não serve só como moldura: ela acompanha a escalada do gameplay e ajuda a dar mais peso ao avanço pelo mapa.

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A forma como isso é apresentado também conta a favor. As cenas são bem dirigidas, os diálogos têm bom ritmo e a construção visual reforça o apelo da jornada. The Lost Crown não depende apenas de combate ou plataforma para manter o interesse. Existe um cuidado claro em tornar essa travessia envolvente também no campo narrativo.

O jogo continua muito bom no mobile

A grande força de The Lost Crown continua sendo a jogabilidade. A estrutura em 2.5D funciona muito bem, e a exploração do Monte Qaf segue sendo um dos pontos mais fortes da experiência. O mapa guarda segredos, atalhos, desafios opcionais e puzzles em quantidade suficiente para manter a sensação constante de descoberta.

Além disso, o jogo cresce junto com o personagem. Conforme Sargon desbloqueia novas habilidades, o combate ganha mais possibilidades e a movimentação passa a oferecer um nível ainda maior de fluidez. Isso torna a progressão especialmente gratificante, porque cada novo poder não serve apenas para abrir portas no mapa, mas para renovar o jeito de jogar.

No mobile, essa base continua firme. O combate segue rápido, os deslocamentos continuam precisos dentro do que o jogo exige, e a estrutura da aventura permanece robusta. Não há sensação de versão simplificada ou adaptada demais para caber no celular. O que está aqui é, de fato, um jogo grande.

O toque quebra parte da fluidez

É justamente por ser um jogo tão dependente de tempo, resposta e precisão que os controles por toque acabam virando o principal ponto de atrito. A Ubisoft incluiu opções automáticas e semiautomáticas para certas ações, o que ajuda bastante quem decide jogar sem controle externo. Também há recursos úteis, como a possibilidade de reduzir a velocidade do jogo para facilitar trechos mais exigentes.

Essas soluções ajudam, e ajudam de verdade. Em vários momentos, elas evitam que a adaptação para o mobile pareça hostil. Ainda assim, há um limite claro para o que esse tipo de ajuste consegue resolver.

No toque, The Lost Crown perde parte da naturalidade que tem em outras plataformas. Em sequências mais tensas, sobretudo nas que exigem precisão de movimento, timing de dash ou resposta rápida no combate, a sensação é de que falta a firmeza ideal. Dá para jogar assim, mas não é a forma mais confortável nem a mais consistente de aproveitar tudo o que o game oferece.

Com controle, a experiência sobe de nível imediatamente. O jogo fica mais solto, mais confiável e muito mais prazeroso. É uma diferença grande o suficiente para influenciar diretamente a recomendação.

Um port que respeita o jogo

Talvez o maior mérito desta versão mobile seja justamente não soar como uma adaptação menor. Prince of Persia: The Lost Crown chega ao celular mantendo ambição, conteúdo e identidade. Em um mercado tomado por jogos montados em torno de monetização agressiva, publicidade insistente e progressão artificialmente travada, encontrar uma experiência desse porte faz diferença.

Aqui, a sensação é de estar diante de uma aventura completa. O jogo preserva seu valor de produção, mantém boa apresentação visual e continua entregando uma campanha com cara de jogo grande. As animações seguem acima da média para o segmento, o mundo continua visualmente forte e o pacote, como um todo, passa longe da ideia de port descartável.

Vale a pena?

Sim, especialmente se a ideia for jogar com controle. Prince of Persia: The Lost Crown continua sendo um jogo excelente, e o mobile recebe uma versão competente o bastante para sustentar essa qualidade. O que limita parte da experiência não é o jogo em si, mas a forma como os comandos por toque inevitavelmente reduzem a precisão em um título que vive de movimento e resposta.

Ainda assim, mesmo com essa ressalva, o resultado impressiona. Poucos jogos mobile passam tão bem a sensação de aventura robusta, completa e pensada para durar. The Lost Crown entra fácil na lista das melhores opções atuais para quem quer algo mais substancial no celular.

Veredito

Nota 75

Prince of Persia: The Lost Crown funciona muito bem no mobile e preserva o que fez dele um dos jogos mais elogiados de 2024. Os controles por toque limitam parte da fluidez, mas o port continua forte, completo e acima da média. Com controle, a experiência melhora bastante.

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