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Vai ter outro tornado no Paraná? Entenda o novo alerta da Defesa Civil

Após o tornado que atingiu Maringá, previsão de tempestades severas coloca o estado em alerta nesta quarta-feira (4); entenda onde o risco é maior e o que dizem os meteorologistas

Após o tornado que atingiu Maringá, previsão de tempestades severas coloca o estado em alerta nesta quarta-feira (4); entenda onde o risco é maior e o que dizem os meteorologistas
Após o tornado que atingiu Maringá, previsão de tempestades severas coloca o estado em alerta nesta quarta-feira (4); entenda onde o risco é maior e o que dizem os meteorologistas
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O Paraná voltou a enfrentar um cenário preocupante nesta quarta-feira (4 de novembro). Poucos dias depois do tornado que deixou um rastro de destruição em Maringá, a Defesa Civil e o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) alertaram para a possibilidade de novas tempestades severas. A previsão inclui ventos intensos, granizo e condições favoráveis à formação de supercélulas, tempestades capazes de produzir fenômenos extremos.

Mas isso significa que outro tornado vai atingir o estado? Não necessariamente. Embora as condições atmosféricas aumentem a preocupação dos especialistas, não existe confirmação de que um novo tornado vá se formar. O alerta indica um ambiente perigoso para tempestades, e a possibilidade de tornados isolados não pode ser descartada.

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A situação exige atenção principalmente entre a tarde desta quarta-feira e a madrugada de quinta-feira (5), quando uma frente fria e a formação de um ciclone extratropical na costa da Região Sul devem intensificar a instabilidade. O risco de temporais abrange todas as regiões paranaenses, com diferentes níveis de gravidade.

Estruturas metálicas destruídas pelo tornado que atingiu Maringá no Paraná em novembro de 2026
Estruturas destruídas pelo tornado que atingiu Maringá em 2 de novembro. Foto: Defesa Civil do Paraná/AEN.

Outro tornado pode atingir o Paraná nesta quarta-feira (4)?

A possibilidade existe, mas é importante entender a diferença entre previsão de tempo severo e previsão de um tornado específico. Os meteorologistas conseguem identificar condições favoráveis à formação de tempestades perigosas. Determinar antecipadamente o local exato onde um tornado poderá tocar o solo, porém, é muito mais difícil.

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Em entrevista ao Bom Dia Paraná, da RPC, o coordenador executivo da Defesa Civil estadual, coronel Ivan Fernandes, explicou que o cenário pode favorecer possíveis tornados em algumas regiões. A declaração reforça a gravidade da situação, mas não representa uma confirmação de que o fenômeno acontecerá.

O Simepar informou na manhã desta quarta-feira que existe potencial para o desenvolvimento de supercélulas. São tempestades organizadas, com correntes de ar ascendentes que podem apresentar rotação e produzir ventos destrutivos, granizo de grande tamanho e, em determinadas circunstâncias, tornados.

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Segundo a meteorologista Julia Munhoz, do Simepar, a combinação entre massas de ar, mudanças na direção dos ventos em diferentes altitudes e o avanço de uma frente fria cria condições bastante favoráveis a tempestades severas. A previsão inclui rajadas superiores a 80 km/h em algumas cidades e pedras de granizo que podem ultrapassar 2 centímetros de diâmetro.

Isso não quer dizer que toda supercélula produzirá um tornado. Muitas tempestades desse tipo provocam principalmente vendavais, chuva intensa e granizo. Mesmo sem a formação de um funil de vento, os danos podem ser consideráveis.

O receio aumentou depois que o Simepar confirmou oficialmente que Maringá foi atingida por um tornado F2 na madrugada de segunda-feira (2). O fenômeno apresentou ventos estimados entre 180 km/h e 250 km/h e deixou um rastro de destruição de aproximadamente 15 quilômetros.

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Quais cidades do Paraná correm maior risco de tempestades?

O boletim meteorológico divulgado pela Defesa Civil estadual e pelo Simepar aponta risco muito alto de tempestades em áreas do Oeste, Sudoeste, Centro-Oeste e Centro-Sul. Entre as regiões que exigem atenção especial estão:

  • Foz do Iguaçu e municípios próximos;
  • Cascavel e região Oeste;
  • Francisco Beltrão e o Sudoeste;
  • Campo Mourão e municípios do Centro-Oeste;
  • Guarapuava e o Centro-Sul;
  • União da Vitória e cidades próximas.

Também há risco alto em áreas do Norte, Norte Pioneiro, Campos Gerais, Região Metropolitana de Curitiba e Litoral. Uma atualização do Simepar destacou ainda a necessidade de atenção redobrada no Noroeste do estado.

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É importante observar que essas classificações representam o risco de tempestades severas, não uma previsão de tornado para cada município. Uma cidade fora da área de risco muito alto também pode registrar chuva forte, raios ou rajadas perigosas.

Os avisos podem ser atualizados rapidamente conforme as tempestades se deslocam. Por isso, moradores devem consultar os boletins oficiais da Defesa Civil do Paraná e acompanhar os comunicados do Simepar.

Centro de monitoramento da Defesa Civil do Paraná com equipes acompanhando condições meteorológicas e riscos de desastres
Centro de monitoramento da Defesa Civil do Paraná, responsável pelo acompanhamento de riscos e situações de emergência. Foto: Defesa Civil do Paraná/AEN.

Por que o risco de tempestades aumentou tanto?

O problema está na combinação de diferentes fenômenos atmosféricos. O ar quente e úmido vindo das regiões tropicais encontra condições favoráveis para a formação de grandes nuvens de tempestade. Ao mesmo tempo, uma área de baixa pressão se intensifica sobre o Sul do continente, enquanto uma frente fria avança pela região.

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Entre a noite de quarta-feira e a madrugada de quinta, a formação de um ciclone extratropical na costa do Sul do Brasil deve contribuir para mudanças na circulação dos ventos. Essa combinação pode organizar tempestades particularmente fortes, algumas delas com rotação.

Para a população, o principal perigo não se limita aos tornados. Rajadas capazes de derrubar árvores, destelhar casas e interromper o fornecimento de energia podem ocorrer durante tempestades severas comuns. A chuva intensa também pode provocar alagamentos em poucos minutos.

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Segundo o comunicado do Governo do Paraná publicado nesta quarta-feira, as áreas de tempestade devem avançar gradualmente da metade sul para a metade norte do estado. Por isso, a ausência de chuva em determinado município durante a tarde não significa que o perigo tenha terminado.

O que fazer se a Defesa Civil emitir um alerta no celular?

Quem receber uma mensagem de emergência deve observar o nível do aviso, a região afetada e as orientações apresentadas. Se houver indicação de perigo iminente, o mais seguro é procurar abrigo imediatamente, sem sair de casa apenas para observar a tempestade ou registrar imagens.

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Durante ventos muito fortes ou suspeita de tornado, a recomendação é permanecer em um cômodo interno, preferencialmente no andar mais baixo de uma construção resistente, longe de janelas, portas de vidro e grandes coberturas. Banheiros ou corredores internos podem ser alternativas quando oferecem maior proteção.

Também é importante evitar árvores, postes, placas, estruturas metálicas e áreas abertas. Quem estiver dirigindo deve procurar um local seguro, longe de objetos que possam cair, e seguir as orientações das autoridades. Não é seguro buscar abrigo sob viadutos ou atravessar ruas alagadas.

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Os moradores do Paraná podem cadastrar gratuitamente seu CEP no serviço de alertas da Defesa Civil, enviando uma mensagem SMS para 40199. Outra possibilidade é iniciar uma conversa pelo WhatsApp no número (61) 2034-4611, enviando a palavra ‘oi’ e seguindo as instruções.

Em situações de emergência, os números são 199, da Defesa Civil, e 193, do Corpo de Bombeiros.

Portanto, a resposta para a pergunta que preocupa os paranaenses é que um novo tornado é possível, mas não está confirmado. O que as autoridades efetivamente preveem são condições favoráveis a tempestades severas nesta quarta-feira (4) e quinta-feira (5). A orientação é tratar os alertas com seriedade, acompanhar as atualizações oficiais e adotar medidas de proteção antes da chegada dos temporais.

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