“Troquei de número.” “Preciso de um Pix agora.” “Me passa o código que chegou aí.” Os golpes no WhatsApp costumam começar com uma mensagem curta e uma justificativa para você não conferir nada. A foto familiar ou o assunto do seu dia ajudam a conversa a parecer legítima.
Tópicos
- 1. Familiar com “número novo” pedindo Pix
- 2. Conta de um conhecido tomada por criminosos
- 3. Pedido do código de verificação
- 4. QR Code para uma falsa confirmação
- 5. Falso banco ou falsa central de segurança
- 6. Taxa para liberar encomenda
- 7. Tarefas remuneradas e promessa de renda fácil
- 8. Loja falsa com oferta irresistível
- 9. Comprovante falso e pedido de devolução
- 10. Falso suporte cobrando para recuperar a conta
- Recebi uma mensagem suspeita: o que faço?
- Já mandei dinheiro ou compartilhei um código
A defesa mais útil é criar uma pausa entre o pedido e a ação. Antes de transferir dinheiro, informar um código ou instalar um aplicativo, confirme a origem por outro caminho. A lista abaixo reúne dez abordagens recorrentes de fraude, sem atribuir uma posição a elas em um ranking de frequência.
1. Familiar com “número novo” pedindo Pix
O perfil usa a foto de um filho, de um amigo ou de um parente e diz que mudou de telefone. Logo aparece uma conta urgente para pagar. Ter a foto da pessoa não prova que ela controla aquele número.
Como conferir: ligue para o contato antigo ou fale com a pessoa por outro canal já conhecido. Não salve o novo número como substituto antes de confirmar. O CERT.br recomenda essa verificação antes de transferir.
2. Conta de um conhecido tomada por criminosos
Neste caso, o pedido pode sair do número verdadeiro da pessoa. O criminoso tenta usar a confiança de uma conversa antiga para pedir dinheiro, vender algo ou espalhar um link. Conferir apenas o número já não basta.
Como conferir: faça uma ligação independente e confirme o pedido. Se a pessoa disser que não pode falar, adie a transferência. Uma emergência alegada na mensagem não autentica quem está do outro lado.
3. Pedido do código de verificação
Uma falsa pesquisa, confirmação de anúncio ou inscrição pede que você repasse o código recebido no celular. A justificativa tenta fazer um código de acesso parecer parte de um cadastro sem importância.
Como se proteger: não compartilhe códigos de registro do WhatsApp, inclusive com conhecidos. Eles devem ser usados somente no fluxo de acesso que você iniciou no aplicativo oficial. Se já enviou o código e perdeu o acesso, siga a orientação oficial de recuperação de conta.
4. QR Code para uma falsa confirmação
Uma mensagem promete inscrição, benefício ou verificação e manda ler um QR Code com a área de aparelhos conectados. O risco é autorizar uma sessão que outra pessoa controla.
Como se proteger: conecte somente dispositivos que você está usando e reconhece. Revise a lista de aparelhos conectados e encerre sessões desconhecidas. Não vincule a conta para liberar prêmio ou atendimento.

5. Falso banco ou falsa central de segurança
O contato diz que encontrou uma compra suspeita e oferece uma solução urgente. A conversa pode evoluir para pedido de senha, instalação de aplicativo de acesso remoto ou transferência para uma suposta “conta segura”.
Como conferir: encerre o contato e procure o banco no aplicativo ou em um canal oficial obtido por você. Não use o número fornecido pelo próprio interlocutor para verificar a história. Veja também como reconhecer a falsa central bancária.
6. Taxa para liberar encomenda
A mensagem diz que um pacote foi retido e exige pagamento imediato. A página de destino pode copiar a aparência de um órgão público ou da transportadora.
Como conferir: consulte o rastreamento no site ou aplicativo oficial da empresa, sem entrar pelo link recebido. A Receita Federal alerta para mensagens fraudulentas desse tipo. O fato de você esperar uma compra não torna legítima qualquer cobrança.
7. Tarefas remuneradas e promessa de renda fácil
A oferta pede curtidas, avaliações ou atividades simples e promete pagamento rápido. Em algum momento, exige depósito para liberar tarefas, aumentar o ganho ou sacar o que aparece em uma tela.
Como se proteger: não transfira dinheiro para destravar uma renda prometida. Um pequeno pagamento inicial não comprova a segurança da proposta inteira. Confira a empresa e as condições por fontes independentes antes de continuar.
8. Loja falsa com oferta irresistível
Um anúncio ou grupo oferece um produto difícil de encontrar por um preço muito baixo. O vendedor pede Pix antecipado, muda de chave ou evita negociar dentro da plataforma onde você encontrou a oferta.
Como conferir: verifique a identidade da loja e o histórico de atendimento fora da própria conversa. Confira o destinatário no banco e as regras de proteção da plataforma. Logotipo, catálogo e depoimentos encaminhados podem ser copiados.
9. Comprovante falso e pedido de devolução
O contato mostra uma imagem de Pix e pede uma mercadoria ou a devolução de um suposto excesso. O documento pode ter sido alterado ou mostrar um agendamento.
Como conferir: abra seu banco e localize o crédito correspondente. Não libere uma compra com base apenas na imagem. Se houver um recebimento que precisa ser devolvido, confira o caso e use a função vinculada à transação original.
10. Falso suporte cobrando para recuperar a conta
Depois de uma suspensão ou perda de acesso, alguém oferece “desbloqueio” mediante Pix e pede código, senha ou documentos. A preocupação com a conta vira a oportunidade para uma segunda fraude.
Como se proteger: use o suporte acessado pelo aplicativo e pela Central de Ajuda oficial. O WhatsApp alerta para cobranças feitas em nome do serviço ou para suspender banimentos. Não entregue o acesso a um intermediário.
Recebi uma mensagem suspeita: o que faço?
Não responda com dados e não encaminhe o link para outras pessoas testarem. Preserve a conversa se precisar documentar a tentativa. Depois, use os recursos de bloqueio e denúncia do aplicativo. Se houver uma conta imitando alguém conhecido, avise a pessoa por outro canal.
Desconfie especialmente da combinação de urgência, segredo e mudança de procedimento. “Não conte para ninguém” e “não liga agora” são pedidos que dificultam a verificação. A mensagem pode até escrever bem e usar um áudio convincente; a identidade ainda precisa ser confirmada.
Já mandei dinheiro ou compartilhei um código
Se houve transferência, procure seu banco imediatamente e relate a suspeita de fraude. Guarde comprovantes, mensagens e protocolos. Se compartilhou um código de registro ou percebeu acesso indevido, inicie a recuperação oficial e avise os contatos por um canal confiável.
Para reduzir o risco de nova tentativa, ative a verificação em duas etapas, mantenha os dados de recuperação sob seu controle e confira aparelhos conectados. A Central de Ajuda explica como revisar e remover acessos desconhecidos. Essas medidas protegem a conta; confirmar pedidos de dinheiro continua sendo uma etapa necessária.
Se você transferiu dinheiro, veja como solicitar a análise de devolução do Pix pelo banco.

Comentários