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Dark Souls Remastered no PS2 já roda a 30 FPS em projeto de fã; veja imagens

Desenvolvedor recria o clássico da FromSoftware para o PlayStation 2, com combate, fogueiras, inimigos e salvamento em memory card. Projeto ainda está em fase experimental

Cemitério do Santuário do Elo de Fogo recriado em Dark Souls Remastered para PlayStation 2, com lápides e guerreiro de armadura
Cemitério próximo ao Santuário do Elo de Fogo na adaptação de Dark Souls para PS2. Imagem: nekomancer01/Reprodução
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Dark Souls Remastered está ganhando uma adaptação para PlayStation 2, mais de duas décadas depois da chegada do console da Sony ao mercado. O responsável é o desenvolvedor independente nekomancer01, que está reconstruindo o RPG da FromSoftware com um motor gráfico próprio e já conseguiu executar o projeto a 30 quadros por segundo no emulador PCSX2.

O trabalho, chamado DarkSoulsPS2, vai além de reproduzir cenários do jogo. O protótipo já permite controlar um personagem, enfrentar inimigos, descansar em fogueiras e salvar o progresso em um memory card virtual. As primeiras imagens também mostram elementos conhecidos dos fãs, incluindo os frascos de Estus, as barras de vida e estamina e o contador de almas.

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Há, porém, uma diferença importante: os 30 FPS foram registrados no PCSX2. O desenvolvedor ainda não confirmou o funcionamento em um PlayStation 2 físico. A adaptação também está longe de oferecer a campanha completa de Dark Souls.

Dark Souls Remastered adaptado para PS2 mostra guerreiro diante de uma fogueira no Santuário do Elo de Fogo
Versão experimental de Dark Souls para PS2 recria a fogueira do Santuário do Elo de Fogo, com barras de vida, estamina e frascos de Estus. Imagem: nekomancer01/Reprodução

Como Dark Souls está rodando no PS2?

O projeto utiliza um motor desenvolvido em C especificamente para a arquitetura do PlayStation 2, com ferramentas como ps2dev e gsKit e rotinas gráficas preparadas para as unidades vetoriais VU1 do console.

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Em vez de simplesmente executar o jogo original com gráficos reduzidos, o desenvolvedor criou ferramentas em Python para converter mapas, modelos de personagens, animações, colisões, scripts de inteligência artificial e outros arquivos de Dark Souls Remastered para formatos que possam ser utilizados pelo novo motor.

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Essa reconstrução é necessária porque o hardware do PS2 possui limitações muito diferentes das plataformas para as quais o jogo foi originalmente desenvolvido. O console conta, por exemplo, com apenas 32 MB de memória RAM, o que exige um gerenciamento bastante cuidadoso dos recursos.

O resultado pode ser visto nas capturas divulgadas no repositório do projeto no GitHub. O guerreiro aparece com sua armadura característica, cercado pelas ruínas do Santuário do Elo de Fogo. A interface preserva elementos familiares, enquanto cenários e texturas apresentam uma aparência mais simples, compatível com a proposta de adaptação para um hardware antigo.

Quais áreas e mecânicas já funcionam?

De acordo com a documentação atualizada do projeto, três áreas estão implementadas: Firelink Shrine (Santuário do Elo de Fogo), Undead Burg e Undead Asylum. O desenvolvedor afirma que é possível percorrer essas regiões como partes de um mesmo mundo, com transições sem telas de carregamento.

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O cenário é carregado progressivamente conforme o personagem avança, embora alguns elementos ainda possam aparecer com atraso. É uma das limitações que o projeto precisa resolver antes de se aproximar da experiência original.

A classe Warrior é utilizada nos testes. O personagem consegue caminhar, correr, rolar, executar avanços rápidos e atacar com o botão R1. Também há inimigos com rotinas próprias de movimentação e combate, capazes de perseguir o jogador, causar dano e reagir aos golpes recebidos.

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Outros sistemas conhecidos de Dark Souls também começaram a funcionar:

  • Fogueiras: permitem descansar, recuperar a vida e os frascos de Estus, além de restaurar os inimigos.
  • Combate: já inclui ataques básicos, esquivas, movimentação e dano entre personagens.
  • Interações: baús, portas, portões, alavancas, itens coletáveis e paredes de névoa estão parcialmente implementados.
  • Morte: o personagem retorna à última fogueira e deixa uma mancha de sangue com as almas e a humanidade perdidas.
  • Interface: são exibidas informações de vida, estamina, Estus, almas e humanidade.
  • Inventário: parte dos menus originais de equipamentos, itens, atributos e sistema já funciona.
  • Salvamento: o progresso pode ser gravado e carregado por meio do sistema de memory card do PS2.
  • Áudio: há implementação de efeitos sonoros, passos, músicas e sons ambientes, embora ainda existam limitações.

O projeto também já reproduz eventos específicos do jogo, como o transporte realizado pelo corvo entre o Asilo dos Mortos-Vivos e o Santuário do Elo de Fogo. Elementos associados ao confronto com o Taurus Demon, como a parede de névoa e a barra de vida do chefe, foram testados, mas isso não significa que a batalha esteja completamente implementada.

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Imagens mostram Dark Souls com gráficos de PS2

Uma segunda captura divulgada pelo desenvolvedor mostra o cemitério próximo ao Santuário do Elo de Fogo. O personagem aparece cercado por lápides, uma árvore seca e vegetação espalhada pelo terreno, com as formações rochosas e as estruturas ao fundo.

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A imagem ajuda a perceber o caminho escolhido para adaptar Dark Souls ao hardware antigo. A geometria dos cenários parece mais simples, as texturas têm menor definição e a vegetação é representada com poucos detalhes. Ainda assim, é possível reconhecer a ambientação sombria de Lordran.

Cemitério do Santuário do Elo de Fogo recriado em Dark Souls Remastered para PlayStation 2, com lápides e guerreiro de armadura
Cemitério próximo ao Santuário do Elo de Fogo na adaptação de Dark Souls para PS2. Imagem: nekomancer01/Reprodução

A presença das barras de vida e estamina, dos ícones de equipamentos e do contador de almas reforça que o trabalho não está restrito à apresentação de cenários. O protótipo já reúne parte dos sistemas necessários para controlar o personagem e interagir com o mundo.

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Ainda assim, as capturas não devem ser confundidas com imagens de um jogo pronto. O próprio desenvolvedor alerta que o trabalho passa por mudanças frequentes e ainda apresenta problemas gráficos, falhas e sistemas incompletos.

O que ainda falta para Dark Souls funcionar completamente?

Apesar dos avanços, a lista de recursos ausentes continua extensa. O protótipo ainda não oferece a campanha completa, e a maioria das regiões de Lordran permanece fora da adaptação.

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Também faltam mecânicas fundamentais de combate, como travar a câmera nos inimigos, defender ataques com escudos, realizar aparos, utilizar magias e empunhar armas com as duas mãos. O sistema de evolução de atributos ainda não está disponível.

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As batalhas contra chefes precisam ser reconstruídas, assim como diálogos com NPCs, lojas, cenas cinematográficas e diversos sistemas de equipamentos e efeitos de atributos.

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Portanto, embora já seja possível movimentar o personagem e testar confrontos, DarkSoulsPS2 continua sendo um protótipo técnico, e não uma versão completa e pronta para jogar.

Como testar Dark Souls Remastered para PS2?

O código da adaptação está disponível publicamente no GitHub, mas não existe uma versão oficial e completa de Dark Souls para PS2 que possa ser simplesmente baixada e instalada.

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Para utilizar o projeto, o jogador precisa ter uma cópia própria de Dark Souls Remastered para PC, adquirida pela Steam. As ferramentas criadas pelo desenvolvedor utilizam os arquivos dessa instalação para converter o conteúdo e gerar uma imagem de disco compatível com o protótipo.

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O procedimento recomendado pelo projeto é construir a ISO localmente, utilizando um ambiente Linux e as ferramentas disponibilizadas no repositório. Quem utiliza Windows pode recorrer ao WSL ou a uma máquina virtual Linux.

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Também existe um conversor experimental que funciona pelo navegador. Ele permite selecionar os arquivos do jogo e realizar a conversão localmente, sem enviá-los para um servidor.

O desenvolvedor adverte, contudo, que essa alternativa ainda apresenta limitações importantes. O processo pode consumir bastante memória, falhar durante a conversão e gerar uma ISO sem áudio. Por isso, a compilação local continua sendo o método recomendado.

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Até o momento, os testes documentados foram realizados no PCSX2. O suporte ao console original está nos planos, mas ainda depende de validação em hardware real.

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Dark Souls para PS2 tem previsão de lançamento?

Não há uma data anunciada para a conclusão do projeto. O desenvolvedor mantém o código aberto e registra os avanços e problemas encontrados durante os testes, mas ainda não existe uma previsão para quando toda a campanha estará disponível.

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A iniciativa é independente e não possui vínculo oficial com a FromSoftware ou com a Bandai Namco, responsáveis pela franquia.

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Mesmo em estágio inicial, a adaptação chama a atenção por tentar reconstruir um RPG que originalmente chegou ao PlayStation 3 e ao Xbox 360 para um console de geração anterior. Dark Souls, lançado em 2011, tornou-se uma das obras mais influentes do gênero, como mostra o ranking dos soulslikes da FromSoftware publicado pelo Overdrive.

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Por enquanto, a principal conquista do DarkSoulsPS2 não é oferecer uma nova maneira de concluir a jornada por Lordran, mas demonstrar que partes importantes de seu mundo e de suas mecânicas já podem ser reconstruídas para a arquitetura do PlayStation 2. Resta saber até onde o projeto conseguirá avançar, especialmente quando os testes chegarem ao console original.

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