Tópicos
- Quando chega a chuva forte no Sul?
- Quais regiões do Rio Grande do Sul estão em alerta?
- Onde a chuva pode passar de 200 mm?
- Santa Catarina: onde o risco de temporais é maior?
- Paraná: chuva forte ganha intensidade na quarta e na quinta
- O que dizem os alertas do Inmet?
- O ciclone vai provocar chuva em outros estados do Brasil?
- Como se proteger de chuva forte, granizo e vento?
- Perguntas frequentes sobre o ciclone no Sul
- Quando o ciclone extratropical deve se formar?
- Vai chover forte em Porto Alegre?
- O ciclone pode causar tornado?
- Onde acompanhar os alertas atualizados?
Um ciclone extratropical deve se formar próximo ao litoral de Santa Catarina entre quarta-feira (4) e quinta-feira (5) de novembro de 2026. Antes mesmo de o sistema se organizar sobre o oceano, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná enfrentam risco de chuva forte, granizo, raios e rajadas de vento a partir desta terça-feira (3).
O período de maior atenção não é igual nos três estados. No Rio Grande do Sul, a Defesa Civil prevê tempestades principalmente entre a tarde e a noite de terça, com continuidade na quarta. Em Santa Catarina, o risco aumenta na quarta-feira. No Paraná, o Simepar aponta agravamento entre quarta (4) e quinta-feira (5), com deslocamento das tempestades do sul para o norte do estado.
Quando chega a chuva forte no Sul?
A instabilidade começa a ganhar força nesta terça-feira (3). Segundo a Climatempo, a chuva pode começar pela manhã no sudoeste paranaense, oeste catarinense e noroeste gaúcho, espalhando-se por outras áreas entre a tarde e a noite. O risco cresce na quarta-feira (4).
- Terça-feira, 3 de novembro: temporais podem atingir o Rio Grande do Sul principalmente da tarde para a noite. Há pancadas isoladas no Paraná e aumento do risco em Santa Catarina.
- Quarta-feira, 4 de novembro: a chuva continua no Rio Grande do Sul, avança por Santa Catarina e ganha força no Paraná. É um dos dias mais críticos para vento, granizo e volumes elevados.
- Quinta-feira, 5 de novembro: a frente fria associada ao ciclone avança. O Simepar prevê risco de temporais severos na metade norte do Paraná, enquanto a previsão da Epagri/Ciram indica melhora gradual do tempo em Santa Catarina após a madrugada.
Importante: o horário exato de chegada da chuva a cada município não está definido. Tempestades podem se formar rapidamente e provocar impactos diferentes em cidades próximas.
Quais regiões do Rio Grande do Sul estão em alerta?
A Defesa Civil do Rio Grande do Sul, em boletim publicado em 2 de novembro, aponta risco de tempestades na terça-feira (3) para o Oeste, Campanha, Centro, Missões, Noroeste, Norte, Vales, Região Metropolitana de Porto Alegre, Serra, Nordeste e Litoral Norte.
O período de maior risco é a tarde e a noite. O órgão prevê possibilidade de granizo de tamanho grande e rajadas superiores a 90 km/h em pontos dessas regiões. Na madrugada e na manhã de quarta-feira (4), o risco de temporais continua no Oeste, Missões, Centro, Noroeste, Norte, Vales, Grande Porto Alegre, Serra, Nordeste e Litoral Norte.
Onde a chuva pode passar de 200 mm?
As Missões, o Noroeste e o Norte do Rio Grande do Sul concentram a preocupação com os maiores volumes. A Defesa Civil prevê acumulados entre 40 e 150 mm por dia nas áreas atingidas, com possibilidade de mais de 100 mm em apenas 12 horas em alguns pontos. Ao longo de todo o período do aviso, os totais podem superar 200 mm nessas três regiões.
Isso não significa que todos os municípios receberão 200 mm, nem que esse volume cairá em um único dia. A distribuição dependerá da trajetória e da persistência das tempestades. Os principais riscos são alagamentos, enxurradas e elevação rápida de arroios e rios menores.
Santa Catarina: onde o risco de temporais é maior?
O aviso da Epagri/Ciram vale das 12h de terça-feira (3) até as 23h59 de quarta-feira (4) e abrange todo o estado, com destaque para áreas entre o Extremo Oeste e os Planaltos. Há previsão de chuva pontualmente intensa, raios, granizo e rajadas acima de 60 km/h, com possibilidade de tempestades severas isoladas.
De acordo com o boletim da Defesa Civil catarinense elaborado na manhã desta terça (3), a maior preocupação de hoje inclui a metade leste e as áreas próximas à divisa com o Rio Grande do Sul. Na quarta-feira, as tempestades podem começar de madrugada perto da divisa gaúcha e avançar para as demais regiões. O Grande Oeste e as áreas de divisa com o RS têm risco mais elevado de alagamentos, destelhamentos, queda de árvores e problemas na rede elétrica.
A previsão atualizada da Epagri/Ciram indica redução das instabilidades em Santa Catarina durante a quinta-feira (5), depois de temporais possíveis na madrugada.

Paraná: chuva forte ganha intensidade na quarta e na quinta
No Paraná, a previsão do Simepar indica calor e umidade nesta terça-feira (3), com pancadas isoladas acompanhadas de raios, especialmente a partir da tarde.
O quadro se agrava na quarta-feira (4), com possibilidade de chuva em todas as regiões e maior risco de tempestades intensas na metade sul do Paraná. O Simepar admite até a formação localizada de supercélulas, um tipo de tempestade organizada capaz de produzir fenômenos severos. Trata-se de uma possibilidade meteorológica, não de confirmação de tornado.
Na quinta-feira (5), as tempestades tendem a se deslocar para a metade norte paranaense com o avanço da frente fria, ainda com possibilidade de episódios severos. Para acompanhar o deslocamento das áreas de precipitação, veja o guia do Overdrive sobre como consultar o radar de chuva do Simepar.
O que dizem os alertas do Inmet?
Além dos boletins estaduais, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) disponibiliza avisos por região, município, data de início e grau de severidade. Para a terça-feira (3), há aviso laranja, de perigo, por acumulado de chuva para áreas do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. Também há avisos de tempestade de diferentes níveis de risco para o Sul.
O aviso laranja de tempestade do Inmet para quarta-feira (4) considera faixas de chuva de 30 a 60 mm por hora ou de 50 a 100 mm por dia, com possibilidade de ventos de 60 a 100 km/h e granizo nas áreas abrangidas. Essas faixas descrevem o potencial associado à categoria do aviso; não são medições já realizadas nem valores previstos para todas as cidades.
Para descobrir se uma cidade está incluída, abra o painel oficial, selecione o estado e confira a lista de municípios, a validade e o tipo de alerta. A situação pode mudar durante o dia.
O ciclone vai provocar chuva em outros estados do Brasil?
Sim, a frente fria associada ao sistema pode ampliar a instabilidade fora da Região Sul. A Climatempo prevê avanço da frente fria em direção ao Sudeste e ao Centro-Oeste na quinta-feira (5), com aumento da condição para pancadas fortes. Na sexta-feira (6), a instabilidade tende a alcançar áreas do Espírito Santo, norte de Minas Gerais e sul da Bahia, entre outras regiões.
É importante diferenciar a localização do centro do ciclone, previsto para se organizar próximo ao litoral catarinense, da área muito mais extensa influenciada pela frente fria. Chuva forte em outro estado não significa que o centro do ciclone passará sobre ele.
Como se proteger de chuva forte, granizo e vento?
A recomendação é acompanhar os avisos da Defesa Civil e evitar deslocamentos durante tempestades severas, sobretudo em áreas sujeitas a alagamentos ou quedas de árvores. Durante o mau tempo:
- Não atravesse ruas alagadas, pontes submersas ou enxurradas, nem a pé nem de carro.
- Evite abrigo sob árvores e mantenha distância de postes, fios caídos e placas.
- Permaneça em local fechado e seguro durante raios e granizo; afaste-se de janelas quando houver vento forte.
- Carregue o celular, mantenha lanterna à mão e acompanhe as orientações da Defesa Civil local.
- Em caso de necessidade de sair de casa, siga orientações oficiais de evacuação; não espere a água entrar na residência.
O Overdrive explica como receber alertas de tempestade no celular e apresenta um guia sobre o que guardar para três dias em uma emergência. Em uma emergência imediata, ligue para a Defesa Civil (199) ou para o Corpo de Bombeiros (193).
Perguntas frequentes sobre o ciclone no Sul
Quando o ciclone extratropical deve se formar?
Entre quarta-feira (4) e quinta-feira (5) de novembro de 2026, próximo ao litoral de Santa Catarina, segundo a Climatempo. As tempestades começam antes da formação completa do sistema.
Vai chover forte em Porto Alegre?
A Região Metropolitana de Porto Alegre aparece nos avisos da Defesa Civil gaúcha para terça (3) e quarta (4), com possibilidade de chuva intensa, raios, granizo e rajadas fortes. Isso não permite prever o mesmo impacto em todos os bairros.
O ciclone pode causar tornado?
O ambiente de tempestades severas pode reunir condições favoráveis a fenômenos intensos em pontos isolados, mas a formação do ciclone não significa que haverá tornado em uma cidade específica. Saiba a diferença entre tornado e vendaval.
Onde acompanhar os alertas atualizados?
Consulte os avisos do Inmet, a Defesa Civil do RS, a Defesa Civil de SC e o Simepar, conforme o estado. A previsão foi conferida em 3 de novembro de 2026 e pode ser atualizada com novos boletins.

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