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Candidato é preso por usar IA em concurso para delegado no Maranhão

Fiscal flagrou uso de celular durante a prova em São Luís; suspeito foi autuado por fraude em concurso público e encaminhado à delegacia

Um candidato ao cargo de delegado da Polícia Civil do Maranhão (PC-MA) foi preso em flagrante após ser flagrado usando inteligência artificial (IA) durante uma prova de concurso público.
Um candidato ao cargo de delegado da Polícia Civil do Maranhão (PC-MA) foi preso em flagrante após ser flagrado usando inteligência artificial (IA) durante uma prova de concurso público.
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Um candidato ao cargo de delegado da Polícia Civil do Maranhão (PC-MA) foi preso em flagrante após ser flagrado usando inteligência artificial (IA) durante uma prova de concurso público. O caso aconteceu no domingo, 1º de novembro de 2026, em uma faculdade particular de São Luís.

Segundo a Polícia Civil, o homem utilizava um celular para acessar uma ferramenta de IA e tentar responder às questões do exame. A irregularidade foi percebida por um fiscal, que acionou os policiais presentes no local.

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O candidato foi encaminhado a uma delegacia e autuado pelo crime de fraude em certames de interesse público. A legislação prevê pena de um a quatro anos de reclusão, além de multa, para a modalidade básica desse crime.

Como o candidato foi descoberto usando IA?

De acordo com o comunicado oficial da Polícia Civil do Maranhão, o flagrante ocorreu durante a aplicação da prova para delegado.

Um fiscal identificou que o candidato estava utilizando irregularmente um aparelho celular enquanto respondia à avaliação. Diante da situação, acionou uma equipe policial que acompanhava a segurança do concurso.

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Um candidato ao cargo de delegado da Polícia Civil do Maranhão (PC-MA) foi preso em flagrante após ser flagrado usando inteligência artificial (IA) durante uma prova de concurso público.

Os agentes abordaram o participante e o conduziram ao Plantão Central das Cajazeiras, em São Luís, para os procedimentos legais.

A corporação informou que ele recorria a uma ferramenta de inteligência artificial para tentar solucionar as perguntas da prova. Não foram divulgados detalhes sobre como as questões eram enviadas ao sistema.

Qual inteligência artificial o candidato utilizou?

A Polícia Civil não identificou publicamente o aplicativo ou modelo de inteligência artificial utilizado pelo candidato.

Por isso, não é possível afirmar que ele estivesse usando ChatGPT, Gemini ou qualquer outra plataforma específica. A informação confirmada é que havia um celular sendo utilizado para tentar obter respostas por meio de IA.

O episódio mostra como ferramentas capazes de interpretar textos e elaborar respostas podem ser usadas indevidamente em avaliações. Isso não significa, porém, que o simples uso dessas tecnologias para estudar configure uma irregularidade.

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Qual é a pena por usar IA para fraudar um concurso público?

O candidato foi autuado com base no artigo 311-A do Código Penal brasileiro, que trata de fraudes em concursos, avaliações públicas e outros processos seletivos previstos em lei.

A pena prevista para o crime, em sua modalidade básica, é de um a quatro anos de reclusão e multa.

Quando a conduta provoca dano à administração pública, a legislação prevê reclusão de dois a seis anos, além de multa.

O enquadramento penal não significa que qualquer infração às regras de uma prova resulte automaticamente nesse crime. É necessário verificar os elementos da conduta e sua adequação à lei.

A prisão em flagrante também não representa uma condenação definitiva. O caso depende dos procedimentos de investigação e de eventual análise judicial.

Quem é o candidato preso no Maranhão?

A identidade do participante não foi divulgada oficialmente.

Durante a consulta aos antecedentes, a Polícia Civil informou ter localizado um registro criminal anterior relacionado à violência doméstica. A corporação não apresentou detalhes sobre esse registro nem informou se houve condenação.

Após os procedimentos na delegacia, o candidato foi colocado à disposição do Poder Judiciário. Até a apuração desta reportagem, não havia confirmação sobre uma decisão judicial posterior ou sobre eventual eliminação definitiva do concurso.

Outro candidato já havia sido preso por fraude com IA em prova da OAB

O episódio no concurso para delegado não foi o único caso recente de suspeita de fraude em prova com auxílio de inteligência artificial registrado no Maranhão.

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Em 18 de outubro de 2026, a Polícia Federal prendeu em flagrante um homem suspeito de utilizar um celular integrado a uma ferramenta de IA durante o Exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), também em São Luís.

Segundo a Polícia Federal, aquele investigado foi liberado após o pagamento da fiança estabelecida. A investigação prosseguiu para esclarecer as circunstâncias da tentativa de fraude.

São duas ocorrências distintas. Não há confirmação de ligação entre os envolvidos nos dois episódios.

É proibido usar inteligência artificial em concursos públicos?

A utilização de inteligência artificial como ferramenta de preparação e estudo é diferente do acesso não autorizado a recursos tecnológicos durante uma avaliação.

Nos concursos presenciais, os candidatos precisam cumprir as regras do edital sobre aparelhos eletrônicos, comunicação externa e consulta a materiais. O descumprimento pode gerar consequências administrativas, conforme as regras do certame.

Quando há elementos de fraude criminal, a ocorrência também pode ser investigada com base na legislação penal.

No Maranhão, o caso foi tratado pela Polícia Civil como suspeita de fraude em certame de interesse público, com autuação em flagrante pelo artigo 311-A.

Para acompanhar notícias sobre ferramentas e seus usos, confira a cobertura de inteligência artificial do Overdrive.

Fontes: Polícia Civil do Maranhão, Polícia Federal e Código Penal brasileiro, artigo 311-A. Informações conferidas em 3 de novembro de 2026.

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