O episódio 4 da terceira temporada de A Casa do Dragão (House of the Dragon) volta a espalhar a história por Westeros depois de concentrar boa parte do capítulo anterior nos primeiros dias de Rhaenyra no Trono de Ferro. Embora ainda não apresente uma nova batalha de grandes proporções, o capítulo movimenta as principais frentes da guerra e deixa claro que a tomada de Porto Real não encerrou a Dança dos Dragões.
A maior ameaça surge em Tumbleton, cidade ocupada por Ormund Hightower e seu exército. O local havia declarado apoio a Rhaenyra, o que impede a rainha de simplesmente atacar as forças inimigas com seus dragões sem provocar uma matança entre os próprios aliados. Ormund aproveita a situação para consolidar sua presença, proteger o verdadeiro Daeron Targaryen e preparar uma nova reivindicação ao Trono de Ferro.
Em Porto Real, Rhaenyra tenta ampliar seu conselho, administrar um reino sem dinheiro e conter os primeiros sinais de revolta popular. Aegon e Larys continuam escondidos, Criston Cole procura Aemond em Harrenhal e Daemon encontra Rhaena vivendo ao lado de Sheepstealer. A descoberta leva o príncipe a contar uma mentira perigosa para proteger a filha.
Ormund ocupa Tumbleton e prepara Daeron para ser rei
O episódio começa em Tumbleton, onde os soldados dos Hightower passam a ocupar as casas dos moradores. Entre as pessoas afetadas está Kat, esposa de Hugh Martelo, que havia deixado Porto Real para procurar segurança na residência do irmão.
A ocupação parece controlada em um primeiro momento, mas a violência não demora a aparecer. Um dos soldados tenta atacar Kat e é impedido pelo irmão dela, que reage contra o homem. Os envolvidos são levados até Ormund, que pune o próprio soldado e apresenta a decisão como uma demonstração de justiça.

A atitude faz parte de uma lição destinada a Daeron Targaryen, filho mais novo de Alicent e Viserys. O jovem foi enviado ainda criança para Oldtown, onde cresceu sob os cuidados de Ormund, e agora serve como seu escudeiro. Diferentemente de Aegon e Aemond, Daeron parece mais tranquilo, obediente e pouco interessado nas disputas pelo poder.
Ormund, porém, pretende mudar isso. O lorde considera Daeron mais Hightower do que Targaryen e acredita que o rapaz pode se tornar um rei moldado pelos valores de sua família. A aparente justiça demonstrada diante da população serve para ensiná-lo a preservar a imagem de um governante firme e equilibrado.
A encenação é revelada no fim do episódio. Ormund leva novamente o irmão de Kat até Daeron e exige que o jovem o execute por ter atacado um soldado Hightower, mesmo que o homem tenha agido para defender a própria irmã.
Daeron hesita, mas cumpre a ordem de seu tutor. Em seguida, Tessarion queima o corpo, enquanto Ormund declara que o trabalho deles finalmente pode começar.
A cena confirma o verdadeiro plano do personagem: colocar Daeron no Trono de Ferro e governar por meio dele. Como o rapaz ainda não demonstra grande ambição política, Ormund pretende transformá-lo em um soberano dependente de seus conselhos e de sua proteção.
A posição dos Hightower, no entanto, ainda é frágil. Ormund esperava receber o apoio de Aemond e Vhagar para manter Tumbleton sob controle, mas o príncipe não responde às mensagens. Também não há sinal das forças de Criston Cole nem de uma possível ajuda de Borros Baratheon.
Rhaenyra tenta governar uma Porto Real sem dinheiro
Enquanto Ormund fortalece sua posição, Rhaenyra enfrenta dificuldades para administrar Porto Real. A cidade está praticamente falida, sofre com a escassez de alimentos e começa a demonstrar insatisfação com a nova rainha.
O pequeno conselho continua incompleto. Rhaenyra permite que o Grande Meistre Orwyle permaneça em seu cargo, desde que continue sendo leal e útil, e escolhe Torrhen Manderly como novo Mestre da Moeda.
A nomeação atende à necessidade de encontrar alguém capaz de lidar com os cofres vazios. Ao mesmo tempo, cria uma figura que poderá ser responsabilizada caso a situação econômica piore e a população procure um culpado.

Corlys Velaryon, por outro lado, abandona temporariamente seu posto depois que Rhaenyra se recusa a legitimar seus filhos. A Serpente Marinha afirma que irá combater as forças restantes da Triarquia, que continuam ameaçando as rotas comerciais de Westeros, e envia Alyn para representá-lo no conselho.
A presença de Alyn permite uma aproximação com Rhaenyra. Os dois conversam sobre a dificuldade de lidar com seus pais e percebem que Corlys e Viserys costumavam fugir dos próprios problemas de formas diferentes. Enquanto a Serpente Marinha procurava novas batalhas, Viserys se refugiava em suas miniaturas de Valíria.
Alyn também ajuda Rhaenyra a encontrar uma solução simples para a infestação de ratos no castelo: trazer gatos para caçá-los. O momento oferece um breve alívio em meio aos problemas políticos enfrentados pela rainha.
O conselho decide enviar as tropas reunidas nas Terras Fluviais para Tumbleton. Como a cidade apoia Rhaenyra, um ataque com dragões poderia matar inocentes e transformar a população contra ela. Até a chegada dos soldados, Hugh e Ulf devem se revezar na vigilância aérea da região.
Ulf encontra pichações contra Rhaenyra
Ulf White continua aproveitando o prestígio conquistado depois de se tornar cavaleiro de dragão. Ele retorna às tavernas que frequentava antes da guerra, compra bebidas para os amigos e utiliza sua nova posição para impressionar as pessoas.
Ao voltar para o castelo, Ulf encontra uma pichação chamando Rhaenyra de “Rainha dos Bastardos”. A mensagem indica que parte da população já começa a questionar a legitimidade da governante e a presença dos descendentes ilegítimos que passaram a controlar dragões.
Antes de revelar a inscrição, Ulf pede benefícios para os antigos companheiros de bebida. Rhaenyra rejeita a solicitação e proíbe que ele continue frequentando tavernas ou deixando a Fortaleza Vermelha sem autorização.

A rainha argumenta que a morte de um cavaleiro de dragão poderia mudar novamente o equilíbrio da guerra. A forma como comunica a decisão, porém, pode aumentar a insatisfação de Ulf, que possui um dos maiores poderes militares de sua facção, mas ainda é tratado como alguém que precisa ser mantido sob controle.
Quando descobre as pichações, Rhaenyra ordena que os Mantos Dourados apaguem as mensagens e encontrem os responsáveis. A busca rapidamente se transforma em repressão e violência nas ruas, aproximando a rainha da imagem de tirana que ela tenta evitar.
A situação também expõe a importância da Fé na disputa. O Alto Septão ainda não consagrou oficialmente Rhaenyra, enquanto os Hightower mantêm uma relação histórica com a instituição religiosa.
Orwyle explica que a Fé representa para os Hightower algo semelhante ao que os dragões significam para os Targaryen. Rhaenyra chega a cogitar a substituição do Alto Septão, mas prefere investigar a correspondência enviada entre a Fortaleza Vermelha e Ormund desde a morte de Viserys.
Os registros mostram que Otto Hightower escreveu várias vezes para o sobrinho, mas nunca recebeu uma resposta. A ausência de comunicação reforça a percepção de que Ormund governava Oldtown como um território próprio e já desenvolvia planos que não dependiam inteiramente dos demais Verdes.
Alicent explica por que enviou Daeron para Oldtown
Rhaenyra continua procurando Alicent para obter informações sobre os inimigos. A antiga rainha admite que conhece pouco sobre a atual personalidade de Ormund, embora revele que ele despreza pessoas consideradas ignorantes ou grosseiras e possui uma sensibilidade incomum a odores.
A conversa também apresenta mais detalhes sobre a criação de Daeron. Alicent explica que enviou o filho mais novo para Oldtown quando ele ainda era criança porque queria que ao menos um de seus herdeiros fosse criado como Hightower.
Depois dos caminhos tomados por Aegon e Aemond, Alicent considera que afastar Daeron da corte pode ter sido uma de suas maiores demonstrações de amor materno. Rhaenyra afirma que teria poupado o rapaz caso ele realmente tivesse sido capturado.

A declaração poderá ser colocada à prova agora que Daeron se tornou uma peça central na estratégia de Ormund. Mesmo sem demonstrar interesse pelo Trono de Ferro, o jovem possui sangue Targaryen, um dragão e o apoio de uma das famílias mais poderosas de Westeros.
No fim do episódio, Alicent também faz uma descoberta capaz de complicar ainda mais a sucessão. Ao perceber que as roupas de Helaena já não servem, ela conclui que a filha está grávida.
A gestação pode aumentar os riscos para Rhaenyra. Um novo descendente dos Verdes fortaleceria a continuidade da linhagem rival e poderia oferecer aos inimigos mais um nome para reivindicar o trono.
Aegon encontra Sunfyre e perde o que restava de sua autoridade
Aegon e Larys chegam aos arredores de Pouso das Gralhas, onde encontram Sunfyre. O dragão está aparentemente morto e se transformou em uma atração para homens que cobram moedas de quem deseja tocar seu corpo.
Aegon se recusa a aceitar a morte do companheiro. Ele afirma que Sunfyre ainda está vivo e quase revela sua verdadeira identidade ao tentar falar com o dragão em alto valiriano. Larys precisa afastá-lo rapidamente antes que o comportamento desperte suspeitas.
Os dois seguem viagem e encontram também os restos de Meleys, dragão de Rhaenys, próximo ao castelo ocupado por um grupo de homens que assumiu o controle da região.

O objetivo de Larys é encontrar um navio com destino a Braavos. Até a embarcação partir, os dois precisam esconder suas identidades, trabalhar em troca de abrigo e obedecer às pessoas que agora controlam o local.
Aegon tem dificuldade para aceitar a própria queda. Mesmo ferido, declarado morto e sem qualquer exército, ele continua se comportando como rei e espera que os outros reconheçam sua autoridade.
Quando reclama das tarefas e da falta de comida, Aegon é ameaçado pelo homem que se apresenta como o novo lorde do castelo. Sem guardas ou dragão para protegê-lo, ele precisa se ajoelhar, beijar a bota suja do desconhecido e chamá-lo de senhor.
A cena mostra o quanto o personagem perdeu desde o início da guerra. Aegon não tem trono, soldados ou influência imediata, mas ainda culpa Aemond por sua situação e promete matar o irmão caso consiga retornar ao poder.
Criston Cole procura Aemond em Harrenhal
Criston Cole e Gwayne Hightower chegam a Harrenhal esperando encontrar Aemond e Vhagar. O castelo, porém, está praticamente vazio. Simon Strong e seus familiares estão mortos, enquanto Alys Rivers é a única pessoa presente para recebê-los.
Alys confirma que Aemond passou pela fortaleza e matou os Strong. Segundo ela, o príncipe deixou Harrenhal depois de descobrir que Rhaenyra havia conquistado Porto Real.
A informação surpreende os homens de Criston Cole. Gwayne sugere que o exército siga para Tumbleton e se reúna às tropas de Ormund, mas o antigo Mão do Rei se recusa a acreditar que Aemond o abandonaria.

Criston decide permanecer em Harrenhal. Caso Aemond não retorne, o castelo ainda poderá ser utilizado para impedir o avanço das forças dos Pretos vindas das Terras Fluviais.
O desaparecimento do príncipe deixa os Verdes sem seu principal recurso militar. Vhagar continua sendo o maior dragão vivo de Westeros, e sua ausência compromete tanto a posição de Criston quanto a ocupação de Tumbleton.
Alys, por sua vez, parece confortável com o controle de Harrenhal e demonstra saber mais do que revela. A personagem afirma que Aemond partiu, mas nem os soldados enviados para procurar o príncipe conseguem encontrar sinais dele ou de Vhagar.
Daemon encontra Rhaena vivendo com Sheepstealer
Daemon viaja ao Vale para pedir apoio a Jeyne Arryn. A governante acredita inicialmente que ele deseja mais soldados, mas demonstra alívio quando descobre que o príncipe procura apenas dinheiro para sustentar a guerra.
Jeyne entrega 10 mil dragões de ouro e permite que Daemon retorne a Porto Real. Durante a viagem, Caraxes muda de direção e o conduz até a caverna onde Rhaena está escondida com Sheepstealer.
A jovem vive isolada desde a morte acidental de Jace e acredita ser responsável pela tragédia. Ela cortou o cabelo, afastou-se da família e passou a tratar a permanência ao lado do dragão como uma forma de punição.
Daemon tenta encontrar uma saída. Ele sugere que Rhaena vá para Pentos, como deveria ter feito originalmente, ou retorne com ele a Porto Real para explicar a situação e pedir perdão a Rhaenyra.
Rhaena recusa as duas opções. Ela afirma que nunca teve utilidade para a família, especialmente aos olhos do pai, e não pretende abandonar Sheepstealer.
Sem conseguir convencê-la, Daemon decide esconder a verdade. Ao deixar o Vale, ele encontra um pastor e transforma o homem em responsável pela morte de Jace.
O príncipe retorna a Porto Real carregando a cabeça carbonizada do desconhecido. Diante do conselho, afirma ter encontrado e executado o cavaleiro de Sheepstealer.
Rhaenyra desconfia imediatamente. Ela pergunta quem era o homem, como ele conseguiu dominar um dragão selvagem e por que teria matado Jace. Daemon evita responder e insiste que o problema foi resolvido.
Abalada pela lembrança do filho, Rhaenyra não pressiona o marido naquele momento. Mysaria, porém, percebe que a história não faz sentido e questiona a verdadeira identidade da cabeça apresentada ao conselho.
A mentira protege Rhaena temporariamente, mas cria um novo risco para Daemon. Caso Rhaenyra descubra que ele encobriu a participação da filha na morte de Jace, a relação entre os dois poderá sofrer um rompimento definitivo.
Daemon e Rhaenyra entram em conflito pelo ouro
Os recursos obtidos no Vale também aumentam a tensão entre Daemon e Rhaenyra. O príncipe quer utilizar o dinheiro para pagar os Mantos Dourados e fortalecer a defesa de Porto Real.
Rhaenyra prefere direcionar o ouro para as necessidades da população, que continua sofrendo com a falta de alimentos e os problemas econômicos da capital. Daemon acredita que Mysaria exerce influência excessiva sobre a rainha e deixa o conselho irritado.
O conflito mostra que os dois possuem prioridades cada vez mais diferentes. Daemon pensa na manutenção do poder militar, enquanto Rhaenyra tenta conquistar o apoio popular e evitar que seu governo seja associado à crueldade dos Verdes.
Apesar dessa intenção, a repressão promovida pelos Mantos Dourados contra os responsáveis pelas pichações mostra que a rainha ainda corre o risco de perder justamente as pessoas que pretende proteger.
O que acontece no final do episódio 4 de A Casa do Dragão?
O final do episódio 4 coloca Ormund Hightower como uma das principais ameaças da terceira temporada de A Casa do Dragão. Ele não pretende apenas ocupar Tumbleton ou apoiar Aemond. Seu objetivo é transformar Daeron em rei e utilizar o jovem para estabelecer o domínio político dos Hightower.
Daeron ainda não demonstra grande desejo de assumir o Trono de Ferro, mas a execução ordenada por Ormund representa o início de sua transformação. Ao obrigá-lo a matar um homem inocente, o tutor tenta eliminar qualquer sinal de misericórdia e prepará-lo para obedecer a decisões cada vez mais violentas.
Rhaenyra, por outro lado, continua perdendo controle sobre Porto Real. Os cofres estão vazios, a população começa a se voltar contra ela, a Fé não reconheceu oficialmente seu reinado e seus cavaleiros de dragão demonstram interesses próprios.
A gravidez de Helaena, o desaparecimento de Aemond, a possível sobrevivência de Sunfyre e a mentira de Daemon ampliam as incertezas para os próximos episódios. Enquanto as tropas das Terras Fluviais avançam em direção a Tumbleton, todos os lados da guerra se preparam para um confronto que pode definir a nova fase da Dança dos Dragões.
Onde assistir à terceira temporada de A Casa do Dragão?
A terceira temporada de A Casa do Dragão está disponível na HBO Max, plataforma que também reúne as duas temporadas anteriores da série. Os episódios inéditos são lançados aos domingos e exibidos pelo canal HBO.
Depois da transmissão, os capítulos permanecem disponíveis sob demanda no catálogo do streaming. É possível assistir pelo navegador, celular, tablet, smart TV e videogames compatíveis, desde que o usuário tenha uma assinatura ativa do serviço.

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