O novo filme de Resident Evil chegou às primeiras avaliações da crítica com um resultado que chama atenção: a produção dirigida por Zach Cregger abriu com 98% de aprovação no Rotten Tomatoes durante a primeira leva de reviews divulgada nesta quarta-feira (16). O índice pode mudar conforme novas análises são adicionadas ao agregador, mas a recepção inicial coloca o reboot em uma posição muito acima das adaptações live-action anteriores da franquia.
A estreia acontece nesta quinta-feira, 17 de setembro de 2026, nos cinemas brasileiros. Nos Estados Unidos, o lançamento está marcado para 18 de setembro. A Sony Pictures apresenta o longa como uma nova interpretação da série da Capcom, com história própria e Austin Abrams no papel de Bryan, um entregador de suprimentos médicos que fica preso em uma noite de caos e criaturas em Raccoon City.

Resident Evil abre com 98% no Rotten Tomatoes
A recepção inicial de Resident Evil representa uma mudança significativa para a história da franquia no cinema. Na abertura da agregação das críticas, o longa alcançou 98% de aprovação no Rotten Tomatoes, enquanto as primeiras análises publicadas por veículos internacionais destacaram principalmente a direção de Cregger, o ritmo acelerado, os efeitos práticos e a tentativa de reproduzir na tela a sensação de progressão de um videogame.
Como todo índice do Rotten Tomatoes, a porcentagem é dinâmica. O número registrado na estreia das críticas pode subir ou cair à medida que novas avaliações forem contabilizadas. Portanto, os 98% representam o retrato da recepção crítica no momento da publicação desta matéria.
O contraste com adaptações anteriores é expressivo. O Resident Evil de 2002, estrelado por Milla Jovovich, registra 36% de aprovação entre críticos no agregador. Já Resident Evil: Bem-Vindo a Raccoon City, lançado em 2021, ficou na faixa dos 30%.
| Filme | Ano | Aprovação da crítica no Rotten Tomatoes |
|---|---|---|
| Resident Evil | 2002 | 36% |
| Resident Evil: Bem-Vindo a Raccoon City | 2021 | 30% |
| Resident Evil | 2026 | 98% na abertura das avaliações* |
*O índice do Rotten Tomatoes é atualizado continuamente conforme novas críticas são publicadas.
O que a crítica está elogiando em Resident Evil?
Os primeiros reviews indicam que a maior força do novo Resident Evil está na forma como Zach Cregger transporta conceitos dos jogos para uma história original, sem simplesmente reconstruir uma campanha da Capcom cena por cena.
O Financial Times avaliou o filme com quatro estrelas em cinco e destacou uma estrutura que se aproxima da progressão de um videogame, com Bryan avançando por ambientes cada vez mais perigosos durante uma noite de sobrevivência. O jornal também chamou atenção para o uso de perspectivas próximas à linguagem dos games e para a combinação entre horror, humor e violência.
O Guardian seguiu uma linha semelhante, elogiando o equilíbrio entre sustos, comédia e ação. A crítica aponta que Bryan funciona justamente por não ser um herói treinado: ele reage ao surto como uma pessoa comum colocada em uma situação completamente fora de controle.
Já o San Francisco Chronicle destacou a construção visual, os efeitos e a cinematografia de Dariusz Wolski. O filme também utiliza elementos reconhecíveis pelos fãs, como referências à Umbrella Corporation, máquinas de escrever e objetos inspirados diretamente nos games.

Filme tenta reproduzir a sensação de jogar Resident Evil
A recepção positiva também ajuda a explicar uma das decisões mais discutidas do projeto. Cregger optou por não adaptar diretamente Leon S. Kennedy, Jill Valentine ou outro protagonista conhecido dos jogos.
O centro da trama é Bryan, personagem criado especificamente para o longa. A ideia é acompanhar alguém sem treinamento militar tentando sobreviver enquanto a situação fica progressivamente pior.
Essa escolha já vinha sendo detalhada antes da estreia. O Overdrive explicou em uma matéria sobre em quais jogos o novo Resident Evil se inspira que Cregger apontou Resident Evil 4 e Resident Evil 7 como referências importantes.
De Resident Evil 4, o diretor buscou sobretudo o ritmo de progressão, com o personagem atravessando diferentes ambientes enquanto as ameaças aumentam de escala. Já Resident Evil 7 influenciou a vulnerabilidade do protagonista: Bryan, assim como Ethan Winters no início de sua história, é um homem comum tentando entender como sobreviver.
Por que Leon não aparece como protagonista?
A ausência de Leon se tornou um dos pontos mais discutidos antes do lançamento. Cregger chegou a reconhecer que subestimou o quanto uma parcela dos fãs esperava ver o personagem no centro de uma nova adaptação cinematográfica.
O diretor explicou que preferiu criar uma história própria porque considera que os jogos já contam muito bem a trajetória de Leon. O assunto foi detalhado pelo Overdrive na reportagem sobre as declarações de Cregger sobre a ausência de Leon.
A recepção da crítica não encerra essa discussão. Uma avaliação positiva dos especialistas não significa necessariamente que todos os fãs aprovarão a decisão de abandonar os protagonistas clássicos. O público começará a formar seu próprio veredicto com a chegada do filme aos cinemas.
Qual é a história de Resident Evil de 2026?
A Sony Pictures descreve o longa como uma história totalmente inédita. Bryan trabalha como entregador de suprimentos médicos e acaba envolvido em uma corrida pela sobrevivência enquanto uma noite aparentemente comum se transforma em um surto de proporções catastróficas.
A trama utiliza Raccoon City e elementos ligados ao universo criado pela Capcom, mas não reconta diretamente os acontecimentos dos jogos clássicos. O filme também não continua a série estrelada por Milla Jovovich nem funciona como sequência de Bem-Vindo a Raccoon City.
Isso significa que não é necessário assistir aos filmes anteriores para acompanhar a história.
Quem está no elenco?
- Austin Abrams — Bryan;
- Zach Cherry;
- Kali Reis;
- Paul Walter Hauser.
Zach Cregger dirige o filme e assina o roteiro ao lado de Shay Hatten. A produção envolve Columbia Pictures, Constantin Film e PlayStation Productions, entre outras empresas ligadas ao projeto.
Quando Resident Evil estreia no Brasil?
Resident Evil estreia nos cinemas brasileiros em 17 de setembro de 2026. A data é confirmada pelo site oficial brasileiro da Sony Pictures. Nos Estados Unidos, o lançamento acontece no dia 18.
O filme tem aproximadamente 90 minutos de duração. Nos Estados Unidos, recebeu classificação R por violência sangrenta, gore e linguagem.
A Sony ainda trata o lançamento como exclusivo dos cinemas e, até a publicação desta matéria, não anunciou uma data oficial para a estreia do novo Resident Evil em streaming no Brasil.
Resident Evil vive uma fase forte também nos games
A chegada do filme acontece no mesmo ano em que a franquia completa três décadas e após o lançamento de Resident Evil Requiem. O jogo colocou Grace Ashcroft e Leon S. Kennedy em estilos bastante diferentes de campanha, alternando terror mais vulnerável e momentos de ação.
No review de Resident Evil Requiem do Overdrive, o game recebeu nota 9,5/10, com destaque para a atmosfera de Rhodes Hill, o contraste entre Grace e Leon e o level design.
A combinação ajuda a transformar 2026 em um ano particularmente movimentado para a marca: novo jogo principal, celebrações pelos 30 anos da série e agora uma nova tentativa de estabelecer Resident Evil no cinema.
Os 98% significam que Resident Evil finalmente acertou no cinema?
O resultado inicial mostra que a abordagem de Zach Cregger encontrou uma recepção crítica muito diferente das adaptações anteriores. Reviews de veículos como Financial Times, The Guardian, Screen Daily e San Francisco Chronicle convergem em pontos como ritmo, efeitos, violência e a tentativa de reproduzir a experiência de avançar por um jogo da franquia.
A porcentagem, porém, ainda deve variar nos próximos dias, e a reação dos fãs será outro indicador importante. Resident Evil sempre teve uma relação complicada com o cinema: os filmes anteriores tiveram sucesso comercial em diferentes momentos, mesmo sem obter consenso entre críticos ou jogadores.
Por enquanto, o novo longa chega às salas brasileiras com algo que nenhuma versão live-action recente da série conseguiu apresentar antes da estreia: um início de recepção crítica próximo da unanimidade.




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