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Piores estados para se viver no Brasil em 2026: veja o ranking

Pará, Maranhão e Acre ocupam as últimas posições de índice que reúne 57 indicadores; veja a lista e entenda os critérios

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O IPS Brasil 2026 coloca Pará, Maranhão e Acre nas últimas posições.

Quais são os piores estados para se viver no Brasil em 2026? Quando a comparação considera os resultados do Índice de Progresso Social (IPS Brasil 2026), o Pará tem a menor pontuação do país, seguido por Maranhão e Acre. O levantamento reúne 57 indicadores sociais e ambientais, como acesso a serviços básicos, saúde, educação, segurança e oportunidades.

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É importante definir o critério: o IPS não declara que uma população vive pior em todos os aspectos nem identifica qual estado seria a pior escolha para toda pessoa. Ele oferece uma fotografia estatística das condições de vida e das oportunidades disponíveis nos territórios. O resultado também não descreve igualmente todas as cidades de uma mesma unidade da Federação.

Vista urbana de Belém, capital do Pará, com prédios e casas sob céu nublado
Vista de Belém, capital do Pará. A pontuação estadual não representa a situação de cada município. Foto: <a href="https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Bel%C3%A9m_Par%C3%A1_Brazil.jpg" target="_blank" rel="noopener noreferrer">celeumo.BRAZIL/Wikimedia Commons</a>, <a href="https://creativecommons.org/licenses/by/2.0/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">CC BY 2.0</a> (2019).

Quais são os 10 estados com as menores pontuações no IPS 2026?

A lista abaixo reorganiza as dez últimas colocações do levantamento, começando pela menor nota. O ranking original compara as 27 unidades federativas — 26 estados e o Distrito Federal — numa escala de 0 a 100, em que pontuações maiores indicam resultados mais favoráveis nos critérios avaliados.

Menor nota Estado IPS 2026 Posição no Brasil
1º Pará 55,80 27º
2º Maranhão 57,59 26º
3º Acre 58,03 25º
4º Amapá 58,10 24º
5º Rondônia 58,60 23º
6º Bahia 58,72 22º
7º Alagoas 58,97 21º
8º Amazonas 59,34 20º
9º Roraima 59,65 19º
10º Piauí 60,48 18º

Fonte: IPS Brasil 2026. A numeração da primeira coluna foi invertida para facilitar a leitura das dez menores notas. A última coluna preserva a classificação nacional oficial.

O Brasil alcançou 63,40 pontos na edição 2026. Dos dez estados apresentados, seis estão na região Norte — Pará, Acre, Amapá, Rondônia, Amazonas e Roraima — e quatro ficam no Nordeste — Maranhão, Bahia, Alagoas e Piauí. Essa concentração territorial é uma característica dos resultados do índice, não uma conclusão sobre as pessoas que vivem nessas regiões.

Mapa do Índice de Progresso Social Brasil 2026 com a pontuação de cada unidade federativa
Mapa oficial do IPS Brasil 2026, com as notas das 27 unidades federativas. Imagem: <a href="https://ipsbrasil.org.br/noticias/artigos/4ed8dfaa-a31d-487b-a4a3-692bb7070d05" target="_blank" rel="noopener noreferrer">IPS Brasil/Reprodução</a>.

Por que Pará, Maranhão e Acre estão nas últimas posições?

O IPS combina diferentes dimensões. Por isso, não é correto apontar uma única causa para a pontuação de cada estado sem examinar os resultados de seus municípios e componentes. Mas o cruzamento com dados de renda ajuda a dimensionar as diferenças.

Pará: menor pontuação nacional, com 55,80

O Pará ocupa a 27ª posição entre as 27 unidades federativas no IPS 2026. Como contraste dentro do próprio estado, Belém obteve 63,90 pontos no índice das capitais. Isso mostra que o resultado estadual não deve ser usado como nota individual da capital ou de qualquer outra cidade paraense.

Na pesquisa de rendimento domiciliar per capita do IBGE referente a 2025, o Pará registrou R$ 1.420 mensais, abaixo dos R$ 2.316 apurados para o Brasil. O dado monetário ajuda a contextualizar as condições econômicas, mas não integra automaticamente o cálculo do IPS.

Maranhão: 57,59 pontos e menor renda domiciliar per capita

O Maranhão aparece na 26ª colocação do IPS 2026, com 57,59 pontos. Sua capital, São Luís, teve 65,64 pontos no levantamento específico das capitais, evidenciando a diferença entre o retrato estadual e o urbano.

No recorte de 2025 divulgado pelo IBGE em fevereiro de 2026, o estado apresentou R$ 1.219 de rendimento domiciliar per capita, o menor valor entre as unidades federativas. Ser o último nesse indicador de renda não equivale, porém, a ocupar a última posição em todos os indicadores de qualidade de vida.

Acre: terceira menor nota, com 58,03

O Acre ficou em 25º lugar no IPS Brasil 2026, com 58,03 pontos. Rio Branco, por sua vez, marcou 63,44 pontos entre as capitais. Segundo o IBGE, o rendimento domiciliar per capita acreano em 2025 foi de R$ 1.392 por mês.

A comparação entre estado e capital não deve apagar as diferenças entre localidades, áreas urbanas e rurais, e grupos da população.

E os outros sete estados da lista?

Na sequência aparecem Amapá (58,10), Rondônia (58,60), Bahia (58,72), Alagoas (58,97), Amazonas (59,34), Roraima (59,65) e Piauí (60,48). As diferenças de décimos entre algumas dessas posições pedem cautela: uma classificação ordinal não informa, sozinha, a magnitude de cada dificuldade enfrentada pela população.

O exemplo de Rondônia ajuda a ilustrar por que os indicadores não devem ser confundidos. O estado teve R$ 1.991 de rendimento domiciliar per capita em 2025 — acima dos valores de Pará, Maranhão e Acre —, mas continua entre as dez menores notas no IPS. Renda e progresso social medem aspectos diferentes.

O que o Índice de Progresso Social considera?

Produzido a partir de dados públicos, o IPS Brasil trabalha com 57 indicadores reunidos em 12 componentes e três grandes dimensões:

  • Necessidades Humanas Básicas: nutrição e cuidados médicos básicos, água e saneamento, moradia e segurança pessoal.
  • Fundamentos do Bem-estar: acesso ao conhecimento básico, informação e comunicação, saúde e bem-estar e qualidade do meio ambiente.
  • Oportunidades: direitos individuais, liberdades individuais e de escolha, inclusão social e acesso à educação superior.

O índice privilegia os resultados sociais e ambientais, em vez de usar apenas volume de investimentos ou Produto Interno Bruto (PIB). Na edição 2026, a dimensão Oportunidades apresentou a menor pontuação agregada do país, com 46,82, diante de 74,58 em Necessidades Humanas Básicas e 68,81 em Fundamentos do Bem-estar.

Para investigar um tema específico, como água tratada ou esgoto, também vale consultar as planilhas do Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (SINISA) 2025, que utiliza dados de referência de 2024. É uma fonte complementar, não uma reprodução do cálculo do IPS.

O ranking mostra onde é mais difícil viver no Brasil?

Ele mostra onde a combinação de 57 indicadores apresentou os menores resultados em 2026. Essa é uma resposta mais precisa do que afirmar que determinado estado é, em termos absolutos, o pior lugar para morar. Para decidir uma mudança, por exemplo, entram na conta custo de vida, mercado de trabalho, qualidade de serviços no bairro, deslocamentos, rede de apoio e prioridades pessoais — fatores que o ranking estadual não captura integralmente.

O próprio IPS permite consultar os dados municipais. Essa escala é especialmente relevante porque uma capital pode apresentar indicadores muito diferentes dos observados no conjunto do seu estado.

Atenção à comparação histórica: o IPS alerta que as edições de 2024, 2025 e 2026 passaram por alterações de indicadores e tratamentos estatísticos e não são estritamente comparáveis. Por isso, diferenças de pontuação entre edições não devem ser interpretadas automaticamente como melhora ou piora na qualidade de vida.

Perguntas frequentes

Qual é o estado com a menor qualidade de vida no IPS 2026?

O Pará tem a menor pontuação estadual do IPS Brasil 2026, com 55,80 pontos, e ocupa a 27ª posição entre as 27 unidades federativas.

Quais são os três últimos estados no índice?

Pará (55,80), Maranhão (57,59) e Acre (58,03) aparecem nas três últimas posições do IPS Brasil 2026.

Qual estado tem a menor renda domiciliar por pessoa?

O Maranhão registrou R$ 1.219 mensais em 2025, o menor rendimento domiciliar per capita nominal divulgado pelo IBGE entre as unidades federativas.

IPS e IDH são a mesma coisa?

Não. O Índice de Progresso Social reúne indicadores de resultados sociais e ambientais em 12 componentes. O Índice de Desenvolvimento Humano trabalha com saúde, educação e renda, com metodologia própria.

É possível dizer que todas as cidades desses estados vivem a mesma situação?

Não. O resultado estadual é agregado. O desempenho de uma capital ou município pode diferir bastante da nota do estado no levantamento.

Fontes e critérios da apuração

O ranking é o do IPS Brasil 2026, divulgado em 20 de maio de 2026, e os dados de renda vêm da PNAD Contínua/IBGE, ano de referência 2025, publicada em 2026. Foram comparadas as 27 unidades federativas; a tabela traz somente as dez menores pontuações. Números de edições diferentes foram identificados por ano e não foram usados para construir um novo ranking. Apuração conferida em 11 de outubro de 2026.

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