Os estados com os menores resultados educacionais do Brasil variam conforme o indicador analisado. No Ideb 2025, o Amapá registrou a menor nota nos anos iniciais do ensino fundamental (5,5), Roraima ficou com a menor nos anos finais (4,4), e Amazonas e Roraima dividiram a menor nota no ensino médio (3,8). Já na PNAD Contínua Educação 2025, do IBGE, Alagoas e Piauí tiveram as maiores taxas de analfabetismo entre pessoas com 15 anos ou mais: 13,1% cada.
Tópicos
- Quais estados tiveram os menores índices no Ideb 2025?
- Anos iniciais do ensino fundamental (1º ao 5º ano)
- Anos finais do ensino fundamental (6º ao 9º ano)
- Ensino médio
- Quais estados têm as maiores taxas de analfabetismo?
- Por que um estado pode ter bom Ideb e analfabetismo elevado?
- Ideb e taxa de analfabetismo medem a mesma coisa?
- Os indicadores de educação melhoraram no Brasil?
- Como foi feito este levantamento?
- Perguntas frequentes
- Qual estado teve o menor Ideb em 2025?
- Quais estados têm o maior analfabetismo no Brasil?
- O Nordeste tem os menores resultados em todos os indicadores?
- O Ideb 2025 foi divulgado em 2026?
- Onde consultar a nota da educação do meu estado?
- Fontes consultadas
Os dados são de duas pesquisas diferentes, divulgadas em 2026. O Ideb retrata aprendizagem e aprovação na educação básica; a PNAD mede, entre outras características, a alfabetização da população. Por isso, não existe um único ranking oficial que determine qual estado tem a pior educação do país.
Quais estados tiveram os menores índices no Ideb 2025?
O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) vai de 0 a 10 e combina resultados dos estudantes em língua portuguesa e matemática, avaliados pelo Saeb, com as taxas de aprovação escolar. Na comparação a seguir, consideramos as redes pública e privada reunidas, conforme os gráficos por unidade da Federação publicados pelo Inep em 5 de agosto de 2026.
Anos iniciais do ensino fundamental (1º ao 5º ano)
| Estado | Ideb 2025 |
|---|---|
| Amapá | 5,5 |
| Pará | 5,6 |
| Bahia | 5,7 |
| Maranhão | 5,7 |
| Rio Grande do Norte | 5,7 |
A média brasileira dos anos iniciais foi de 6,3. Bahia, Maranhão e Rio Grande do Norte aparecem empatados na tabela, pois receberam a mesma nota. Os resultados não significam que todas as escolas desses estados tenham desempenho idêntico.
Anos finais do ensino fundamental (6º ao 9º ano)
| Estado | Ideb 2025 |
|---|---|
| Roraima | 4,4 |
| Bahia | 4,5 |
| Amapá | 4,6 |
| Rio Grande do Norte | 4,6 |
| Maranhão | 4,7 |
A média nacional dos anos finais ficou em 5,3. Essa etapa tem um cenário diferente do observado do 1º ao 5º ano: Roraima passou a apresentar a menor nota, enquanto o Amapá ficou no grupo seguinte. Comparar apenas uma etapa pode ocultar dificuldades em outra.
Ensino médio
| Estado | Ideb 2025 |
|---|---|
| Amazonas | 3,8 |
| Roraima | 3,8 |
| Maranhão | 3,9 |
| Amapá | 4,0 |
| Bahia | 4,0 |
No ensino médio, a média brasileira foi de 4,5. Amazonas e Roraima apresentaram a mesma nota, assim como Amapá e Bahia. Os resultados desta tabela incluem escolas públicas e privadas: um levantamento restrito à rede estadual pode apresentar valores e posições diferentes.
Fonte das três tabelas: Inep, Ideb 2025. Para consultar as planilhas e os recortes por rede, acesse os resultados oficiais do Ideb.
Quais estados têm as maiores taxas de analfabetismo?
Na PNAD Contínua Educação 2025, o IBGE considera analfabeta a pessoa com 15 anos ou mais que não sabe ler e escrever um bilhete simples. Diferentemente do Ideb, essa medida se refere à população adulta e jovem a partir dos 15 anos, não apenas aos estudantes matriculados naquele ano.
| Estado | Taxa |
|---|---|
| Alagoas | 13,1% |
| Piauí | 13,1% |
| Paraíba | 11,6% |
| Ceará | 11,1% |
| Maranhão | 10,9% |
| Sergipe | 10,3% |
| Pernambuco | 10,1% |
| Bahia | 9,5% |
| Rio Grande do Norte | 9,3% |
| Acre | 8,9% |
Fonte: IBGE, PNAD Contínua Educação 2025; dados por unidade da Federação reproduzidos em levantamento do Jornal da Paraíba.
Alagoas e Piauí ficaram empatados, com 13,1%. A taxa brasileira foi de 4,9% em 2025, equivalente a aproximadamente 8,4 milhões de pessoas. Nove dos dez estados da tabela pertencem ao Nordeste; o Acre é o único representante de outra região nesse grupo.
Por que um estado pode ter bom Ideb e analfabetismo elevado?
O Piauí mostra por que as medidas não devem ser misturadas: o estado alcançou 5,0 no Ideb do ensino médio de 2025, acima da média brasileira de 4,5, mas apresentou 13,1% de analfabetismo na população de 15 anos ou mais.
Não há contradição. O Ideb analisa o desempenho e a aprovação de alunos da educação básica; o analfabetismo reflete a realidade de pessoas de várias gerações, incluindo aquelas que deixaram a escola há décadas. A PNAD também não permite concluir, por si só, que uma escola atual ensina melhor ou pior.
Da mesma forma, o fato de uma unidade da Federação ter nota mais baixa em uma etapa não permite atribuir esse resultado automaticamente a uma causa isolada. O retrato completo exige observar a aprendizagem, o fluxo escolar, o acesso à escola, a trajetória histórica e as diferenças entre redes e municípios.
Ideb e taxa de analfabetismo medem a mesma coisa?
| Indicador | O que mede | Quem é considerado |
|---|---|---|
| Ideb | Aprendizagem em português e matemática, combinada à aprovação escolar | Estudantes das etapas avaliadas na educação básica |
| Taxa de analfabetismo | Percentual que não sabe ler e escrever um bilhete simples | População de 15 anos ou mais |
O Ideb também não equivale à nota de matemática no Saeb, isoladamente, nem à taxa de frequência escolar. E a taxa de analfabetismo da PNAD não deve ser confundida com analfabetismo funcional, que utiliza uma definição distinta.
Os indicadores de educação melhoraram no Brasil?
Na série nacional do Ideb que reúne escolas públicas e privadas, os anos iniciais passaram de 6,0 em 2023 para 6,3 em 2025; os anos finais, de 5,0 para 5,3; e o ensino médio, de 4,3 para 4,5. Os dados foram publicados pelo Inep em agosto de 2026.
O IBGE também registrou redução da taxa nacional de analfabetismo entre pessoas com 15 anos ou mais, de 5,3% em 2024 para 4,9% em 2025. A evolução das médias brasileiras, no entanto, não elimina as diferenças observadas nos resultados estaduais.
Como foi feito este levantamento?
O Overdrive consultou o Ideb 2025, divulgado pelo Inep em 5 de agosto de 2026, e a PNAD Contínua Educação 2025, divulgada pelo IBGE em junho de 2026. Nas tabelas de Ideb, foram selecionadas as cinco unidades da Federação com as menores notas em cada etapa, respeitando os empates, e considerado o indicador geral que reúne redes públicas e privadas. Na tabela de analfabetismo, foram apresentadas as dez unidades com as maiores taxas para pessoas de 15 anos ou mais.
Não calculamos uma nota única para educação nem somamos posições entre os dois levantamentos. Os períodos de referência, os públicos e os métodos são diferentes. As tabelas retratam dados de 2025, e não um índice inédito medido em 2026.
Perguntas frequentes
Qual estado teve o menor Ideb em 2025?
Depende da etapa escolar. O Amapá teve 5,5 nos anos iniciais; Roraima, 4,4 nos anos finais; e Amazonas e Roraima ficaram empatados com 3,8 no ensino médio, considerando todas as redes.
Quais estados têm o maior analfabetismo no Brasil?
Alagoas e Piauí registraram 13,1% de analfabetismo entre pessoas de 15 anos ou mais em 2025, segundo a PNAD Contínua Educação do IBGE.
O Nordeste tem os menores resultados em todos os indicadores?
Não. O Nordeste concentra as maiores taxas de analfabetismo adulto, mas nos resultados do Ideb 2025 também aparecem estados do Norte, como Amapá, Roraima e Amazonas, dependendo da etapa escolar.
O Ideb 2025 foi divulgado em 2026?
Sim. O Inep divulgou os resultados referentes a 2025 em 5 de agosto de 2026. O ano do indicador se refere ao período avaliado.
Onde consultar a nota da educação do meu estado?
As tabelas oficiais por unidade da Federação, município, escola e rede de ensino estão disponíveis na página de resultados do Inep. Para dados de alfabetização e outros indicadores demográficos, consulte o painel oficial da PNAD Contínua, do IBGE.
Para quem está em fase de estudos e busca ferramentas práticas, o Overdrive também publicou um guia dos melhores aplicativos para estudar em 2026.

Comentários