O primeiro iPhone dobrável pode dar à Apple 25% do mercado mundial de celulares dobráveis ainda em 2026. A projeção colocaria a empresa na vice-liderança do segmento poucos meses depois da estreia, mesmo com produção limitada, preço superior a US$ 2.500 e nenhuma confirmação oficial do aparelho até agora.
Uma análise publicada pela Forbes Brasil argumenta que a chegada da Apple legitimaria comercialmente a cadeia de telas flexíveis. Os números mais recentes ajudam a dimensionar essa possibilidade: o mercado ainda representa cerca de 2% das vendas globais de smartphones, mas pode ganhar escala rapidamente após a entrada da fabricante do iPhone.

Por que o iPhone dobrável pode mudar o mercado?
A Apple pode transformar um segmento ainda pequeno ao levar usuários do ecossistema iOS para um formato que Samsung, Huawei, Motorola, Google e outras fabricantes desenvolvem desde 2019. O impacto esperado não depende apenas das vendas do aparelho, mas da pressão por telas melhores, aplicativos adaptados e dobradiças mais resistentes.
A projeção mais recente da Counterpoint Research, publicada em 7 de setembro de 2026, estima que as vendas acumuladas de dobráveis ultrapassarão 100 milhões de unidades até o fim do ano. A consultoria calcula que a Apple pode vender até 6 milhões de aparelhos em 2026 e assumir 25% do segmento.
| Indicador | Projeção |
|---|---|
| Participação da Apple em 2026 | 25% do mercado de dobráveis |
| Vendas do iPhone dobrável em 2026 | Até 6 milhões de unidades |
| Posição esperada da Apple | 2º lugar, atrás da Samsung |
| Crescimento do segmento em 2027 | 37% |
| Participação dos dobráveis no mercado total | Cerca de 2% |
A Apple poderia alcançar esse resultado apesar de entrar no segmento apenas no fim do ano. Para 2027, quando o produto teria um ciclo completo de vendas, a Counterpoint projeta que a participação da companhia pode chegar a 40%.
A entrada da Apple pode acelerar telas e componentes dobráveis
O efeito mais amplo estaria na cadeia de produção. A tese apresentada pela Forbes é que o lançamento validaria a demanda comercial por telas flexíveis e estimularia fabricantes de painéis, dobradiças e outros componentes a ampliar investimentos.
Uma análise anterior da Counterpoint sobre telas dobráveis projetou crescimento de aproximadamente 24% nos envios de painéis em 2026, para 27,5 milhões de unidades. A receita desse mercado poderia avançar 48% e alcançar US$ 4,4 bilhões.

Essa movimentação também força as concorrentes a reagir. Samsung e Huawei já acumulam várias gerações de aparelhos e possuem vantagem em maturidade, distribuição e experiência de uso. A Apple, por outro lado, chega com uma base instalada superior a 1 bilhão de dispositivos e uma App Store capaz de estimular desenvolvedores a adaptar rapidamente seus aplicativos para duas telas.
O preço ainda impede que os dobráveis se tornem populares
O eventual sucesso do iPhone dobrável não significa que o formato ficará acessível. A própria Counterpoint calcula que aparelhos dobráveis ainda custam aproximadamente três vezes mais que smartphones convencionais e admite que a adoção em massa permanece distante.
Analistas consultados pela Reuters esperam um preço superior a US$ 2.500. Outras projeções reunidas pelo Overdrive na cobertura sobre o Apple Event de setembro apontam uma faixa entre US$ 2.099 e US$ 2.299.
A divergência mostra que não existe valor confirmado. A Apple também não informou preço, data de lançamento ou disponibilidade no Brasil. Uma conversão direta para reais não representaria o preço nacional, que depende de impostos e da estratégia comercial da empresa.
Quando o iPhone dobrável pode ser anunciado?
O possível anúncio acontecerá no Apple Event de quarta-feira, 9 de setembro de 2026, às 14h (horário de Brasília). A Apple confirmou oficialmente apenas a data e a transmissão da apresentação; nenhum produto foi antecipado pela companhia.
O dobrável aparece entre os principais aparelhos esperados para o evento, ao lado do iPhone 18 Pro e do iPhone 18 Pro Max. O Overdrive também reuniu o modelo na lista de celulares previstos para setembro de 2026.
Outra mudança pode ocorrer no calendário. A Apple é apontada como candidata a apresentar somente os aparelhos premium em setembro e deixar o iPhone 18 convencional para 2027. A concentração no topo da linha acompanha as projeções de alta no preço do iPhone 18 Pro e reforça uma estratégia baseada em margens maiores, não em popularização imediata.
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