Saros, novo exclusivo de PS5 desenvolvido pela Housemarque, estaria enfrentando um desempenho comercial abaixo do esperado. Segundo estimativas da Alinea Analytics, o jogo vendeu cerca de 406 mil unidades desde seu lançamento, em 30 de abril de 2026.
O número chama atenção porque Saros foi tratado como um dos principais lançamentos da PlayStation Studios na primeira metade do ano. Mesmo com boa recepção entre quem jogou, o título parece não ter conseguido alcançar um público amplo no console da Sony.
Ritmo de vendas teria desacelerado após a estreia
De acordo com a Alinea Analytics, Saros vendeu aproximadamente 300 mil unidades nas duas primeiras semanas. No mês seguinte, porém, o ritmo teria caído, com apenas 106 mil cópias adicionais vendidas.
Com isso, o total estimado chegou a 406 mil unidades. Para um exclusivo de grande porte do PS5, o desempenho é considerado lento, especialmente por se tratar de um jogo produzido por um estúdio conhecido dentro do ecossistema PlayStation.
Sony ainda estaria longe de recuperar o investimento
A Alinea Analytics estima que Saros tenha custado mais de US$ 76 milhões para ser produzido. Considerando o ritmo atual de vendas, a Sony teria recuperado cerca de US$ 32 milhões até agora.
Os valores não foram confirmados oficialmente pela PlayStation. Ainda assim, as estimativas indicam que o jogo pode enfrentar dificuldades para pagar seu investimento apenas com vendas diretas, principalmente se a curva continuar fraca nos próximos meses.
Quem joga parece gostar de Saros
Apesar do desempenho comercial abaixo do esperado, Saros não parece ser rejeitado por quem comprou. Na PS Store, o jogo aparece com média de 4,63 de 5, indicando uma avaliação positiva entre jogadores.
O problema, portanto, pode estar menos na qualidade percebida e mais no alcance. Saros parece atrair um público mais específico, algo que já acontecia em certa medida com Returnal, outro jogo da Housemarque elogiado pela crítica, mas voltado a um nicho mais exigente.
Housemarque tenta repetir impacto de Returnal
A Housemarque ganhou força dentro da Sony após Returnal, exclusivo de PS5 que misturou tiro em terceira pessoa, roguelike, ação intensa e atmosfera sci-fi. Com Saros, o estúdio voltou a apostar em uma experiência de alto impacto visual e ritmo acelerado.
A diferença é que, desta vez, o peso comercial parece maior. Como Saros foi posicionado como uma das vitrines do PS5 em 2026, vendas abaixo do esperado podem reforçar discussões sobre o tipo de projeto que a Sony pretende bancar nos próximos anos.

