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Samsung usa líquido dentro de monitor OLED para tentar evitar burn-in

Odyssey OLED G8 de 32" usa líquido para dissipar calor, controla o brilho e detecta elementos estáticos para proteger o painel OLED

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Quem pensa em comprar um monitor OLED provavelmente já esbarrou em uma preocupação recorrente: o burn-in.
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Quem pensa em comprar um monitor OLED provavelmente já esbarrou em uma preocupação recorrente: o burn-in. A Samsung está tentando diminuir esse risco de uma maneira menos óbvia no novo Odyssey OLED G8: resfriando o painel por dentro.

O Samsung Odyssey OLED G8 G80SH, vendido no Brasil em versão de 32 polegadas, utiliza um sistema chamado Pulsating Heat Pipe. Em vez de depender apenas de uma folha de grafite para espalhar o calor, a tecnologia usa um líquido que evapora e condensa dentro do sistema de resfriamento.

Segundo a Samsung, essa solução consegue dissipar calor até cinco vezes mais rapidamente do que uma folha de grafite usada como referência pela fabricante. A proposta é diminuir a temperatura interna e ajudar a prevenir o desgaste do painel associado ao burn-in.

Samsung Odyssey OLED G8 G80SH de 32 polegadas com painel QD-OLED
Odyssey OLED G8 combina painel QD-OLED 4K de 32 polegadas com tecnologias dedicadas de gerenciamento térmico. Imagem: Divulgação/Samsung

Como o sistema de resfriamento do Odyssey OLED G8 funciona?

O chamado Dynamic Cooling System faz parte do pacote Samsung OLED Safeguard+. Seu principal componente é justamente o Pulsating Heat Pipe.

Dentro dele, um fluido muda de estado conforme a temperatura aumenta. O líquido evapora nas regiões mais quentes, transporta essa energia térmica e posteriormente volta a condensar.

O processo ajuda a espalhar o calor pelo conjunto em vez de deixá-lo concentrado em determinadas regiões do painel.

A ideia é especialmente relevante em uma tela OLED porque cada pixel produz a própria luz. O desgaste desigual dos pixels ao longo do tempo pode provocar marcas permanentes, fenômeno conhecido como burn-in.

A Samsung afirma que seu sistema dissipa o calor cinco vezes mais rapidamente do que uma folha de grafite. Esse número, porém, representa a comparação térmica divulgada pela fabricante e não significa que o risco de burn-in tenha sido reduzido cinco vezes.

Samsung Odyssey OLED G8 de 32 polegadas com painel QD-OLED 4K
O Odyssey OLED G8 trabalha em resolução 4K, com taxa de atualização de até 240 Hz. Imagem: Divulgação/Samsung

Samsung também controla o brilho para proteger o OLED

O resfriamento físico é apenas uma das estratégias usadas pela Samsung. O Odyssey OLED G8 também possui um Sistema de Modulação Térmica.

Algoritmos monitoram as condições de funcionamento da tela e podem controlar automaticamente o brilho para ajudar a impedir que a temperatura interna aumente demais.

Há ainda uma proteção dedicada a elementos que permanecem imóveis por longos períodos. O monitor consegue identificar imagens estáticas, como logotipos e barras de tarefas, e diminuir o brilho dessas regiões.

Isso é particularmente relevante para quem usa um OLED como monitor de PC durante muitas horas, já que menus, barras do Windows e interfaces de programas podem permanecer exatamente no mesmo lugar durante boa parte do dia.

A Samsung também utiliza um Screen Saver que reduz o brilho depois de dez minutos sem interação e restaura o nível normal quando o usuário volta a utilizar o monitor.

Isso significa que o burn-in acabou?

Não. As tecnologias presentes no Odyssey OLED G8 foram desenvolvidas para diminuir as condições que favorecem o burn-in, mas isso não transforma um painel OLED em uma tela fisicamente imune ao problema.

A própria Samsung trata os recursos como mecanismos para ajudar a prevenir o burn-in, e não como garantia de que ele jamais ocorrerá.

Existe, contudo, um detalhe importante para quem pensa em comprar o modelo. Na ficha oficial brasileira do Odyssey OLED G8, a Samsung informa que burn-in durante o uso normal é coberto pela garantia.

A empresa ressalta que a cobertura não vale para situações classificadas como uso comercial, abuso ou uso inadequado.

O tema também pesa na escolha de outros dispositivos OLED. O Overdrive já explicou como o risco de burn-in entra na comparação entre Micro RGB e OLED e comparou duas TVs OLED atuais no guia Samsung S85H vs LG C6.

Odyssey OLED G8 tem painel QD-OLED 4K de 240 Hz

Apesar de o sistema contra burn-in ser o elemento mais curioso do aparelho, o G80SH também é um monitor gamer de alto desempenho.

O modelo possui 32 polegadas, resolução 4K de 3840 x 2160 pixels e painel Penta Tandem QD-OLED de quarta geração.

Segundo a Samsung, a arquitetura utiliza cinco camadas e oferece eficiência luminosa 1,3 vez maior em comparação com uma estrutura de quatro camadas.

Para jogos, a tela chega a 240 Hz e tem tempo de resposta anunciado de 0,03 ms GtG. O monitor também é compatível com Nvidia G-SYNC e AMD FreeSync Premium Pro.

Monitor gamer Samsung Odyssey OLED G8 visto de frente
O monitor de 32 polegadas combina resolução 4K com painel QD-OLED e frequência de até 240 Hz. Imagem: Divulgação/Samsung

Para comparação dentro da própria linha, o Samsung Odyssey OLED G5 lançado no Brasil também utiliza painel QD-OLED, mas trabalha com resolução QHD e frequência de até 180 Hz.

Samsung Odyssey OLED G8 G80SHEspecificação
Tela32 polegadas OLED
Resolução4K, 3840 x 2160 pixels
PainelPenta Tandem QD-OLED de 4ª geração
Taxa de atualizaçãoAté 240 Hz
Tempo de resposta0,03 ms GtG
Brilho típico300 nits
Brilho de picoAté 1.000 nits em condições específicas
HDRVESA DisplayHDR True Black 500 e HDR10+ Gaming
DisplayPortDisplayPort 2.1 UHBR20
USB-CAté 98 W
VRRG-SYNC Compatible e FreeSync Premium Pro

DisplayPort 2.1 e USB-C de 98 W completam o monitor

A conectividade também chama atenção. O Odyssey OLED G8 possui DisplayPort 2.1 UHBR20, com largura de banda declarada de até 80 Gbps, além de duas entradas HDMI 2.1.

A porta USB-C pode fornecer até 98 W de energia, permitindo ligar determinados notebooks e outros dispositivos diretamente ao monitor enquanto imagem e dados são transmitidos.

É um pacote bastante diferente do encontrado no Odyssey G6 capaz de chegar a 1.100 Hz. Enquanto o G6 prioriza frequências extremas para jogos competitivos, o G8 combina resolução 4K, QD-OLED e recursos de preservação do painel.

O sistema reduz um dos maiores receios de quem compra OLED

O ponto mais interessante do novo Odyssey OLED G8 não é simplesmente atingir 240 Hz. Monitores OLED rápidos já existem, e modelos ainda mais extremos estão chegando ao mercado.

A diferença está no esforço da Samsung para atacar diretamente uma preocupação que acompanha a tecnologia: o que acontece com o painel depois de milhares de horas de uso.

Resfriamento com líquido, modulação térmica, redução localizada de brilho e proteção contra inatividade não eliminam completamente o risco de burn-in. Mas mostram como fabricantes estão tentando tornar monitores OLED mais adequados ao uso prolongado, especialmente em computadores onde elementos estáticos fazem parte da rotina.

Perguntas frequentes

O Samsung Odyssey OLED G8 pode ter burn-in?

Sim, o risco não pode ser considerado inexistente. O monitor possui tecnologias destinadas a reduzi-lo, e a Samsung informa que burn-in durante uso normal está coberto pela garantia.

Como o Odyssey OLED G8 tenta evitar burn-in?

O monitor combina Pulsating Heat Pipe, modulação térmica, redução automática do brilho de imagens estáticas e Screen Saver.

O que é Pulsating Heat Pipe?

É um sistema de resfriamento no qual um líquido evapora e condensa para transportar e dissipar calor dentro do monitor.

Qual é a taxa de atualização do Odyssey OLED G8?

O Odyssey OLED G8 G80SH trabalha com resolução 4K e taxa de atualização de até 240 Hz.

A garantia da Samsung cobre burn-in?

A Samsung informa que burn-in ocorrido durante uso normal é coberto pela garantia do G80SH. Uso comercial, abuso e uso inadequado não fazem parte dessa cobertura.

Fontes

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