Tópicos
- Rubinho se emociona com homenagem e bandeira do Brasil
- Surpresa do filho Fernando tornou despedida ainda mais especial
- Por que Rubinho esperou 15 anos para se despedir da Fórmula 1?
- Williams FW33 trouxe de volta o som da F1 de 2011
- A história de Rubens Barrichello na Fórmula 1
- Homenagem aconteceu antes do GP de São Paulo de 2026
Rubens Barrichello viveu uma despedida que esperava havia 15 anos. Neste domingo (8), antes do GP de São Paulo de Fórmula 1 de 2026, o brasileiro voltou a pilotar uma Williams FW33 de 2011 no Autódromo de Interlagos. Sob chuva fina, Rubinho recebeu o carinho da torcida, carregou a bandeira do Brasil e se emocionou ao encerrar a apresentação.
A homenagem teve um significado especial para o ex-piloto de 54 anos. Em novembro de 2011, Barrichello disputou sua última corrida de Fórmula 1 justamente em Interlagos, mas deixou o circuito acreditando que retornaria ao grid na temporada seguinte. A continuidade nunca aconteceu, e a despedida desejada ficou pendente.
Quase uma década e meia depois, o brasileiro pôde reencontrar o carro de sua última temporada e agradecer aos torcedores que o acompanharam durante 19 anos na categoria.
Rubinho se emociona com homenagem e bandeira do Brasil
A apresentação aconteceu por volta das 11h30, durante a programação anterior à largada do GP de São Paulo. Barrichello completou duas voltas ao volante da Williams FW33, equipada com motor Cosworth V8 de 2,4 litros.
O som do motor antigo ecoou pelo autódromo, enquanto os torcedores aplaudiam a passagem do brasileiro. Na homenagem, Rubinho também exibiu uma bandeira nacional, saudou as arquibancadas e fez manobras de celebração na pista.

Ao final, a emoção tomou conta do ex-piloto, que agradeceu pela oportunidade de realizar a despedida diante do público brasileiro.
“Foi maravilhoso. Foram 15 anos de muita luta atrás deste momento”, declarou Barrichello, em entrevista à Band.
A chuva também marcou o reencontro. Conhecido pelas atuações em pistas molhadas, Rubinho precisou controlar a velocidade por causa da pouca aderência e das condições dos pneus antigos.
Mesmo sem poder explorar todo o desempenho da Williams, ele procurou acelerar na reta principal para que a torcida pudesse ouvir novamente o som do V8.
Surpresa do filho Fernando tornou despedida ainda mais especial
Além de reencontrar a torcida, Barrichello viveu um momento pessoal importante. Seu filho Fernando apareceu de surpresa em São Paulo para acompanhar a homenagem.
O jovem piloto, que também segue carreira no automobilismo, chegou no sábado (7), sem que o pai esperasse sua presença.
“Ter meu filho aqui é fenomenal”, afirmou Rubinho, destacando a felicidade de compartilhar o momento com a família.
Os pais, a irmã e amigos de Barrichello também estiveram presentes. A reunião familiar ajudou a transformar a homenagem em uma celebração que ultrapassou a relação do brasileiro com a Fórmula 1.
Depois da apresentação, Rubinho destacou que o reencontro com Fernando representou uma das partes mais especiais do dia.
Por que Rubinho esperou 15 anos para se despedir da Fórmula 1?
A história começou em 27 de novembro de 2011. Naquele dia, Barrichello terminou o GP do Brasil na 14ª posição, conduzindo a Williams FW33.
O brasileiro não tratava aquela corrida como sua despedida definitiva. Depois de 19 temporadas na Fórmula 1, ainda pretendia continuar competindo em 2012, mas não conseguiu uma vaga para permanecer no grid.
Como consequência, sua trajetória na categoria terminou sem uma celebração planejada diante dos fãs. Era justamente essa sensação de despedida incompleta que Barrichello desejava resolver.

A oportunidade surgiu no GP de São Paulo de 2026, com o retorno do modelo utilizado em seu último ano na categoria.
Não se tratou de uma nova corrida oficial ou de um retorno ao campeonato. A apresentação foi uma despedida simbólica, preparada para celebrar sua trajetória e a relação construída com Interlagos.
Williams FW33 trouxe de volta o som da F1 de 2011
O carro escolhido para a homenagem também tinha importância histórica. A Williams FW33 representou a última fase de Barrichello na Fórmula 1 e pertence a uma geração anterior à introdução das unidades de potência híbridas.
Equipado com um motor Cosworth V8 aspirado de 2,4 litros, o modelo produzia um som bastante diferente daquele dos carros atuais.
Apesar das condições molhadas e dos pneus antigos, o brasileiro conseguiu reviver parte da experiência de pilotar o equipamento que marcou o encerramento de sua passagem pela Williams.
A escolha do FW33 reforçou a mensagem da homenagem: retomar simbolicamente o capítulo que havia ficado aberto desde 2011.
A história de Rubens Barrichello na Fórmula 1
Rubinho estreou na Fórmula 1 em 1993 e disputou sua última temporada em 2011. Ao longo da carreira, passou por Jordan, Stewart, Ferrari, Honda, Brawn GP e Williams.
Foram 11 vitórias, 14 pole positions e 68 pódios, além de dois vice-campeonatos mundiais, conquistados em 2002 e 2004, quando defendia a Ferrari.
Interlagos teve um papel especial nessa trajetória. O piloto cresceu nas proximidades do autódromo e, embora nunca tenha vencido uma corrida de Fórmula 1 no circuito, conquistou três pole positions diante da torcida brasileira.
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Mesmo depois de deixar a Fórmula 1, Barrichello permaneceu ativo no automobilismo, incluindo sua trajetória na Stock Car. A homenagem deste domingo, portanto, não significou sua aposentadoria das pistas, mas o encerramento simbólico de um capítulo da carreira.
Homenagem aconteceu antes do GP de São Paulo de 2026
A despedida de Rubinho foi incluída na programação oficial da Fórmula 1 para o domingo (8), antes do desfile dos pilotos e da corrida principal.
O GP de São Paulo está programado para começar às 14h, pelo horário de Brasília, com 71 voltas no Autódromo José Carlos Pace.
Para acompanhar a programação, consulte o horário da Fórmula 1 hoje e onde assistir ao GP de São Paulo ao vivo.
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Para Rubinho, porém, o domingo já tinha reservado um momento inesquecível antes da largada. Quinze anos depois de sua última corrida de Fórmula 1, o brasileiro finalmente conseguiu dizer adeus à categoria da maneira que desejava: pilotando em Interlagos, diante de sua família e da torcida que acompanhou sua carreira.
Fontes: ge, band.com.br e formula1.com.






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