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Johnny Walker precisou de apenas duas lutas entre os pesos-pesados para voltar a ser tratado como um possível candidato ao cinturão do UFC. Na noite de sábado (7), o brasileiro derrotou Waldo Cortes-Acosta por nocaute técnico no terceiro round, em Las Vegas, e conquistou sua vitória mais importante desde a mudança de categoria.
O resultado chamou atenção porque Cortes-Acosta ocupava a sexta posição do ranking dos pesos-pesados antes do combate. Walker, que havia estreado na divisão com uma vitória sobre Mick Parkin em outubro, agora soma dois nocautes consecutivos e deve ganhar terreno na próxima atualização da classificação.
Mas será que isso já é suficiente para disputar o cinturão? A resposta é não, pelo menos por enquanto. O brasileiro entrou na conversa entre os possíveis desafiantes, mas ainda não recebeu uma oportunidade pelo título. Além disso, existem adversários mais bem posicionados e uma disputa de cinturão já marcada para novembro.
Por que Johnny Walker ficou mais perto do cinturão?
A vitória sobre Cortes-Acosta representou um salto importante na carreira de Walker. Até pouco tempo atrás, o brasileiro competia entre os meio-pesados, categoria na qual alternou grandes apresentações com derrotas que interromperam sua ascensão.
Nos pesos-pesados, porém, o início tem sido diferente. Em outubro, Walker nocauteou Mick Parkin ainda no primeiro round do UFC 332. Pouco mais de um mês depois, aceitou enfrentar Cortes-Acosta com apenas nove dias de preparação para o novo compromisso e conseguiu vencer novamente pela via rápida.

O desempenho diante do dominicano foi especialmente importante. Walker passou por momentos difíceis, sofreu pressão durante boa parte da luta e chegou a ser derrubado no segundo round. Mesmo assim, encontrou espaço para aplicar um chute alto e uma sequência de golpes que encerrou o confronto aos 2 minutos e 27 segundos do terceiro assalto.
A apresentação ainda rendeu aos dois lutadores o prêmio de Luta da Noite, com uma bonificação de US$ 100 mil para cada um.
Mais do que os resultados, Walker mostrou que sua potência e seu estilo pouco convencional continuam perigosos diante de adversários maiores. A vitória sobre um integrante do top 10 também lhe deu um argumento importante para pedir confrontos de maior relevância.
O que falta para Johnny Walker disputar o título do UFC?
O principal obstáculo é a concorrência. Embora tenha derrotado um atleta bem colocado, Walker ainda precisa consolidar sua posição entre os principais nomes dos pesos-pesados.
Antes do UFC Vegas 124, o brasileiro aparecia na 12ª posição dos Meta UFC Rankings divulgados pela organização. O resultado contra Cortes-Acosta deve provocar uma mudança, mas isso não significa que ele assumirá automaticamente o sexto lugar ou que será escolhido como próximo desafiante.
Entre os nomes que disputam espaço no topo estão Alexander Volkov, Sergei Pavlovich e Curtis Blaydes. Tom Aspinall também continua presente na classificação, embora tenha deixado o cinturão vago por causa dos problemas de saúde relacionados à lesão no olho.
O cenário do título, aliás, já tem um compromisso importante. O francês Ciryl Gane, atual campeão dos pesos-pesados, defenderá o cinturão contra o invicto Josh Hokit no UFC 334, marcado para 14 de novembro, em Nova York.
Isso significa que Walker não será o próximo adversário do campeão. Para chegar lá, o caminho mais provável envolve enfrentar outro competidor de destaque, vencer e fortalecer sua candidatura diante da organização.
Uma luta contra um adversário do grupo dos cinco primeiros colocados seria um avanço especialmente significativo. Outra vitória convincente poderia transformar o brasileiro em um candidato mais forte para uma futura oportunidade, dependendo também dos resultados dos confrontos que movimentam o topo da categoria.

Johnny Walker pode ser campeão dos pesos-pesados?
A possibilidade existe, mas ainda é cedo para colocar o brasileiro como favorito ao título. Sua chegada aos pesos-pesados trouxe resultados expressivos, porém duas apresentações não são suficientes para determinar como ele se sairia diante dos melhores atletas da divisão.
Walker tem características que podem dificultar a vida de qualquer adversário. É alto, utiliza chutes variados, consegue atacar de ângulos pouco convencionais e possui força para definir confrontos rapidamente. Contra Cortes-Acosta, também demonstrou capacidade de recuperação depois de um round complicado.
Por outro lado, sua trajetória nos meio-pesados mostrou que ele pode ser vulnerável quando enfrenta adversários capazes de pressioná-lo e explorar suas aberturas defensivas. Entre os pesos-pesados, onde os golpes costumam ter ainda mais potência, esse aspecto continuará sendo colocado à prova.
Há também a questão da experiência. Vencer nomes como Volkov ou Pavlovich, por exemplo, representaria um teste diferente daquele enfrentado nas duas primeiras lutas da nova fase.
O brasileiro tem motivos para comemorar e ambição suficiente para mirar o topo, mas ainda precisa demonstrar regularidade contra a elite da categoria.
Quando Johnny Walker pode disputar o cinturão?
Não existe uma data confirmada para uma eventual disputa de título envolvendo Johnny Walker. O UFC também não anunciou um confronto eliminatório para o brasileiro.
O próximo passo dependerá da atualização do ranking e das decisões da organização sobre os próximos confrontos dos pesos-pesados. A luta entre Gane e Hokit, em 14 de novembro, também ajudará a definir o cenário da categoria para os meses seguintes.
Se continuar vencendo adversários bem classificados, Walker poderá entrar de maneira mais consistente na disputa por uma oportunidade em 2027. Essa, entretanto, é uma projeção, não um compromisso anunciado pelo UFC.
Quem quiser acompanhar a movimentação da categoria pode consultar o ranking oficial do UFC e a cobertura completa da vitória sobre Cortes-Acosta.
O Overdrive também publicou a agenda dos eventos do UFC em novembro, incluindo a próxima disputa do cinturão dos pesos-pesados.
Por enquanto, a conclusão é simples: Johnny Walker ainda não está a uma luta confirmada do título, mas deixou de ser apenas uma novidade entre os pesos-pesados. Agora, o brasileiro tem resultados importantes para justificar confrontos maiores. E será justamente nesses próximos desafios que ficará mais claro até onde ele pode chegar.
Fontes: ufc.com e ufc.com.br.






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