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Horizon Zero Dawn: Remastered, desnecessário, mas competente em seu papel – Review

Horizon é uma franquia que nasceu lá em 2017, na era de ouro do PlayStation 4, criada pela Guerrilla Games , de Killzone, lançado...

Por Kayke Matos há 1 ano
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N/A

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Horizon é uma franquia que nasceu lá em 2017, na era de ouro do PlayStation 4, criada pela Guerrilla Games , de Killzone, lançado...

Horizon é uma franquia que nasceu lá em 2017, na era de ouro do PlayStation 4, criada pela Guerrilla Games, de Killzone, lançado diretamente para o PS4, e depois no PC, com sua sequência Horizon Forbidden West sendo lançada em 2022, seguindo os passos do antecessor no quesito de gameplay e mundo

Essa aproximação recente da Sony aos remasters e remakes não ia deixar de fora uma de suas maiores IPs da geração passada, e com isso, Horizon Zero Dawn Remastered foi anunciado e muitos se questionaram qual a necessidade, e eu respondo, nenhuma. O game original se mantém bem graficamente até hoje no PS5 e no PC, ambos rodando a 60FPS e com visuais incríveis

Nessa análise, vamos focar nas mudanças, sejam gráficas ou de qualidade de vida do remaster, e não na gameplay e/ou história do game em si, o foco é O REMASTER.

O que mudou?

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Imagem: Game Overdrive/Kayke Araújo

Para começar, joguei o game no PS5, onde ele tem três modos gráficos, com 30, 40 e 60FPS de limite, toda a jogatina e prints usados nessa matéria, foram tiradas no modo foto do jogo sem nenhum tipo de edição externa, usando o modo desempenho, de 60FPS. Graficamente, esse remaster é um absurdo, o anti-serrilhado usado no segundo game, foi trazido para a versão Remastered, e isso beneficiou demais essa versão, a resolução no modo desempenho não foi muito afetada, particularmente não vi muitas diferenças entre a qualidade de imagem entre os modos, então recomendo jogarem no modo de 60FPS

Passar pelas montanhas nevadas, ir até Meridiana ou dar uma volta no deserto, é um deslumbre visual a todos os momentos, o por do sol do jogo está impecável, as noites estão claras com a luz da lua iluminando o mundo junto das lentes das máquinas espalhadas por todo o mapa, além das sombras serem um destaque durante o período noturno

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Imagem: Game Overdrive/Kayke Araújo

A iluminação do jogo foi totalmente refeita, o pessoal da Nixxes e da Guerrilla fizeram um ótimo trabalho em remodelar toda a iluminação e ciclo de dia e noite do jogo, se mantendo fiel ao jogo original, e principalmente, fiel aos esboços iniciais de desenvolvimento

O modelo da Aloy está muito superior a versão original de 2017, agora é possível ver os pelos faciais no rosto dela, além de seus cabelos estarem melhores do que nunca, mas nem só disso se vive um game, algumas cutscenes e animações foram retrabalhadas, já que eram um ponto fraco na versão anterior, cerca de 10 horas de novas capturas de movimento foram inseridas em Horizon Zero Dawn Remastered, principalmente nas side-quests, ondes os modelos eram muito robotizados

Todas as texturas também receberam um upgrade nessa nova versão, estando mais nítidas, além de é claro, toda a vegetação ter sido retrabalhada, agora mais densa e viva. As diferentes áreas do mapa estão distintas entre si, o deserto tem partículas de areia passando pela tela, os flocos de neve em montanhas ao norte estão mais densos, principalmente na área da DLC Frozen Wilds, que por acaso, está inclusa na versão Remastered

Algumas melhorias de vida, advindas do seu sucessor, Forbidden West, também deram as caras por aqui, como por exemplo as configurações de acessibilidade e dificuldade, além da função de importar saves da versão Complete Edition do PS4, uma função que ativei assim que comecei o game, foi a de desativar as animações de pilhagem da Aloy, já que boa parte do game você passa coletando recursos, a animação poderia ficar cansativa, então preferi desativar

A nova versão também trouxe novidades para o controle DualSense do PS5, os gatilhos adaptaveis e o novo sistema de vibração do controle, trouxeram imersão a partes de Horizon Zero Dawn que não eram tão interessantes, como a tensão no arco e o uso de armas pesadas

Quanto a bugs, não tive muitos, no máximo um crash durante a jogatina, ficar preso em lugares aleatórios, sombras piscando aqui e ali, e alguns stutters durante a travessia pelo mapa. Mas a maioria se resolveu com o update que saiu a alguns dias atrás, e/ou resolveram com um simples load no checkpoint mais próximo.

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Imagem: Game Overdrive/Kayke Araújo

O veredito

Se você assim como eu, ainda não tinha jogado o game original e quer ter a experiência na melhor versão possível, Horizon Zero Dawn Remastered é bem vindo SE você fizer o upgrade, seja pela mídia física de PS4, ou caso tenha pegado, assim como eu, durante a ação Play at Home, onde a PlayStation deu Horizon Zero Dawn Complete Edition gratuitamente para todos os jogadores que o resgatasse na loja. Caso tenha o PS5 Digital e não tenha o game original digitalmente, na minha opinião, o preço cheio cobrado pela Sony de R$250,00 é loucura. Espere uma promoção, pagar preço cheio numa versão melhorada de um jogo originalmente lançado em 2017 não é um bom negócio

Fiz a platina do jogo com mais ou menos 29 horas de jogo, fazendo várias side quests, explorando bastante, e também incluindo a DLC Frozen Wilds, que apesar de bem curta, agrega bem a história contada na campanha principal, mas ainda me faltam várias coisas pra ver e fazer no mapa, então esse número provavelmente vai se expandir bastante caso busque o 100% do game.

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gui
gui
1 ano atrás

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