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Review: Elden Ring Nightreign prova que diversão e FormSoftware podem coexistir
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Review: Elden Ring Nightreign prova que diversão e FormSoftware podem coexistir

Ok – aqui vai uma reviravolta que vai fazer sua mente explodir! É possível ser feliz nas Terras Intermédias sem o comum sofrimento que faz...

Por Deco Campos há 10 meses
Nota
N/A

Vale a pena?

Ok – aqui vai uma reviravolta que vai fazer sua mente explodir! É possível ser feliz nas Terras Intermédias sem o comum sofrimento que faz...

Ok – aqui vai uma reviravolta que vai fazer sua mente explodir!

É possível ser feliz nas Terras Intermédias sem o comum sofrimento que faz de nós, fãs da FromSoftware, masoquistas incorrigíveis.

Elden Ring Nightreign é uma experiência surpreendente! Consegui me divertir pelas cerca de 40h que estou no game e – pasmem, ainda há motivos para voltar para lá em sessões multiplayer ou single.

Confesso, aliás, que, como todo mundo que gosta de soulslike, torci um pouco o nariz quando soube que este era um modo cooperativo, não uma continuação do game lançado em 2022 e que tanto amo.

Sim – dá pra dizer que este Nightreign é um standalone, um derivado que pouco tem a ver com Elden Ring.

Muito bem – vou reformular a frase para tirar logo o elefante da sala. Tem muito pouco a ver com a lore e a narrativa de seu original, apesar de reaproveitar muito dos seus assets.

O que é Elden Ring Nightreign?

A base de Elden Ring Nightreign se afasta conscientemente do modelo tradicional dos soulslikes, propondo uma estrutura cíclica que lembra mais um ritual de sobrevivência do que uma jornada linear.

O jogo mantém a essência desafiadora da FromSoftware, mas a envolve em uma mecânica que lembra muito a de time attack, que transforma cada sessão em uma corrida contra o relógio sob a ameaça constante da Noite Eterna.

O cerne da experiência gira em torno de ciclos de quatro dias e noites – uma estrutura que se concentra na necessidade de sobreviver às três noites e chegar ao senhor da noite final daquele dia.

Durante os três primeiros dias, os jogadores exploram as Terras Intermédias, cujo mapa e cenários foram reaproveitados do seu jogo base.

Ao caçar os senhores da noite neste mapa, você encontra inimigos, subchefes e chefes (familiares) para se preparar à noite final. Dessa forma, você pode evoluir seu personagem, de maneira menos complexa do que em um jogo de soulslike.

A progressão da dificuldade também é crescente à medida que o ciclo evolui.

O combate final ocorre em arenas dinâmicas que incorporam elementos do ambiente explorado durante os dias anteriores, criando uma sensação orgânica de continuidade raramente vista no gênero.

A exploração mantém a filosofia \”souls\” de recompensar a curiosidade, mas com um twist significativo: o tempo é um recurso tão valioso quanto os itens encontrados.

Decidir entre aprofundar-se em uma masmorra promissora ou retornar para preparar-se para a noite iminente cria dilemas constantes. O sistema de marcações compartilhadas no modo cooperativo adiciona uma camada estratégica fascinante, transformando a comunicação entre jogadores em parte integrante da mecânica de sobrevivência.

É um desafio a mais nesse aspecto – e, para mim, muito bem-vindo!

Conheça bem os personagens que vai escolher em Elden Ring Nightreign

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Imagem: Deco Campos/Game Overdose

Conhecer os personagens que vai escolher é fundamental para se dar bem nas incursões em Elden Ring Nightreign. Principalmente quando se está jogando online: saber como ele se conecta com os demais e quais os benefícios cooperativos, é a chave para ter sucesso.

Por isso, costumo pensar que Nightreign tem uma experiência muito bem orquestrada a partir do momento que você consegue cooperar e se comunicar bem com os companheiros de incursão.

Os oito personagens oferecem aspectos diferentes para a sinergia do grupo e podem definir o sucesso ou o fracasso da jornada.

O que ilustra bem esse aspecto de “experiência bem orquestrada” que falei, é que há algumas mecânicas de orientação interessantes, como as observações e marcações que você pode fazer em mapas alheios, ou então seguir outras de seus companheiros.

Ou, então, a forma de reanimar um jogador moribundo que caiu perto de você: basta acertar golpes para que ele seja reanimado. Outra decisão muito acertada no gameplay, porque você não precisa parar de lutar para ajudar!  

Reaproveitamento de assets

Agora, um aspecto que tem se tornado muito polêmico (diria até que é uma polêmica vazia): a reciclagem de elementos dos games da própria FromSoftware.

Elden Ring Nightreign um game que reaproveita muitos assets de Elden Ring e dos clássicos Dark Souls: como itens, cenários, animações e inimigos (muitos deles vindos dos títulos de 10 ou 15 anos atrás).

Para mim isso não é um problema, desde que esses elementos sejam bem realinhados a uma nova proposta!

Diversas outras empresas e outros jogos fazem isso – e algumas fazem bem.

É o caso de Nightreign. A familiaridade com o soulslike, mesmo que o game não perambule nesse subgênero, é o que o torna tão divertido e com uma identidade única.

Não há a curva desafiadora de dificuldade e, embora a experiência não seja fácil, ela é amenizada com a presença de outros jogadores.

Ademais, os focos e o ritmo, que estão bem definidos no game, não são os mesmos dos souls – nos quais você é obrigado a ter paciência diante de tantas falhas.

Estar diante de um ambiente familiar só me deu a impressão de que o jogo ficou ainda mais divertido!

Performance técnica é satisfatória

A chave para a minha review de Elden Ring Nightreign foi fornecida para o Xbox Series S – minha satisfação foi grande em ver que, no geral, ele se sai muito bem no console de entrada da Microsoft.

Por duas vezes, no entanto, enfrentei bugs de som que somente foram possíveis resolver ao sair da sessão. Além disso, alguns bugs visuais e outras pequenas quedas de performance que não me atrapalharam.

No mais, a lamentar somente que os gráficos são um pouco aquém se comparados a consoles mais potentes ou ao PC – mas a empresa tem de lidar com as ferramentas que lhes são dadas e ela se saiu muito bem.

Trilha sonora

Assim como no jogo de 2022, Elden Ring Nightreign tem um trilha sonora fenomenal, que marca momentos épicos e pontilham o prazer de derrotar os inimigos que assustam.

É algo que merece ser destacado como ponto positivo!

Roguelike ou roguelite?

Outro ponto positivo é que as experiências de jogabilidade entre o modo cooperativo e single player são distintos em Elden Ring Nightreign.

Ao escolher o multiplayer, você tem uma experiência mais abrandada em relação à dificuldade.

Já no modo solo, essa dificuldade é crescente à medida que você está em um ambiente hostil e sem ajuda – o perigo se torna cada vez mais eminente.

Pode ser um modo convidativo aos fãs do original – mas que estejam avisados de que, mesmo assim, não é um soulslike.

Gosto de definir esses modos como: multiplayer é um roguelite; já o single, um roguelike.

Por outro lado…

Senti mais necessidade de um aprofundamento da gameplay em modo cooperativo, com explicações mais aprofundadas com o sistema de progressão e interação com outros jogadores.

Demora um pouco para você pegar o jeito – mas, quando pega, o jogo, que já era divertido, fica mais viciante ainda.

Conclusão

Elden Ring Nightreign não é — e nem pretende ser, a obra-prima épica e meticulosamente polida que foi Elden Ring em 2022. Seu escopo é mais contido, seus ritmos e focos são outros, e sua profundidade não chega aos pés do título original.

No entanto, essa aparente \”limitação\” esconde seu maior trunfo: a honestidade de ser um jogo que sabe exatamente o que é e entrega sua proposta com maestria.

Ao abraçar a estrutura de um roguelite/roguelike (dependendo do modo que você escolher) e reinventar o uso de assets já conhecidos, Nightreign cria uma experiência coesa, desafiadora e — acima de tudo — divertidíssima.

A FromSoftware demonstra aqui uma rara habilidade de reutilizar elementos familiares sem cair na repetição preguiçosa, transformando o que poderia ser um simples \”modo alternativo\” em um jogo com identidade própria.

A mistura de combate tático, progressão cíclica e a tensão constante da Noite Eterna resulta em uma fórmula viciante, capaz de cativar tanto fãs hardcore quanto jogadores em busca de uma abordagem mais acessível ao universo Souls.

Não é o Elden Ring que conquistou uma legião de fãs, mas é uma aventura bem orquestrada que prova como boas ideias, quando executadas com eficiência, podem brilhar mesmo em um escopo menor.

Para quem busca uma experiência desafiadora, repleta de personalidade e com aquele sentimento inconfundível da FromSoftware — ainda que em doses mais concentradas —, Nightreign é uma surpresa mais que bem-vinda. 

Um spin-off que, sem pretender substituir o original, conquista seu próprio espaço ao fazer algo simples, mas o faz muito bem.

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