Call of Duty: Black Ops 6 acerta em cheio na nova fase da franquia

Call of Duty: Black Ops 6 acerta em cheio na nova fase da franquia

Novo Call of Duty acerta na campanha, entrega multiplayer frenético com Omnimovement e resgata o modo Zumbis em uma estreia forte no Game Pass

Por Gregory Felipe novembro 18, 2024 Jogado em PlayStation 5

Com campanha criativa, multiplayer viciante e um ótimo retorno do modo Zumbis, Call of Duty: Black Ops 6 entrega um dos pacotes mais fortes da franquia em anos.

Prós

  • A missão aberta funciona muito melhor do que parecia Um dos exemplos mais claros dessa tentativa de renovação está em uma seção...
  • Evoluir armas, subir de nível, desbloquear equipamentos e correr atrás de prestígio segue funcionando muito bem.
  • Outro acerto está na experiência guiada, que ajuda quem quer acompanhar melhor os objetivos principais sem transformar o modo em passeio.
  • Aqui existe uma tentativa real de variar, surpreender e tirar o jogador do automático.

Contras

  • Não é um jogo sem falhas, mas acerta muito mais do que erra.
  • Parte desse problema vem da forma como alguns espaços favorecem demais campers ou posições de vantagem pouco saudáveis para o fluxo da...

O que você vai encontrar

Ver resumo
  • Call of Duty: Black Ops 6 chega com um peso que vai além de ser só mais um lançamento anual da Activision.
  • Só que o jogo não depende desse contexto para chamar atenção.
  • Depois de anos em que Call of Duty foi cobrado por jogar seguro demais, Black Ops 6 aparece com uma campanha que tenta mexer na fórmula, um multiplayer rápido e...
  • Não é um jogo sem falhas, mas acerta muito mais do que erra.

Call of Duty: Black Ops 6 chega com um peso que vai além de ser só mais um lançamento anual da Activision. Este é o primeiro capítulo da franquia após a compra pela Microsoft e, de quebra, estreia direto no Game Pass. Só que o jogo não depende desse contexto para chamar atenção. O que realmente o sustenta é o conteúdo.

Depois de anos em que Call of Duty foi cobrado por jogar seguro demais, Black Ops 6 aparece com uma campanha que tenta mexer na fórmula, um multiplayer rápido e viciante e um modo Zumbis que finalmente volta a parecer tratado como deveria. Não é um jogo sem falhas, mas acerta muito mais do que erra.

A campanha é o grande destaque

O maior mérito de Black Ops 6 está na campanha. E isso já o coloca em uma posição especial dentro da franquia recente. Se os últimos Modern Warfare até entregaram bons momentos, ainda havia uma sensação clara de zona de conforto. Aqui existe uma tentativa real de variar, surpreender e tirar o jogador do automático.

A campanha muda de ritmo o tempo todo, mas sem parecer uma colcha de retalhos. Em vez de só repetir tiroteios com outra iluminação, o jogo alterna estrutura, tom e até a forma como o jogador se relaciona com o cenário. Há missões mais abertas, sequências de espionagem, combate mais direto, momentos com atmosfera mais pesada e até trechos que flertam com survival horror de um jeito que realmente funciona.

Publicidade

O melhor é que essa variedade não soa como truque vazio. Os diferentes estilos de missão são bem executados e ajudam a campanha a manter um frescor raro para a série. Quando parece que ela pode cair em repetição, muda de direção e encontra outro tipo de tensão.

A missão aberta funciona muito melhor do que parecia

Um dos exemplos mais claros dessa tentativa de renovação está em uma seção de mundo mais aberto que lembra bastante a liberdade de infiltração de Metal Gear Solid V: The Phantom Pain. E o resultado funciona.

Diferente do que aconteceu nas criticadas missões abertas de Modern Warfare III, Black Ops 6 usa esse espaço maior com mais inteligência. Dá para ser furtivo, sair atirando ou explorar objetivos secundários sem a sensação de estar cumprindo tarefas jogadas ali só para alongar a campanha. É uma missão que realmente acrescenta e mostra que a franquia ainda pode experimentar quando quer.

Tecnicamente, segue muito forte

Visualmente, Call of Duty continua sendo um produto de alto nível, e Black Ops 6 mantém esse padrão. O jogo é bonito, tem ótima apresentação, excelente trabalho de áudio e segura muito bem a atmosfera em praticamente todos os modos.

O aspecto técnico que mais chama atenção, porém, está nas animações de impacto e morte. Os inimigos reagem de forma mais convincente aos tiros, caem com mais naturalidade e deixam a sensação de confronto mais pesada. Isso aparece principalmente na campanha, mas também se reflete no multiplayer.

As eliminações corpo a corpo merecem destaque à parte. Elas estão mais brutais, mais detalhadas e mais agressivas do que em muitos capítulos anteriores da franquia. Em alguns momentos, Black Ops 6 parece até abraçar uma violência mais crua do que o normal para a série, e isso ajuda bastante no peso visual dos combates.

O multiplayer continua viciante e ganha fôlego com o Omnimovement

No multiplayer, a grande novidade é o Omnimovement, sistema que amplia a liberdade de movimentação e permite correr, deslizar e mergulhar em várias direções. É um acréscimo que deixa o jogo mais rápido, mais solto e mais caótico.

Essa mudança não destrói a base clássica do multiplayer. Quem quiser continuar jogando de forma mais tradicional ainda consegue competir. Mas está claro que dominar essas novas opções traz vantagem e também torna a experiência muito mais dinâmica.

No fim, o multiplayer de Black Ops 6 continua sendo o tipo de loop que prende fácil. Evoluir armas, subir de nível, desbloquear equipamentos e correr atrás de prestígio segue funcionando muito bem. O ritmo acelerado das partidas ajuda ainda mais nisso.

Os mapas vivem entre o ótimo e o irritante

Nem tudo funciona com o mesmo nível de consistência. O design dos mapas, por exemplo, oscila bastante. Há cenários muito bons, memoráveis e agradáveis de jogar. Mas também existem mapas que desanimam logo na tela de carregamento.

Parte desse problema vem da forma como alguns espaços favorecem demais campers ou posições de vantagem pouco saudáveis para o fluxo da partida. Soma-se a isso um sistema de respawn que em certos momentos parece bagunçado demais, colocando o jogador em situações injustas e quebrando o ritmo de combate.

Ainda assim, o saldo do multiplayer é positivo. A jogabilidade segura o modo com força suficiente para superar essas frustrações pontuais.

O modo Zumbis volta a ser tratado com respeito

Se havia uma área da franquia precisando claramente de recuperação, era o Zumbis. Depois de uma fase recente que deixou muita gente frustrada, Black Ops 6 devolve o modo por rodadas com a importância que ele merece.

E devolve bem. O Zumbis aqui é um dos pontos mais fortes do pacote. Os dois mapas, Liberty Falls e Terminus, funcionam bem, trazem desafios distintos e aproveitam a ótima base de gameplay do jogo para construir partidas muito divertidas.

A estrutura clássica está lá. Abrir áreas, juntar essência, melhorar armas, buscar vantagens e sobreviver a hordas cada vez maiores. Mas o modo ganha força extra pelo bom design dos mapas, pela presença de segredos e pela sensação de progressão mais bem amarrada.

Outro acerto está na experiência guiada, que ajuda quem quer acompanhar melhor os objetivos principais sem transformar o modo em passeio. Isso abre as portas para jogadores menos acostumados ao Zumbis, sem matar o desafio.

Tags

Mais reviews

0 0 votos
Article Rating
Inscrever-se
Notificar sobre
guest
0 Comentários
mais antigos
mais recentes Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentarios

Mais lidas

Mais do Game Overdrive

Publicidade
0
Adoraria saber sua opinião, comente.x