Games

Os 5 Melhores Parkours de Assassin’s Creed e o que os torna únicos

O que faz o sistema de Parkour de Assassin's Creed especial? Controle, liberdade ou beleza? Aqui está um ranking com os 5 daqueles que considero os melhores da série.

Os 5 Melhores Parkours de Assassin’s Creed e o que os torna únicos

Nesta matéria

  1. 01 Parkour: uma evolução natural na série, não é mesmo?
  2. 02 O DNA da série
  3. 03 5º – Assassin’s Creed Syndicate e a Londres que exigiu uma nova solução
  4. 04 4º – Black Flag transformou parkour em sensação de aventura
  5. 05 3º – Mirage trouxe de volta uma sensação que parecia esquecida
  6. 06 2º – A trilogia Ezio representa o controle absoluto
  7. 07 1º – Unity transformou movimentação em arte
Raio-x da matéria
Editoria Games
Publicado maio 19, 2026
Leitura 6 min
Ver resumo
  • O lançamento de Assassin’s Creed Black Flag Resynced se aproxima e cada vez mais a comunidade fica ansiosa para conferir as mudanças do game em relação ao original, de 2013.
  • Será que estará entre os melhores Parkours de Assassin's Creed?
  • Entre elas, está um parkour totalmente reformulado com alguns movimentos como back e side ejects, pulos livres e outras mecânicas que prometem trazer ainda mais fluidez à travessia de Assassin’s...
  • Pensando nisso, elaborei um ranking com os meus cinco parkours preferidos da série.

O lançamento de Assassin’s Creed Black Flag Resynced se aproxima e cada vez mais a comunidade fica ansiosa para conferir as mudanças do game em relação ao original, de 2013. Será que estará entre os melhores Parkours de Assassin’s Creed?

Entre elas, está um parkour totalmente reformulado com alguns movimentos como back e side ejects, pulos livres e outras mecânicas que prometem trazer ainda mais fluidez à travessia de Assassin’s Creed.

Pensando nisso, elaborei um ranking com os meus cinco parkours preferidos da série.

Parkour: uma evolução natural na série, não é mesmo?

Parkour
Reprodução

Existe uma ideia muito difundida dentro da comunidade que talvez precise ser observada com mais cuidado: a de que o sistema de movimentação da franquia simplesmente evoluiu de forma natural ao longo do tempo, como se cada jogo fosse apenas um passo inevitável para o seguinte.

É uma percepção compreensível. Afinal, quando olhamos rapidamente para quase vinte anos de Assassin’s Creed, parece existir uma linha contínua ligando Altair, Ezio, Connor, Edward, Arno e os jogos mais recentes.

Só que a realidade nunca foi tão simples assim.

Na verdade, parece que a Ubisoft passou quase duas décadas tentando responder uma pergunta muito específica: o que é mais importante em uma travessia? Controle? Liberdade? Ou beleza?

Talvez os melhores jogos da franquia sejam justamente aqueles que conseguiram encontrar algum equilíbrio entre esses três conceitos.

O DNA da série

Isso porque o parkour nunca foi apenas uma ferramenta de deslocamento. Ele sempre foi uma espécie de assinatura da série. Assim como o conflito entre Assassinos e Templários, o stealth ou o próprio Salto de Fé, a movimentação fazia parte da identidade de Assassin’s Creed. Talvez seja justamente por isso que o tema ainda gere discussões tão acaloradas dentro da comunidade.

Reprodução

Há quem prefira a precisão quase cirúrgica dos primeiros jogos. Outros defendem a plasticidade visual de Unity como algo jamais repetido pela série. Já durante a saga RPG, o parkour acabou perdendo parte do protagonismo e se tornou muito mais uma ferramenta prática para movimentação.

Talvez isso explique por que existe tanta expectativa em torno das mudanças associadas ao Black Flag Resynced.

Mas antes de olhar para o futuro, vale revisitar aquilo que a franquia fez de melhor.

5º – Assassin’s Creed Syndicate e a Londres que exigiu uma nova solução

Game Overdrive

A quinta posição talvez seja a escolha mais polêmica desta lista.

Porque Syndicate dificilmente aparece em discussões sobre os melhores sistemas de parkour da série. E muita gente sequer considera aquilo um parkour tradicional.

É fácil entender o motivo. O lançador de gancho praticamente substitui funções que Unity havia trabalhado tão bem através do Parkour Up. Entretanto, existe algo extremamente inteligente nessa decisão.

A Londres vitoriana do século XIX era completamente diferente das cidades que a franquia havia explorado anteriormente. As ruas eram largas, as estruturas eram distantes e a verticalidade se comportava de maneira diferente.

Aquele fluxo contínuo de saltos e movimentos entre construções simplesmente deixava de funcionar da mesma maneira. Era preciso criar uma nova solução e o arpéu fez exatamente isso.

Syndicate quebra a rigidez daquela Londres industrial criando caminhos artificiais de movimentação que transformam a cidade inteira em um enorme playground vertical. E, convenhamos, existir uma pequena sensação de se tornar uma espécie de Batman dentro de Assassin’s Creed era divertido demais.

4º – Black Flag transformou parkour em sensação de aventura

Game Overdrive

Se existe um jogo que representa liberdade dentro dessa franquia, esse jogo provavelmente é Black Flag.

O game pega ideias apresentadas anteriormente em Assassin’s Creed III e amplia completamente o conceito. Em vez de simplesmente utilizar árvores espalhadas por grandes florestas, o jogo cria um mundo vivo formado por ilhas, vegetações tropicais, pequenas cidades, navios e áreas selvagens conectadas naturalmente.

Existe algo quase infantil nessa experiência: você sai correndo de uma pequena vila, atravessa uma árvore, pula em estruturas improvisadas, sobe mastros e termina do outro lado sem sequer tocar o chão.

Parece um gigantesco parque de diversões. Subir até o topo do Gralha e observar o Caribe ainda continua sendo algo impressionante para um jogo lançado em 2013.

E talvez exista algo muito especial nisso, porque Black Flag não faz o jogador apenas atravessar espaços. Ele faz o jogador sentir aventura.

3º – Mirage trouxe de volta uma sensação que parecia esquecida

Reprodução

Quando Mirage chegou, muita gente percebeu rapidamente semelhanças claras com Valhalla. Parte dos assets de movimentação vinha diretamente daquele jogo, e isso gerou preocupação.

Principalmente porque Bagdá parecia praticamente desenhada para algo diferente.

Suas construções próximas, ruas estreitas e caminhos verticais lembravam muito Roma e Constantinopla. Era uma cidade que parecia convidar o jogador para aquele parkour clássico em que existia maior domínio do personagem.

Felizmente, atualizações posteriores adicionaram novas possibilidades, incluindo side ejects e back ejects.

E isso mudou bastante a percepção do sistema.

Mirage acabou se tornando uma espécie de híbrido curioso. Ainda carrega DNA moderno, mas desperta aquela sensação quase nostálgica de revisitar Assassin’s Creed II.

2º – A trilogia Ezio representa o controle absoluto

Reprodução

Talvez seja aqui que exista a evolução mais perceptível dentro da franquia. De Assassin’s Creed II até Brotherhood e Revelations, a Ubisoft refinou um sistema extremamente técnico.

A sensação era simples: você sentia que controlava Ezio. Botões, direção e movimentação se combinavam de forma quase mecânica para produzir uma precisão impressionante.

E Revelations ainda acrescentou o Gancho de Lâmina, uma adição relativamente simples, mas que tornou a travessia em Constantinopla ainda mais prazerosa.

Não era o sistema mais bonito visualmente. Mas era rápido, cru, leve e absurdamente satisfatório.

1º – Unity transformou movimentação em arte

Era praticamente impossível encerrar essa lista em qualquer outra posição: Unity ainda possui o parkour mais bonito de toda a série.

É quase um balé acontecendo pelos telhados da Paris revolucionária, mas essa beleza possui um preço.

Em Unity, o jogador não controla Arno o tempo inteiro. Ele sugere intenções ao sistema. O jogo interpreta aquilo através de animações contextuais extremamente elaboradas.

Talvez seja exatamente isso que explique microtravamentos, movimentos inesperados e algumas decisões estranhas durante a travessia.

Mas quando tudo funciona, a sensação continua sendo quase mágica. Janelas, beirais, sacadas, telhados e saliências deixam de parecer simples elementos arquitetônicos. Tudo parece desenhar caminhos invisíveis.

Unity deixa de ser apenas movimentação, ele se transforma em linguagem visual: cada estrutura de construção define um trajeto e destino.

E talvez seja exatamente por isso que, tantos anos depois, nenhum outro Assassin’s Creed tenha conseguido reproduzir a mesma sensação.

No fim das contas, talvez a franquia nunca tenha passado vinte anos evoluindo de maneira linear.

Talvez ela tenha passado vinte anos procurando equilíbrio entre três ideias extremamente simples:

Controle. Liberdade. Beleza.

E talvez seja justamente essa busca que ainda faz o parkour de Assassin’s Creed continuar fascinando tanta gente.

E você, o que acha? Qual o seu preferido?

Mais de Game Overdrive

0 0 votos
Article Rating
Inscrever-se
Notificar sobre
guest
0 Comentários
mais antigos
mais recentes Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentarios

Mais lidas

Mais do Game Overdrive

Publicidade
0
Adoraria saber sua opinião, comente.x