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Quem está por trás das ameaças de bomba em aviões na Europa? O que se sabe

Alertas atingiram voos de diferentes companhias, mas ninguém assumiu a autoria; autoridades investigam a origem das mensagens

Ameaças de bomba afetaram voos na Europa nesta terça-feira (3).
Ameaças de bomba afetaram voos na Europa nesta terça-feira (3).
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Uma sequência de ameaças de bomba contra aviões espalhou alertas por aeroportos europeus nesta terça-feira (3). Houve voos desviados, pistas interditadas, inspeções de bagagens e até escolta militar. A pergunta que permanece sem resposta é quem enviou os avisos e por quê.

Até o momento, não há autor identificado publicamente. Nenhum grupo assumiu os episódios, e as autoridades não atribuíram a responsabilidade a uma pessoa, organização ou país. As buscas realizadas nos aviões afetados não encontraram explosivos, segundo informações divulgadas por autoridades e reunidas pela Reuters e pela Associated Press.

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Os alertas ocorreram em rotas diferentes e atingiram companhias como LOT, SAS, Ryanair e Wizz Air. Para especialistas em segurança aérea ouvidos pela Reuters, a variedade dos alvos pode indicar uma tentativa de paralisar operações e gerar incerteza, mas essa avaliação não prova que os incidentes tenham um único autor.

O que se sabe sobre quem enviou as ameaças?

Uma das pistas conhecidas é o meio utilizado em parte dos avisos: e-mails. Na Itália, por exemplo, mensagens informaram a suposta existência de bombas em dois voos da Ryanair com destino a Roma, um procedente de Lisboa e outro de Dublin. Equipes especializadas examinaram aeronaves, passageiros e bagagens, sem localizar artefatos.

Na Bulgária, a investigação também se concentra na origem dos alertas. Segundo a Associated Press, autoridades do país informaram nesta terça-feira que tentavam identificar quem enviou uma das ameaças. Isso ainda não estabelece conexão entre os avisos registrados nos diferentes países.

Há um dado que chama a atenção: os incidentes não ficaram restritos a um aeroporto ou a uma companhia aérea. A Reuters contabilizou pelo menos sete voos ameaçados somente nesta terça-feira, além de um alerta envolvendo um navio de cruzeiro na Grécia. A dispersão geográfica torna a hipótese de perturbação generalizada plausível, mas não resolve a autoria.

Aviões da LOT Polish Airlines estacionados no Aeroporto Chopin, em Varsóvia, na Polônia
Aeronaves da LOT no Aeroporto Chopin, em Varsóvia, em imagem de arquivo de 2015. Foto: Brandmeister/Wikimedia Commons (CC0)

Existe suspeita de sabotagem ou ação coordenada?

O número de ocorrências em tão pouco tempo levou especialistas a considerar a possibilidade de uma ação destinada a provocar transtornos. Rhys Jones, da consultoria de risco aéreo Osprey Flight Solutions, avaliou à Reuters que a ausência de um país, rota ou empresa claramente visados sugere interesse em afetar as operações de maneira ampla.

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O contexto europeu também alimenta discussões sobre operações de desestabilização, conhecidas como ataques híbridos. Governos europeus já acusaram Rússia e Irã de outras ações dessa natureza, acusações negadas por ambos os países. Isso não significa que Rússia, Irã ou qualquer outro governo esteja por trás das ameaças desta semana. Até a atualização desta reportagem, não foi apresentada prova pública que sustente essa ligação.

Também não há confirmação de que todos os alertas tenham partido do mesmo remetente. A investigação precisa distinguir uma eventual campanha coordenada de ações independentes ou imitações desencadeadas pela repercussão dos primeiros casos.

Quais voos foram afetados e o que as autoridades encontraram?

Na Polônia, um avião da LOT que saiu de Londres com destino ao Aeroporto Chopin, em Varsóvia, foi direcionado ao aeroporto de Modlin. O local suspendeu temporariamente as operações enquanto a aeronave era examinada. Um voo da SAS procedente de Copenhague também passou por verificações em Varsóvia.

Na Espanha, um voo da Ryanair entre Manchester e Múrcia acionou protocolos de segurança. Já na Itália, os alertas atingiram duas aeronaves com destino a Roma; o avião vindo de Dublin recebeu escolta da Força Aérea italiana. Na Bulgária, voos procedentes de Bergamo e Dublin foram examinados em Sófia. Em todos esses casos, as inspeções não confirmaram a presença de bombas.

A sequência havia começado antes: na segunda-feira (2), um voo da Wizz Air entre Londres e Sófia foi desviado para Budapeste após um aviso semelhante. A aeronave pousou em segurança, e a checagem também não encontrou explosivos.

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Embora os avisos tenham se mostrado infundados nas aeronaves inspecionadas, tratá-los como falsos não os torna inofensivos. Cada comunicação pode obrigar pilotos e aeroportos a seguir procedimentos que afetam passageiros, funcionários e outros voos.

O que falta descobrir?

As principais questões seguem abertas: quem enviou as mensagens, de onde elas partiram, se existe ligação entre os episódios e qual teria sido a motivação. A divulgação desses detalhes depende da apuração policial e de eventuais comunicados oficiais.

Por enquanto, a conclusão mais segura é que houve uma série de ameaças sem explosivos encontrados e com autoria desconhecida. A coincidência temporal justifica a investigação, mas não autoriza apontar culpados.

Fontes: Reuters, 3 de novembro de 2026; Associated Press, 3 de novembro de 2026. Veja também outras notícias de Ciência e Mundo no Overdrive.

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