Tópicos
- Quem é Gadi Eisenkot?
- Por que Gadi Eisenkot pode substituir Netanyahu?
- Qual foi o papel de Eisenkot na guerra em Gaza?
- O filho de Gadi Eisenkot morreu na guerra?
- Quais são as propostas políticas de Gadi Eisenkot?
- O que falta para Eisenkot se tornar primeiro-ministro?
- Gadi Eisenkot já é primeiro-ministro de Israel?
- Fontes e informações oficiais
Gadi Eisenkot é um ex-general israelense que passou a ocupar o centro da disputa política em Israel após as eleições parlamentares de 27 de outubro de 2026. Aos 66 anos, o líder do partido Yashar foi escolhido pelo presidente Isaac Herzog para tentar construir uma coalizão capaz de substituir o governo de Benjamin Netanyahu.
A decisão foi anunciada em 7 de novembro. A entrega formal da missão está prevista para este domingo (8), às 17h em Israel. Eisenkot terá 28 dias para negociar um governo, com possibilidade de prorrogação por mais 14 dias.
Mas atenção: Eisenkot ainda não é o novo primeiro-ministro de Israel. A indicação presidencial lhe concede a primeira oportunidade de negociar uma maioria no Parlamento. Até que um novo governo seja formado, Netanyahu permanece no cargo de maneira interina.

Quem é Gadi Eisenkot?
Gadi Eisenkot, também chamado de Gadi Eizenkot, nasceu em 19 de maio de 1960, na cidade israelense de Tiberíades. Filho de imigrantes judeus de origem marroquina, cresceu em uma família de classe trabalhadora e construiu sua trajetória profissional nas Forças de Defesa de Israel (FDI).
Ao longo de aproximadamente quatro décadas de carreira militar, ocupou diferentes posições de comando. Entre 2015 e 2019, chegou ao posto de chefe do Estado-Maior, uma das funções mais importantes da estrutura militar israelense.
Depois de deixar as Forças Armadas, Eisenkot ingressou na política em 2022, pelo partido Unidade Nacional. Em 2025, fundou o Yashar, legenda de centro cujo nome pode ser traduzido do hebraico como “reto” ou “honesto”.
Por que Gadi Eisenkot pode substituir Netanyahu?
As eleições israelenses de 27 de outubro de 2026 terminaram sem que qualquer bloco político conquistasse os 61 assentos necessários para controlar a maioria do Knesset, o Parlamento de Israel, composto por 120 deputados.
O Likud, partido de Netanyahu, conquistou 27 cadeiras. Somando seus aliados, o bloco do primeiro-ministro chegou a 53 deputados. A aliança de quatro partidos liderada por Eisenkot obteve 48 assentos, enquanto duas legendas lideradas por representantes árabes conquistaram outras 19 cadeiras.
Embora o grupo de Eisenkot não tenha alcançado maioria sozinho, os dois partidos árabes recomendaram seu nome ao presidente Isaac Herzog.
Nas consultas oficiais, Eisenkot recebeu recomendações de partidos que representam 67 deputados, contra 46 recomendações para Netanyahu. Uma legenda com sete parlamentares não indicou nenhum candidato.
Essas 67 recomendações, porém, não equivalem a 67 votos garantidos para sustentar um governo. Eisenkot precisa negociar acordos entre partidos com posições diferentes sobre segurança, religião, serviço militar e representação política.
Qual foi o papel de Eisenkot na guerra em Gaza?
Eisenkot participou do gabinete de guerra criado por Netanyahu após os ataques do Hamas contra Israel em 7 de outubro de 2023.
Ele atuou como observador nesse grupo, responsável por discutir decisões militares e estratégicas durante o conflito na Faixa de Gaza.
Em junho de 2024, deixou o gabinete ao lado de Benny Gantz. Na ocasião, criticou a condução da guerra por Netanyahu, argumentando que interesses políticos estavam interferindo nas decisões e dificultando o cumprimento dos objetivos militares.

O filho de Gadi Eisenkot morreu na guerra?
Sim. Gal Meir Eisenkot, filho do ex-general, morreu aos 25 anos enquanto combatia na Faixa de Gaza, em dezembro de 2023.
O político também perdeu dois sobrinhos durante os combates. As mortes familiares passaram a integrar sua trajetória pública em meio às discussões sobre o custo humano da guerra.
Apesar das divergências com Netanyahu, Eisenkot apoiou operações militares israelenses em Gaza e em outras frentes regionais. Sua oposição ao primeiro-ministro não significa uma rejeição geral ao uso da força militar.
Quais são as propostas políticas de Gadi Eisenkot?
O líder do Yashar defende mudanças na administração pública israelense, na estratégia de segurança e na forma como o governo responde aos acontecimentos de 7 de outubro de 2023.
Entre suas posições públicas estão:
- Investigação sobre 7 de outubro: defende uma comissão estatal independente para apurar as falhas que permitiram os ataques do Hamas.
- Serviço militar: propõe ampliar as obrigações de alistamento, inclusive para homens judeus ultraortodoxos atualmente beneficiados por isenções.
- Segurança nacional: sustenta a capacidade militar israelense de agir contra ameaças externas.
- Cisjordânia: defende reduzir tensões com os palestinos e retirar postos avançados de colonos sem autorização do Estado israelense.
- Governo: promete mudanças na gestão política e nas relações entre instituições do país.
Seu posicionamento combina propostas centristas de administração e reformas institucionais com uma abordagem militar voltada à segurança israelense.
O que falta para Eisenkot se tornar primeiro-ministro?
O principal desafio é reunir apoio parlamentar suficiente para formar um governo viável.
Uma possibilidade discutida é obter o apoio dos partidos liderados por árabes, que juntos conquistaram 19 cadeiras. Entretanto, há resistência a essa alternativa entre integrantes do próprio bloco de Eisenkot, e ele apresentou condições para uma eventual participação dessas legendas.
Outra possibilidade envolve negociações com partidos religiosos ultraortodoxos. Nesse caso, as divergências sobre o serviço militar obrigatório representam um obstáculo importante.
Também existe a hipótese de um governo de unidade nacional, envolvendo diferentes forças políticas. Entretanto, as divergências entre Eisenkot e Netanyahu dificultam esse cenário.
Caso Eisenkot não consiga formar uma coalizão dentro do prazo, o presidente poderá designar outro parlamentar para tentar. Netanyahu está entre os possíveis nomes. Se as negociações fracassarem, Israel poderá precisar realizar novas eleições.
Gadi Eisenkot já é primeiro-ministro de Israel?
Não. Até a manhã de 8 de novembro de 2026, Eisenkot havia sido escolhido para receber a missão de formar um governo, mas não havia assumido o posto de primeiro-ministro.
Netanyahu permanece à frente do governo interino enquanto os partidos negociam a composição de uma nova coalizão.
O resultado dessas negociações será decisivo para determinar quem comandará Israel após a eleição parlamentar de 2026.
Fontes e informações oficiais
- Presidência de Israel: anúncio oficial da indicação de Eisenkot.
- Reuters: resultado eleitoral e negociações para formação do governo.
- Associated Press: perfil e trajetória política de Gadi Eisenkot.
- Knesset: informações biográficas de Eisenkot.
Fontes: president.gov.il, Reuters, AP e m.knesset.gov.il.

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