A segunda temporada de The Last of Us abre um novo arco da história com mais tensão, mais consequências emocionais e um peso ainda maior sobre as escolhas feitas no passado. A adaptação da HBO continua explorando um mundo devastado pelo cordyceps, mas deixa cada vez mais claro que, nesse universo, os traumas e as relações humanas podem ser tão perigosos quanto os infectados.
Com a chegada de novos personagens, a narrativa também amplia seu conflito. Entre essas novas peças, Abby surge imediatamente como uma presença decisiva. Desde a estreia, a personagem deixa claro que tem um objetivo específico: encontrar Joel e cobrar dele uma conta antiga.
Por que Abby quer matar Joel em The Last of Us?
Abby quer matar Joel por causa do que ele fez no hospital dos Vagalumes no fim da primeira temporada. Foi ali que Joel invadiu o local, matou várias pessoas e impediu a cirurgia que poderia transformar Ellie na chave para uma possível cura.
Naquele momento, Joel escolheu salvar Ellie. A decisão foi movida pelo vínculo que construiu com ela ao longo da jornada, mas também deixou um rastro de mortes e destruição. A segunda temporada começa justamente mostrando que esse passado não ficou para trás.
No primeiro episódio, Abby aparece ao lado de um grupo de sobreviventes e deixa claro que carrega uma motivação pessoal muito forte. Ela não está apenas perseguindo um inimigo qualquer. Está indo atrás de alguém que destruiu sua vida.
O que Joel fez no hospital dos Vagalumes?
Para entender a motivação de Abby, é preciso voltar ao fim da primeira temporada. No hospital dos Vagalumes, Joel descobriu que Ellie seria submetida a uma cirurgia fatal na tentativa de produzir uma cura para o surto.
Sem aceitar perder a garota, ele matou os soldados que estavam no local, atravessou o hospital e matou também o médico que faria o procedimento. Depois disso, fugiu com Ellie e mentiu para ela sobre o que realmente aconteceu.
Esse massacre encerrou qualquer possibilidade imediata de cura, destruiu boa parte da estrutura dos Vagalumes e deixou consequências que agora começam a voltar com força.
Quem Abby perdeu?
Embora a série ainda não detalhe tudo de forma aberta nesse ponto da história, a base usada pela adaptação indica que Abby perdeu o pai no massacre do hospital. Em The Last of Us Part II, ele é justamente o médico morto por Joel quando estava prestes a operar Ellie.
Esse detalhe é central para entender a personagem. Para Abby, Joel não matou apenas um integrante dos Vagalumes. Ele matou seu pai, destruiu uma possibilidade de futuro e deixou para trás uma ferida que nunca cicatrizou.
É isso que transforma a vingança dela em algo tão pessoal.
Abby passou anos se preparando
Depois dessa perda, Abby não simplesmente seguiu em frente. A personagem se junta à Washington Liberation Front, também conhecida como WLF, e passa anos se fortalecendo enquanto busca a chance de encontrar Joel.
No jogo, isso aparece também na forma física da personagem, construída em torno de disciplina e treinamento. Na série, os criadores optaram por não reproduzir esse mesmo visual com exatidão, mas o centro da motivação continua o mesmo: Abby se preparou durante muito tempo para esse encontro.
Enquanto Joel e Ellie tentavam viver em Jackson, Abby organizava sua própria resposta ao passado.
Abby mata Joel em The Last of Us?
A partir daqui, o texto entra em terreno de spoiler mais pesado da história.
Sim. Em The Last of Us Part II, Abby consegue matar Joel no início da trama. Esse acontecimento é justamente o que move toda a jornada seguinte de Ellie.
A partir desse momento, o ciclo de vingança muda de direção. Abby conclui sua busca, mas se torna o novo alvo. É Ellie quem passa a perseguir a personagem, e a história mergulha em uma espiral de dor, violência e obsessão.
Na série, como Abby já chegou a Jackson no fim do episódio de estreia, tudo indica que a adaptação deve caminhar para o mesmo ponto.
Abby não é apenas uma vilã
Um dos aspectos mais importantes de Abby é que ela não foi construída para ocupar um lugar simples de antagonista. Embora sua ação seja brutal, a personagem existe em uma zona moral muito mais complexa do que a de uma vilã tradicional.
Isso acontece porque The Last of Us Part II trabalha justamente a ideia de perspectiva. Joel tinha seus motivos para salvar Ellie. Abby tem seus motivos para querer vingança. Ellie, depois, também terá os dela. O jogo e, ao que tudo indica, a série, não tratam esses personagens como figuras puramente boas ou más.
Abby é uma sobrevivente marcada por perda, dor e obsessão, assim como tantas outras figuras desse mundo.
A série deve explorar o lado humano de Abby
Tudo indica que a HBO vai seguir o mesmo caminho do jogo ao aprofundar a personagem com o tempo. Em vez de deixá-la presa apenas à imagem de ameaça, a série deve mostrar também suas motivações, sua dor e o contexto que a levou até esse ponto.
Esse movimento é importante porque ajuda a manter uma das marcas mais fortes da franquia: a recusa em tratar seus conflitos de forma simplista. Abby não entra na história só para provocar choque. Ela entra para reabrir o passado de Joel e obrigar a trama a lidar com o preço das escolhas dele.
Onde assistir a The Last of Us
A segunda temporada de The Last of Us está em exibição com episódios semanais aos domingos, às 22h, tanto na HBO quanto na Max. A plataforma de streaming também reúne todos os capítulos já lançados da série.


