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Quem era Matheus Sabbá, ator de O Último Azul que morreu aos 30 anos

Artista amazonense dirigiu musicais premiados e a ópera Onheama, apresentada em 2026; instituições culturais e amigos prestaram homenagens

O ator e diretor amazonense Matheus Domingues Sabbá morreu na quarta-feira, 28 de outubro de 2026, aos 30 anos.
O ator e diretor amazonense Matheus Domingues Sabbá morreu na quarta-feira, 28 de outubro de 2026, aos 30 anos.
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O ator e diretor amazonense Matheus Domingues Sabbá morreu na quarta-feira, 28 de outubro de 2026, aos 30 anos. A morte foi confirmada pela Federação de Teatro do Amazonas (Fetam) e lamentada pela Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa. Até esta sexta-feira (30), a causa do falecimento não havia sido divulgada.

Natural de Manaus, Matheus construiu uma carreira que passou pelo teatro musical, pela ópera e pelo cinema. Dirigiu espetáculos premiados, trabalhou em importantes festivais brasileiros e integrou o elenco de O Último Azul, filme de Gabriel Mascaro estrelado por Denise Weinberg e Rodrigo Santoro.

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Quem era Matheus Sabbá?

Nascido em 30 de março de 1996, Matheus era formado em Teatro pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA). Sua ligação com os palcos começou ainda na infância: segundo o catálogo oficial do 25º Festival Amazonas de Ópera, publicado em 2023, ele iniciou os estudos teatrais aos nove anos.

O artista passou dez anos na Companhia de Teatro Metamorfose, em Manaus, onde participou de montagens como Chapeuzinho Amarelo, musical inspirado na obra de Chico Buarque. Em 2016, participou do projeto Broadway Brasil, realizado em Fortaleza em parceria com a Broadway Dreams Foundation.

Depois, ampliou sua atuação como diretor. Entre seus trabalhos estavam Desana, Desana, apresentada no Festival Amazonas de Ópera em 2018, e A Caixa Mágica do Natal, musical que dirigiu em 2019 e que recebeu reconhecimentos no Prêmio Cenym de Teatro Nacional e no Prêmio Brasil Musical.

Matheus Sabbá, ator e diretor amazonense, falando ao microfone durante atividade cultural
Matheus Sabbá construiu carreira como ator e diretor de teatro musical e ópera. Foto: Divulgação, via Revista CONCERTO.

Em uma entrevista à Rede Amazônica em 2021, Matheus defendeu a expansão dos musicais em Manaus. Para ele, fortalecer o gênero também ajudava a descentralizar a produção teatral brasileira, frequentemente associada ao eixo Rio-São Paulo. Na época, também trabalhava como professor de teatro.

O trabalho em Onheama e a participação em O Último Azul

Um dos capítulos mais significativos de sua trajetória foi a relação com Onheama, ópera de João Guilherme Ripper inspirada na mitologia amazônica. Matheus participou como ator da estreia da obra, no Teatro Amazonas, em 2014. Doze anos depois, retornou à mesma história, agora responsável pela direção cênica.

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A nova montagem foi apresentada em janeiro de 2026, no Festival Internacional de Música de Santa Catarina (Femusc), em Jaraguá do Sul. Com mais de 80 artistas em cena, a produção acompanhava a jovem guerreira indígena Iporangaba em uma jornada para resgatar o sol, explorando ancestralidade, coragem e pertencimento.

Em entrevista publicada pelo próprio Femusc, Matheus destacou o trabalho coletivo envolvido na montagem e a participação das crianças no espetáculo. O compositor João Guilherme Ripper, que acompanhou sua trajetória desde a estreia de 2014, também elogiou a direção realizada pelo artista em 2026.

Ensaio da ópera Onheama no Femusc de 2026, com elenco no palco e músicos na orquestra
Ensaio de Onheama, ópera dirigida por Matheus Sabbá na edição de 2026 do Femusc. Foto: Diego Redel/Femusc.

Além do trabalho no Amazonas e em Santa Catarina, Matheus passou por produções do Theatro Municipal de São Paulo e do Theatro São Pedro. No Femusc de 2025, atuou como assistente de direção na montagem de Madama Butterfly, de Giacomo Puccini.

No cinema, integrou o elenco de O Último Azul, longa dirigido por Gabriel Mascaro, lançado em 2025. Ambientado na Amazônia, o filme conquistou o Grande Prêmio do Júri no Festival de Berlim daquele ano.

Homenagens e despedida de Matheus Sabbá

A morte do artista provocou manifestações de pesar entre familiares, colegas e instituições culturais. A Federação de Teatro do Amazonas destacou sua contribuição ao desenvolvimento do teatro musical na região. A Secretaria de Cultura do Amazonas e a organização do Femusc também publicaram homenagens.

O compositor João Guilherme Ripper relembrou o entusiasmo e a criatividade do diretor. À Revista CONCERTO, o diretor artístico do Femusc, Alex Klein, lamentou a perda de um profissional cuja trajetória ainda estava em desenvolvimento.

Amigos e familiares também compartilharam mensagens nas redes sociais. Segundo a CNN Brasil, o irmão de Matheus, Thiago Sabbá, agradeceu pelas manifestações de apoio recebidas após a notícia.

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O velório está marcado para esta sexta-feira (30), no Ideal Club, em Manaus. A cerimônia será reservada aos familiares a partir das 18h e aberta a amigos e admiradores depois das 21h. O sepultamento está previsto para sábado (31), no Cemitério Recanto da Paz.

A causa da morte de Matheus Sabbá permanece sem divulgação oficial. Não há informações confirmadas que permitam atribuir o falecimento a alguma doença ou circunstância específica.

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