Jeremy Thomas morreu aos 77 anos na sexta-feira (11), em sua casa em Oxfordshire, na Inglaterra. Produtor de O Último Imperador e Crash, ele estava acompanhado de familiares e pessoas próximas, segundo comunicado reproduzido pelo The Sun neste sábado (12).
Seu nome está ligado ao Oscar de melhor filme de 1988. Dirigido por Bernardo Bertolucci, O Último Imperador venceu as nove categorias em que foi indicado, e Thomas recebeu a estatueta como produtor. O longa acompanha a trajetória de Puyi, o último imperador da China.

Jeremy Thomas produziu de O Último Imperador a Crash
O registro oficial da Academia mostra a extensão daquela vitória: além de melhor filme, a produção ganhou direção, roteiro adaptado, fotografia, montagem, direção de arte, figurino, som e trilha sonora original. Bertolucci venceu pela direção, enquanto Ryuichi Sakamoto, David Byrne e Cong Su dividiram o prêmio pela música.
Em 1996, Thomas produziu Crash, adaptação de J. G. Ballard dirigida por David Cronenberg. O filme aborda pessoas que associam desejo sexual a acidentes de carro, tema que provocou controvérsia. A literatura de Ballard também deu origem a outra produção sua, High-Rise, sobre o conflito entre moradores de diferentes classes sociais em um edifício.
Em entrevista ao The Economist, preservada no site da Recorded Picture Company, Thomas explicou que escolhia projetos pelo interesse pessoal no material. Para ele, o trabalho do produtor podia começar na descoberta de um livro e seguir pela reunião da equipe, pelo financiamento e pela montagem até o lançamento.
Sua trajetória virou o documentário The Storms of Jeremy Thomas, de Mark Cousins, apresentado em Cannes em 2021. O filme acompanha uma viagem de carro de Londres ao festival e usa esse percurso para revisitar as obras do produtor e suas relações com o cinema.
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