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Black Flag Resynced esconde cena que pode revelar o futuro de Assassin’s Creed

Sequência recuperada dos arquivos do remake reúne Edward Kenway, Miko e Adéwalé; vídeo teria sido removido após uma reivindicação de direitos autorais da Ubisoft

Edward Kenway em Assassin’s Creed Black Flag Resynced
O remake recupera a trajetória de Edward Kenway (Foto: Divulgação/Ubisoft)

Uma cena inédita encontrada nos arquivos de Assassin’s Creed Black Flag Resynced pode revelar uma ligação entre a história de Edward Kenway e os acontecimentos de Assassin’s Creed III. O material, aparentemente descartado durante o desenvolvimento do remake, mostra o protagonista conversando com Miko, uma figura importante da Irmandade dos Assassinos na Inglaterra. Segundo relatos publicados na imprensa especializada, a Ubisoft teria solicitado a remoção do vídeo que mostrava a sequência.

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A descoberta é atribuída ao dataminer Sliderv2, que recuperou uma cinemática inacabada de pouco mais de um minuto e a publicou no YouTube. A sequência despertou especulações sobre uma possível prequela de Assassin’s Creed III ou uma expansão narrativa de Black Flag. Entretanto, a Ubisoft não confirmou que o material esteja relacionado a um novo projeto.

O caso foi repercutido por veículos como Kotaku, Insider Gaming e Vandal, entre 10 e 12 de outubro de 2026.

O que mostra a cena cortada de Black Flag Resynced?

Na sequência recuperada, Edward Kenway retorna à Inglaterra anos depois dos acontecimentos principais de Black Flag. Em uma taverna, ele encontra Miko, ligado à Irmandade Britânica dos Assassinos. Adéwalé, antigo companheiro de Edward e protagonista da expansão Freedom Cry, também aparece.

O vídeo mostra uma cena incompleta, com elementos que aparentemente não chegaram ao estágio final de produção. Isso reforça sua condição de conteúdo descartado, e não de material oficialmente lançado pela Ubisoft.

Edward Kenway aparece em uma cena cinematográfica de Assassin's Creed Black Flag Resynced, com o rosto iluminado lateralmente.
Edward Kenway retorna em Black Flag Resynced, remake que amplia a narrativa do jogo original de 2013. Imagem: Ubisoft/Reprodução via Multiplayer.it.

O diálogo mais importante começa com uma referência à morte do rei. Considerando a cronologia apresentada nos jogos, a hipótese levantada pela comunidade é que a conversa mencione Jorge I da Grã-Bretanha, morto em 1727.

Essa interpretação situaria o encontro aproximadamente cinco anos depois do encerramento da história principal de Edward, que termina em 1722, preenchendo parte de um período pouco explorado pela franquia.

Por que o epílogo pode estar ligado a Assassin’s Creed III?

A presença de Miko é a principal conexão narrativa com Assassin’s Creed III. O personagem integra a história da Irmandade Britânica e tem seu destino diretamente ligado a Haytham Kenway, filho de Edward e uma das figuras centrais do terceiro jogo numerado da série.

No prólogo de Assassin’s Creed III, Haytham assassina Miko durante uma apresentação na Ópera Real de Londres. O episódio coloca o personagem no centro de acontecimentos importantes para os Templários.

Haytham nasceu em 1725, enquanto Edward morreu em 1735. Portanto, uma cena situada em 1727 mostraria o protagonista de Black Flag em um momento anterior à tragédia que transforma o destino de sua família.

A história de Edward Kenway ainda tem espaço para ser explorada?

Boa parte dos acontecimentos posteriores à carreira de pirata de Edward é desenvolvida no universo expandido da franquia, especialmente no romance Assassin’s Creed: Forsaken, que acompanha a trajetória de Haytham.

Embora o livro estabeleça acontecimentos relevantes da família Kenway, a década entre o nascimento de Haytham e a morte de Edward oferece espaço para histórias adicionais.

Uma produção ambientada nesse período poderia mostrar o fortalecimento da Irmandade na Inglaterra, a relação entre Edward e Miko e os conflitos que precedem Assassin’s Creed III. Essa possibilidade, porém, é uma interpretação narrativa do material encontrado, não uma confirmação dos planos da Ubisoft.

Ubisoft removeu o vídeo da cena secreta?

O dataminer Sliderv2 afirmou em 12 de outubro que seu vídeo foi removido pela própria Ubisoft. A declaração ganhou repercussão após a publicação de reportagens sobre o conteúdo descartado.

Até 13 de outubro de 2026, não havia uma explicação pública da Ubisoft, nas fontes consultadas, sobre o motivo específico da retirada ou sobre os critérios utilizados para a reivindicação de direitos autorais.

Também não há confirmação oficial de que a sequência tenha sido removida da versão comercial após seu lançamento. O que as reportagens descrevem é uma cena inacabada encontrada dentro dos arquivos do jogo lançado, mas que não integra a campanha acessível normalmente ao jogador.

A distinção é importante: uma reivindicação de direitos autorais sobre um vídeo não demonstra, por si só, que o conteúdo faça parte de um anúncio futuro. Materiais descartados continuam protegidos pelos direitos de seus proprietários.

A cena aponta para uma expansão de Black Flag Resynced?

Existem diferentes possibilidades para a finalidade original da sequência. Uma delas seria funcionar como uma ligação narrativa com Assassin’s Creed III, aproveitando o retorno de Edward Kenway e de personagens conhecidos da série.

Outra interpretação é que o epílogo tenha sido desenvolvido para uma expansão posteriormente alterada ou abandonada. A participação de Adéwalé alimenta comparações com Freedom Cry, conteúdo adicional lançado originalmente em 2013.

Entretanto, Freedom Cry acompanha uma fase posterior da trajetória de Adéwalé, enquanto a referência à morte do rei sugere que a cena descartada aconteceria em 1727. As duas histórias não se encaixam diretamente na mesma época.

Também é possível que a Ubisoft tenha produzido a sequência apenas para encerrar uma das novas linhas narrativas do remake, antes de decidir excluí-la da versão final.

O lançamento de Black Flag Resynced já havia trazido mudanças relevantes à experiência original. O Overdrive detalhou oito diferenças importantes do remake, incluindo ajustes nas missões, na exploração e em partes da narrativa.

Não existe, contudo, anúncio oficial de uma prequela de Assassin’s Creed III decorrente dessa descoberta.

Edward Kenway com pistolas presas ao peito, diante do mar do Caribe em Assassin's Creed Black Flag Resynced.
Black Flag Resynced reimagina a aventura de Edward Kenway e acrescenta conteúdo à campanha original. Imagem: Ubisoft/Reprodução via Multiplayer.it.

Black Flag Resynced está disponível no Brasil?

Sim. Assassin’s Creed Black Flag Resynced foi lançado em 9 de julho de 2026 e está disponível para PlayStation 5, Xbox Series X|S e PC. No computador, o jogo pode ser adquirido em plataformas como Steam, Ubisoft Store e Epic Games Store.

O remake reconstrói o clássico de 2013 na versão atualizada da engine Anvil, com melhorias gráficas, combate modernizado, mudanças no parkour e novas sequências narrativas.

O título também oferece interface, vozes e legendas em português brasileiro, conforme sua página na Steam.

Para quem pretende jogar nos consoles, o Overdrive publicou um comparativo dos modos gráficos de Black Flag Resynced no PS5 e Xbox Series, incluindo as diferenças de desempenho e ray tracing.

Quanto custa Black Flag Resynced no Brasil?

Na consulta à Ubisoft Store brasileira, a edição Standard aparece por R$ 299,99, enquanto a Deluxe é anunciada por R$ 349,99. Esses são os valores de referência apresentados pela loja oficial na apuração de 13 de outubro de 2026, sujeitos a promoções e alterações.

O conteúdo encontrado pelo dataminer não foi anunciado como DLC comercial, atualização gratuita ou produto independente. Portanto, não há preço, data de lançamento ou condições de acesso para uma eventual versão concluída dessa cena.

Quem ainda está considerando a compra pode consultar a análise de Black Flag Resynced publicada pelo Overdrive, que atribuiu nota 9/10 ao remake e avaliou melhorias na exploração, no combate naval e na furtividade.

Também é possível conferir os conteúdos adicionais ligados às Anomalias, uma das atividades introduzidas na nova versão.

O que ainda não foi confirmado pela Ubisoft?

A descoberta deixa quatro questões em aberto. A primeira é se o epílogo foi realmente planejado para integrar o encerramento definitivo do remake ou se era apenas uma experiência narrativa durante a produção.

A segunda diz respeito à remoção do vídeo: embora o dataminer atribua a retirada à Ubisoft, a empresa não apresentou publicamente uma justificativa específica nas fontes consultadas.

Também não se sabe se a sequência poderá ser restaurada em uma atualização futura. Por fim, não existe confirmação de que a cena faça parte de um projeto relacionado a Haytham Kenway, Assassin’s Creed III ou Freedom Cry.

Assim, o principal fato novo é a recuperação de uma sequência descartada que estabelece conexões entre personagens já conhecidos. A possibilidade de novos jogos ou expansões permanece no campo das hipóteses.

O que a descoberta muda para os fãs de Assassin’s Creed?

A cena reforça que a Ubisoft explorou possibilidades narrativas além da campanha original durante a produção de Black Flag Resynced. A presença de Miko e Adéwalé mostra uma tentativa de conectar períodos distintos da trajetória de Edward Kenway e da Irmandade dos Assassinos.

Para quem já concluiu o remake, a descoberta oferece uma nova perspectiva sobre o período posterior à aventura no Caribe. Para quem ainda está jogando, não existe missão secreta confirmada nem procedimento oficial para desbloquear o epílogo.

O próximo passo depende de uma manifestação da Ubisoft. Até lá, o material deve ser entendido como conteúdo descartado de desenvolvimento, e não como anúncio de um novo Assassin’s Creed.

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