Tópicos
- Quais regiões estão em alerta de tempestade?
- Existe alerta vermelho de tempestade do Inmet?
- Onde há risco de granizo grande e ventos acima de 90 km/h?
- Quarta-feira pode ter mais de 100 mm de chuva em 24 horas
- Porto Alegre está na área de risco?
- Como se proteger durante uma tempestade?
- Como saber se minha cidade está em alerta?
- Fontes consultadas
O avanço de áreas de instabilidade sobre o Sul do Brasil colocou moradores do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e do Paraná em atenção nesta terça-feira (3). A previsão indica temporais com granizo, descargas elétricas, chuva volumosa e rajadas de vento que podem superar 90 km/h em pontos isolados. A situação deve se agravar na quarta-feira (4), principalmente em áreas gaúchas e catarinenses.
Embora as buscas por “alerta vermelho de tempestade” estejam em destaque, é importante distinguir os avisos oficiais do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) das classificações usadas por empresas privadas de meteorologia. Os avisos do Inmet consultados para o período incluem níveis amarelo e laranja. Já a Climatempo aponta perigo extremo para determinadas regiões, sobretudo na quarta-feira.
Quais regiões estão em alerta de tempestade?
No Rio Grande do Sul, a previsão aponta risco de temporais em grande parte do território nesta terça-feira. Entre as áreas que exigem maior atenção estão a Fronteira Oeste, as Missões, o Noroeste, o Norte, a Serra, a região Central e os Vales.
A Região Metropolitana de Porto Alegre também pode registrar chuva forte, raios e rajadas de vento. O risco e a intensidade dos fenômenos, entretanto, variam conforme a localização e o momento de formação das tempestades.
Na quarta-feira (4), o cenário deve se tornar mais preocupante na metade norte do Rio Grande do Sul e em áreas centrais, com possibilidade de volumes elevados de chuva e vento intenso.
Em Santa Catarina, o extremo oeste está entre as áreas que podem receber acumulados superiores a 100 mm em 24 horas. Outras regiões catarinenses também podem registrar tempestades, enquanto o Paraná terá aumento da instabilidade, especialmente nas áreas próximas à divisa com Santa Catarina.
Existe alerta vermelho de tempestade do Inmet?
O Inmet utiliza três níveis de severidade em seus avisos meteorológicos:
- Amarelo, perigo potencial: indica possibilidade de fenômenos meteorológicos que exigem atenção.
- Laranja, perigo: representa risco mais elevado de ocorrências como alagamentos, ventos fortes e danos materiais.
- Vermelho, grande perigo: corresponde ao nível mais alto de severidade adotado pelo instituto.
Nos avisos oficiais consultados para terça-feira (3), há áreas sob perigo potencial para tempestades, com previsão de chuva de 20 a 30 mm por hora ou até 50 mm por dia, ventos entre 40 e 60 km/h e possibilidade de granizo.
Para quarta-feira (4), um aviso laranja de tempestade prevê, nas áreas abrangidas, chuva de 30 a 60 mm por hora ou de 50 a 100 mm por dia, ventos de 60 a 100 km/h e possibilidade de granizo.
Esses intervalos são parâmetros dos avisos, não uma garantia de que todas as cidades atingirão os mesmos valores. A população pode consultar os alertas atualizados em avisos.inmet.gov.br.
Onde há risco de granizo grande e ventos acima de 90 km/h?
De acordo com as previsões meteorológicas divulgadas para o Rio Grande do Sul, as tempestades podem provocar rajadas superiores a 90 km/h em pontos isolados, além de queda de granizo que pode atingir tamanho significativo.
O risco se concentra especialmente em áreas do Oeste, Missões, Noroeste, Norte e região Central, com possibilidade de avanço das instabilidades para outras partes do estado.
Rajadas dessa intensidade podem derrubar galhos e árvores, danificar estruturas mais vulneráveis e provocar interrupções no fornecimento de energia elétrica. O granizo também representa risco para veículos, telhados e lavouras.
Quarta-feira pode ter mais de 100 mm de chuva em 24 horas
A quarta-feira, 4 de novembro, deve concentrar uma das fases mais intensas deste episódio de instabilidade. Segundo a Climatempo, áreas do oeste, noroeste e norte gaúcho e do extremo oeste catarinense podem registrar mais de 100 milímetros de chuva em apenas um dia.
O volume elevado em curto intervalo aumenta o risco de alagamentos, enxurradas e elevação rápida de pequenos cursos d’água, especialmente em locais que já receberam chuva nos últimos dias.
A instabilidade está associada à presença de baixa pressão atmosférica, ao transporte de calor e umidade e à aproximação de uma frente fria. A previsão também indica a formação de um ciclone extratropical próximo ao litoral catarinense entre quarta e quinta-feira (5).
Porto Alegre está na área de risco?
Sim. A Região Metropolitana de Porto Alegre aparece entre as áreas abrangidas pela previsão de instabilidade e pelos avisos meteorológicos consultados.
Para a capital e municípios próximos, como Canoas, Gravataí, Novo Hamburgo, São Leopoldo e Viamão, há aviso amarelo de tempestade do Inmet nesta terça-feira (3), com validade até as 23h59.
Isso não significa que Porto Alegre esteja automaticamente sob alerta vermelho. A classificação deve ser verificada diretamente no painel oficial, pois diferentes áreas do Rio Grande do Sul podem apresentar níveis distintos de risco.
Como se proteger durante uma tempestade?
Em caso de temporal, as recomendações do Inmet e da Defesa Civil incluem evitar áreas abertas, não procurar abrigo sob árvores e manter distância de estruturas que possam cair com o vento.
- Evite permanecer embaixo de árvores durante rajadas e descargas elétricas.
- Não estacione veículos perto de torres de transmissão e placas de propaganda.
- Não atravesse ruas ou passagens alagadas.
- Evite utilizar aparelhos elétricos conectados à tomada durante tempestades intensas.
- Acompanhe os comunicados da Defesa Civil e os avisos oficiais do Inmet.
Em situações de emergência, a Defesa Civil pode ser acionada pelo telefone 199, enquanto o Corpo de Bombeiros atende pelo 193.
Como saber se minha cidade está em alerta?
A maneira mais segura de verificar a situação é acessar o painel de avisos do Inmet, selecionar o estado e conferir a relação de municípios abrangidos, o tipo de fenômeno, o nível de severidade e o período de validade.
Também é importante acompanhar as orientações da Defesa Civil estadual e municipal. Os avisos podem mudar rapidamente conforme o deslocamento e a intensidade das áreas de tempestade.
Os moradores do Sul podem conferir também a reportagem do Overdrive sobre o ciclone e a chegada da frente fria, que detalha a evolução prevista das instabilidades até quinta-feira (5).







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