A Quiet Place: The Road Ahead é simples, mas competente... | Game Overdrive
Games

A Quiet Place: The Road Ahead é simples, mas competente – Review

Um Lugar Silencioso é uma franquia que chama muito a minha atenção. Toda a ideia é interessante: afinal, viver em um mundo pós-apocalíptico...

Por Gregory Felipe há 1 ano
Nota
N/A

Vale a pena?

Um Lugar Silencioso é uma franquia que chama muito a minha atenção. Toda a ideia é interessante: afinal, viver em um mundo pós-apocalíptico...

Um Lugar Silencioso é uma franquia que chama muito a minha atenção. Toda a ideia é interessante: afinal, viver em um mundo pós-apocalíptico já é ruim, mas viver em um mundo assim sem poder fazer barulho? É MUITO PIOR.

No anúncio de A Quiet Place: The Road Ahead, fiquei empolgado com a possibilidade de experimentar a mesma tensão que os personagens dos filmes, o que parecia uma ótima oportunidade para trazer mecânicas interessantes a um jogo de terror.

Sou apaixonado por jogos de terror, que, ao lado dos RPGs, estão entre meus favoritos. Por isso, experiências como essa sempre geram grandes expectativas em mim. Felizmente, A Quiet Place: The Road Ahead é um bom exemplo de jogo simples, mas competente, que entrega uma jornada sólida para fãs de aventuras assustadoras.

Lembre-se de conferir mais reviews no Overdrive!

Boas mecânicas que tiram a tranquilidade do jogador

Obviamente, A Quiet Place: The Road Ahead precisava ter um sistema de som, uma mecânica que fizesse deste elemento algo tão importante quanto nos filmes – e o jogo realmente entrega isso.

Essa mecânica é o que torna a jornada tensa quase o tempo inteiro. Em alguns momentos, você precisa lidar diretamente com as criaturas, atravessando ambientes onde uma ou mais delas estão à sua procura. Em outros, seu único objetivo é avançar, mas com um detalhe importante: é preciso avançar em SILÊNCIO.

As criaturas

Nos trechos em que as criaturas estão presentes, a tensão é naturalmente muito alta, pois qualquer pequeno barulho pode significar o fim do jogo. Afinal, tudo o que você pode fazer é se esconder, já que não tem como enfrentá-las.

Apesar de a IA das criaturas não ser das melhores, esses momentos são competentes e bastante intimidadores. Utilizar mecânicas como arremessar tijolos ou garrafas para despistar as criaturas torna o jogo divertidamente angustiante.

\"\"
Imagem: Game Overdrive/Gregory Felipe

O som é seu inimigo

Porém, como falei antes, a tensão também se mantém nos momentos em que as criaturas não estão exatamente ao seu lado. Utilizando uma ferramenta que mostra os seus sons comparados com o ruído do ambiente, você precisa avançar com muita cautela.

Avançar com cautela significa ter cuidado ao abrir portas — essa mecânica também é interessante, pois é simples, mas muito funcional —, precisa saber onde vai pisar, para evitar vidros e outras coisas que fazem mais barulho, e também resolver alguns puzzles em silêncio.

Tudo isso faz com que a tensão no jogo seja constante. Com exceção dos lugares que servem como salas seguras, o jogador, assim como os personagens dos filmes, tem a constante sensação de que, em questão de segundos, tudo pode acabar.

\"\"
Imagem: Game Overdrive/Gregory Felipe

A asma piora tudo

Se o mundo já é cruel o suficiente em \’A Quiet Place\’, um detalhe importante deixa tudo ainda pior para o jogador: a personagem principal sofre de asma.

Dessa maneira, o jogo entrega uma mecânica muito interessante em que você deve ter atenção constante ao pequeno pulmão que aparece no canto superior esquerdo. Atividades físicas, como segurar objetos, fazem com que o \”contador de asma\” cresça, assim como a tensão de encontros com a criatura faz a mesma coisa.

Com o sistema sendo bem interessante por si só, existe ainda o risco de entrar em áreas com muita poeira, o que também pode desencadear rapidamente uma crise na personagem.

Para conter a asma, você precisa encontrar pílulas, que são tomadas automaticamente, e bombinhas, que são mais potentes e você usa quando quer. O sistema acaba gerando ainda mais tensão no jogador, já que uma crise pode ser o suficiente para atrair as criaturas.

O grande ponto aqui é que a asma, apesar de também ser simples, conta com um sistema interessante que envolve todo o gameplay de A Quiet Place: The Road Ahead e consegue fazer com que a jornada seja ainda mais preocupante para o jogador.

A asma e o som formam um conjunto perfeito para ATRAPALHAR a sua vida, o que é excelente para um jogo que tem a missão de ser angustiante e assustador.

\"\"
Imagem: Game Overdrive/Gregory Felipe

Boa ambientação

Outro detalhe que me chamou bastante atenção em A Quiet Place: The Road Ahead foi sua ambientação, que também é mais um ponto competente do jogo, apesar de não ser tão ampla e detalhada como a de títulos com um orçamento maior.

Com um visual bonito, o jogo é eficiente em seus cenários neste mundo pós-apocalíptico. No entanto, a ambientação se torna mais profunda com os files, as famosas \”anotações\” que encontramos enquanto avançamos.

A Quiet Place faz algo que gosto muito nesse quesito: o jogo usa files para contar outras histórias daquele mundo, com personagens que aparecem em anotações diferentes e vivem suas próprias lutas pela sobrevivência. Semelhante ao que encontramos em The Last of Us, aqui é muito interessante conferir estes files para descobrir mais sobre esses outros personagens e sobre o mundo em questão.

Além disso, seja nos tutoriais, trilha sonora e até mesmo na ligação da personagem principal com a música, A Quiet Place tem diversos elementos que me lembraram The Last of Us, que acredito ter servido como uma grande inspiração.

\"\"
Imagem: Game Overdrive/Gregory Felipe

Bugs atrapalharam a jornada

Embora o jogo de Um Lugar Silencioso seja competente em sua proposta, ele não está livre de falhas, e algumas podem incomodar mais do que deveriam. Nos momentos de encontro com as criaturas, encontrei três vezes o mesmo bug, em trechos diferentes.

A criatura simplesmente travou em um canto do mapa e ficou se mexendo no mesmo lugar, como se estivesse andando. Além de quebrar a imersão, o bug também deixa o jogador um pouco confuso quanto a saber se a criatura está ou não está te ouvindo.

O que você pode ou não pode fazer? É difícil descobrir isso quando a criatura não está funcionando como deveria, mas na verdade está parada em um único lugar enquanto você tem a sensação de que ela pode se mover a qualquer momento.

O veredito

Você deve ter percebido que elogiei o jogo muito mais do que critiquei. Isso não está errado. Em sua proposta, A Quiet Place: The Road Ahead é bastante competente e consegue fazer muito bem o que precisa, oferecendo uma jornada satisfatória.

No entanto, também preciso dizer que isso não significa que aqui você encontrará um jogo que está entre os melhores do ano ou grandes destaques do gênero. Inclusive, acredito que esse nem tenha sido o objetivo, afinal, não estamos falando de um triple A extremamente badalado.

A Quiet Place não consegue ser EXCELENTE no que se propõe, e foi isso que faltou para colocá-lo em outro patamar. Porém, o que ele faz é o suficiente para agradar. É um bom jogo de terror, que consegue manter o jogador interessado durante toda a campanha, que dura cerca de sete horas.

Tags:
0 0 votos
Article Rating
Inscrever-se
Notificar sobre
guest
0 Comentários
mais antigos
mais recentes Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentarios
0
Adoraria saber sua opinião, comente.x