Sim. Final Fantasy VII Revelation terá um mundo aberto em escala planetária, com a Highwind pilotável, continentes interligados e liberdade para saltar de paraquedas em pontos de interesse. Isso não significa que todo o mapa estará disponível no primeiro minuto: a aeronave será obtida após algumas horas, e certas áreas continuarão bloqueadas pelo avanço da história.
O RPG é o terceiro e último capítulo da trilogia de remakes. A Square Enix voltou a detalhar sua exploração no State of Play de 3 de setembro de 2026 e descreveu o cenário como um “planeta verdadeiramente aberto”. O lançamento está marcado para 8 de abril de 2027 no PS5, Xbox Series X|S, Nintendo Switch 2 e PC.
Como será o mundo aberto de Final Fantasy VII Revelation?
O mapa será maior e mais conectado que o de Final Fantasy VII Rebirth. Em vez de limitar a jornada a grandes regiões percorridas principalmente pelo solo, Revelation permitirá viajar entre continentes pela Highwind e escolher a ordem de vários destinos, missões e pedidos de ajuda.
A apresentação oficial da Square Enix afirma que o planeta inteiro poderá ser explorado pela aeronave, com transição contínua entre o voo e o solo. O jogador escolherá onde descer e poderá saltar sobre biomas, cidades e áreas remotas. Wutai, o arquipélago de Mideel e o Continente do Norte estão entre os locais já confirmados.

Regiões conhecidas de Rebirth também retornarão, mas não serão cópias intactas. Hamaguchi explicou à Automaton que o surgimento das Weapons alterou partes do mundo, enquanto novas áreas ampliarão a escala da reta final. A exploração planetária, que já aparecia entre os sistemas apresentados antes da Gamescom, agora foi definida oficialmente como mundo aberto.
Quando a Highwind será liberada e como funcionará o voo?
A Highwind será obtida depois de aproximadamente cinco ou seis horas de campanha. O diretor Naoki Hamaguchi explicou em entrevista à 4Gamer que o mapa se abrirá de forma ampla a partir desse ponto, inclusive com acesso a muitas regiões já visitadas nos jogos anteriores.
Durante o voo, será possível definir um local de descida e saltar de paraquedas sem uma tela de carregamento separando céu e terra. Depois da primeira visita, o destino poderá ser alcançado por viagem rápida. O jogo também deixará o jogador iniciar outro salto diretamente do céu ou viajar para o modo de voo da Highwind, sem precisar voltar fisicamente até onde a nave ficou estacionada.

O interior da aeronave terá função de base móvel. A tripulação poderá oferecer conversas e recompensas, e um estábulo reunirá os chocobos encontrados pelo planeta. Assim, ações realizadas durante a exploração também provocarão mudanças visíveis dentro da nave.
O planeta inteiro estará liberado desde o começo?
Não. A liberdade cresce quando o grupo consegue a Highwind, mas algumas regiões permanecerão inacessíveis até momentos específicos da história. Hamaguchi citou como exemplo um local que pode ficar temporariamente isolado por uma nevasca, impedindo a aproximação da aeronave.
A maior parte das áreas, porém, ficará disponível assim que o mapa se expandir. A dificuldade não acompanhará uma ordem rígida: um trecho aparentemente acessível poderá conter inimigos fortes demais para o grupo naquele momento. A proposta é permitir que o jogador recue, avance na campanha e decida quando retornar, em vez de concluir tudo em uma região antes de seguir para a próxima.
Fora da Highwind, Piko voltará como montaria e também participará dos combates. O chocobo crescerá junto do grupo, aprenderá novas habilidades de deslocamento e poderá voar com mais liberdade. Um gancho permitirá subir rapidamente por telhados, e a demonstração publicada pelo PlayStation Blog confirmou que o personagem controlado poderá ser trocado a qualquer momento durante a exploração.
As escolhas de rota não criarão finais diferentes, mas poderão mudar quem participa de determinadas missões e como algumas cenas se desenvolvem. O Overdrive já explicou por que Final Fantasy VII Revelation terá escolhas, mas apenas um encerramento.
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