The Sinking City 2 tem o número no nome, mas não exige o primeiro jogo

Novo survival horror da Frogwares começa outra história em Arkham, com protagonista inédito, e foi construído para receber quem nunca visitou Oakmont

Guia The Sinking City 2

Não, você não precisa jogar The Sinking City antes de começar The Sinking City 2. Apesar do número no título, a sequência foi construída como uma nova porta de entrada para a série, com outro protagonista, uma cidade diferente e um conflito que não depende da jornada de Charles Reed.

Os dois jogos existem no mesmo universo, são ambientados nos Estados Unidos dos anos 1920 e apresentam cidades atingidas por enchentes sobrenaturais. Essa ligação, porém, está mais na identidade lovecraftiana da franquia do que na continuação direta da trama.

A própria Frogwares descreve The Sinking City 2 como uma história independente. Isso significa que não é necessário assistir a um resumo, conhecer os finais do primeiro jogo ou entender o que aconteceu em Oakmont antes de viajar para Arkham.

Resposta rápida:

  • Precisa jogar o primeiro? Não.
  • A história é uma continuação direta? Não.
  • Os jogos estão no mesmo universo? Sim.
  • O protagonista continua sendo Charles Reed? Não. Agora controlamos Calvin Rafferty.
  • Quando acontece o lançamento? Em 18 de agosto de 2026 para PS5, Xbox Series X|S e PC.

The Sinking City 2 precisa do primeiro jogo para entender a história?

The Sinking City 2 pode ser entendido sem qualquer conhecimento do jogo anterior. Em uma entrevista publicada pela Unreal Engine, a Frogwares explicou que queria criar uma história que não ficasse presa aos acontecimentos de Oakmont.

Existe um motivo especialmente importante para isso. O primeiro The Sinking City apresenta diferentes finais, e os jogadores não concordam necessariamente sobre qual deles deveria ser considerado verdadeiro. Continuar diretamente aquela história obrigaria o estúdio a escolher um desfecho oficial e descartar os demais.

Em vez disso, a sequência deixa Charles Reed para trás e apresenta Calvin Rafferty, um aventureiro ligado ao ocultismo. Depois que um ritual dá errado, a alma de Faye Bennett fica presa nas Terras dos Sonhos, enquanto forças desconhecidas roubam seu corpo. Calvin precisa atravessar Arkham e chegar à origem da enchente para tentar salvá-la.

Calvin Rafferty, novo protagonista de The Sinking City 2
Calvin Rafferty assume o lugar de Charles Reed como protagonista. Imagem: Frogwares/Divulgação

A troca de personagem não é a única ruptura. O primeiro jogo acontece em Oakmont, uma cidade ainda habitada, na qual Charles conversa com moradores, procura documentos e investiga diferentes casos. Arkham já se encontra em um estágio muito mais avançado da catástrofe, com bairros abandonados, criaturas pelas ruas e poucos sobreviventes.

ElementoThe Sinking CityThe Sinking City 2
ProtagonistaCharles Reed, investigador particular e veterano de guerraCalvin Rafferty, aventureiro ligado ao ocultismo
CidadeOakmontArkham
HistóriaCharles investiga suas visões e a enchente que atingiu OakmontCalvin tenta resgatar Faye e descobrir a origem da catástrofe em Arkham
FocoAventura investigativa com elementos de terrorSurvival horror em terceira pessoa
InvestigaçõesSão parte central da progressãoSão opcionais e rendem recursos, segredos, rotas e melhorias
EstruturaMundo aberto com uma cidade populosaÁreas semiabertas mais densas e interligadas

O ponto em comum continua sendo o universo inspirado nas obras de H.P. Lovecraft. A década de 1920, o terror cósmico, as cidades tomadas pela água e a sensação de que existem forças impossíveis de compreender permanecem presentes. Ainda assim, nenhum desses elementos exige que o jogador conheça personagens, decisões ou revelações da primeira aventura.

Na prática, veteranos podem reconhecer o estilo da Frogwares e algumas ideias recorrentes da franquia. Novatos, por outro lado, recebem as informações necessárias junto de Calvin, sem começar a campanha com a impressão de que perderam um capítulo importante.

Vale a pena jogar The Sinking City antes da sequência?

Vale, mas por interesse no jogo e não como uma obrigação. O primeiro The Sinking City continua sendo uma experiência bastante diferente, especialmente para quem gosta de investigação, interrogatórios, arquivos, deduções e escolhas moralmente complicadas.

A melhor versão para conhecer Oakmont atualmente é The Sinking City Remastered, lançado para PC, PS5 e Xbox Series X|S. A remasterização utiliza a Unreal Engine 5 e trouxe melhorias visuais, ajustes de combate, controles atualizados, modo foto e outros refinamentos.

É importante apenas não tratar o primeiro jogo como uma demonstração exata da sequência. A Frogwares mudou o centro da experiência. Investigações deixaram de conduzir obrigatoriamente a campanha e passaram a funcionar como atividades opcionais que podem revelar histórias, abrir caminhos mais seguros ou conceder equipamentos.

Calvin é atacado por uma criatura em The Sinking City 2
The Sinking City 2 coloca combate, recursos escassos e sobrevivência no centro da experiência. Imagem: Frogwares/Divulgação

O combate também ganhou muito mais peso. Calvin precisa administrar munição, procurar materiais, explorar salas em busca de recursos e decidir quando enfrentar ou evitar as criaturas.

A estrutura está mais próxima dos survival horrors modernos que inspiraram o projeto, especialmente Resident Evil 2, do que do ritmo predominantemente investigativo do original. Para quem acompanha o gênero, o Overdrive também publicou uma análise completa de Resident Evil Requiem.

Jogue o primeiro antes se você:

  • gosta de aventuras investigativas e deduções;
  • quer conhecer Charles Reed e a cidade de Oakmont;
  • tem interesse em ver como a Frogwares transformou a franquia;
  • prefere acompanhar uma série inteira, mesmo quando as histórias são independentes.

Pode começar diretamente pelo segundo se você:

  • está interessado principalmente no survival horror;
  • não quer correr para terminar um jogo longo antes do lançamento;
  • prefere conhecer uma história completamente nova;
  • não se importa em perder pequenas familiaridades com o universo.

Existe uma forma de testar antes?

Sim. The Sinking City 2 possui uma demo gratuita na Steam que apresenta aproximadamente a primeira hora da campanha. Ela já introduz Calvin, o desastre em Arkham e o novo ritmo de exploração e combate.

A demonstração é a opção mais útil para quem ainda está em dúvida. Em vez de jogar o primeiro apenas para se preparar, é possível testar diretamente a proposta da sequência. A página da Steam também confirma interface e legendas em português do Brasil.

Quem estiver procurando outras experiências enquanto espera pode conferir ainda a seleção do Overdrive com 20 jogos de terror grátis disponíveis na Steam.

The Sinking City 2 é uma continuação direta?

Não. O jogo pertence ao mesmo universo, mas começa uma história independente, com outra cidade, outro protagonista e um novo conflito.

Preciso conhecer os finais do primeiro jogo?

Não. A Frogwares escolheu não continuar diretamente nenhum dos finais de The Sinking City. A sequência foi criada justamente para não obrigar o estúdio a transformar uma das escolhas anteriores em canônica.

Charles Reed aparece em The Sinking City 2?

Charles Reed não é o protagonista jogável. A Frogwares decidiu iniciar a nova história com Calvin Rafferty. O estúdio não exige qualquer conhecimento sobre Charles para acompanhar a campanha.

Quando The Sinking City 2 será lançado?

The Sinking City 2 será lançado em 18 de agosto de 2026 para PS5, Xbox Series X|S e PC. O título também aparece entre os principais lançamentos de jogos de agosto de 2026.

Portanto, não deixe o primeiro jogo virar uma barreira. Se a investigação de Oakmont desperta seu interesse, vale conhecer a aventura de Charles Reed. Se o que chamou sua atenção foi o terror de sobrevivência em Arkham, você pode começar diretamente por The Sinking City 2 sem perder nenhuma parte essencial da história.


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