Ciência e Tecnologia

Fundador da Apple explica por que o iPhone Air conquistou seu bolso

Cofundador da Apple disse que o iPhone Air provoca emoção pelo design, defendeu engenheiros em cargos de liderança e mostrou ceticismo sobre os rumos da IA.

Fundador da Apple explica por que o iPhone Air conquistou seu bolso

Nesta matéria

  1. 01 Steve Wozniak diz que o iPhone Air “invoca uma emoção”
  2. 02 Cofundador da Apple defende engenheiros no comando
  3. 03 Wozniak também criticou os exageros da inteligência artificial
  4. 04 AGI não parece tão próxima para Wozniak
  5. 05 Celulares vão substituir os PCs? Wozniak não acredita
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Editoria Ciência e Tecnologia
Publicado maio 4, 2026
Leitura 3 min

Steve Wozniak, cofundador da Apple, chamou atenção durante uma participação no evento Dreame Next ao elogiar o iPhone Air, modelo ultrafino da empresa. Segundo o relato da TechRadar, Wozniak tirou o aparelho do bolso no palco e afirmou que o design do celular provoca uma reação emocional.

O comentário surpreende porque o iPhone Air costuma dividir opiniões justamente por priorizar a espessura reduzida. Para Wozniak, porém, o apelo do aparelho está menos na ficha técnica e mais na sensação de usar um produto que parece ter sido pensado com cuidado por quem entende de engenharia e design.

Steve Wozniak diz que o iPhone Air “invoca uma emoção”

Durante a conversa, Wozniak também elogiou o iPhone 17 Pro Max, mas deixou claro que o iPhone Air ocupa um lugar especial para ele. O cofundador da Apple disse que o modelo ultrafino “invoca uma emoção”, associando o visual do aparelho a uma ideia de paixão humana no desenvolvimento de tecnologia.

A fala combina com uma visão recorrente de Wozniak sobre produtos eletrônicos. Para ele, a tecnologia faz mais sentido quando serve às pessoas e desperta uma conexão real, em vez de existir apenas como uma vitrine de especificações ou tendências de mercado.

Cofundador da Apple defende engenheiros no comando

Wozniak também reforçou a importância de engenheiros em cargos de liderança. Na visão dele, pessoas que conhecem profundamente o funcionamento dos produtos têm mais condições de criar tecnologias que os usuários realmente desejam usar.

Embora não tenha feito uma análise direta da situação atual da Apple, o comentário foi interpretado como uma possível aprovação ao perfil de John Ternus, executivo ligado à engenharia de hardware da empresa e apontado como um dos nomes fortes para o futuro da companhia. A ideia central de Wozniak é simples: bons produtos nascem quando a liderança entende tanto de técnica quanto de experiência humana.

Wozniak também criticou os exageros da inteligência artificial

O cofundador da Apple também falou sobre inteligência artificial e adotou um tom mais cauteloso. Ele reconheceu que a IA pode trazer boas ideias e ajudar usuários em algumas tarefas, mas mostrou preocupação com erros apresentados de forma convincente.

Segundo Wozniak, “AI can do valuable things, but it doesn’t have a heart”. A crítica mira um dos problemas mais comuns das ferramentas atuais: respostas erradas que parecem confiáveis, o que pode levar usuários a acreditar em informações falsas sem perceber.

AGI não parece tão próxima para Wozniak

Wozniak também demonstrou ceticismo em relação à chegada da AGI, sigla para inteligência artificial geral. Esse tipo de tecnologia, em teoria, teria capacidades comparáveis às de um ser humano em diferentes áreas de raciocínio.

Para ele, ainda há uma distância enorme entre os sistemas atuais e uma inteligência com emoção, julgamento e compreensão humana real. O cofundador da Apple lembrou que o cérebro humano continua difícil de modelar, mesmo para pesquisadores e engenheiros, e disse não acreditar que a AGI será alcançada.

Celulares vão substituir os PCs? Wozniak não acredita

Outro ponto levantado no evento foi a possibilidade de smartphones substituírem computadores pessoais. Wozniak rejeitou essa ideia e comparou a evolução de celulares e PCs ao mercado de carros: depois de atingir um patamar maduro, cada categoria continua melhorando dentro do próprio espaço.

Na visão dele, smartphones e computadores já encontraram funções claras no dia a dia. Um não precisa eliminar o outro, já que ambos evoluem em paralelo e atendem a necessidades diferentes.

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