Os cinco episódios de Sacrifício de Sangue passam rápido. A minissérie criada por George Kay coloca Thomas Berg no encalço de um assassino que tem policiais como alvo e usa a relação desgastada do investigador com o pai, Alfred, para transformar o caso em algo muito mais pessoal.
Para quem terminou a produção e quer continuar no mesmo clima, a Netflix tem outras séries que combinam investigadores problemáticos, crimes brutais, serial killers, famílias cheias de segredos e o estilo noir nórdico. Algumas são suecas, outras passam pela Noruega, Dinamarca e até Escócia, mas todas têm algum ponto de contato direto com o suspense de Sacrifício de Sangue.
Se você ainda está tentando juntar as peças do último episódio, o Overdrive também preparou o final explicado de Sacrifício de Sangue, com a identidade do assassino e o destino de Alfred. Para quem ainda não começou, vale conferir antes o que saber sobre Sacrifício de Sangue e sua história de cinco episódios.
1. Os Casos de Harry Hole

Se a parte que mais chamou sua atenção em Sacrifício de Sangue foi a combinação de serial killer, policial atormentado e corrupção dentro da própria corporação, esta é a indicação mais óbvia da lista.
Os Casos de Harry Hole acompanha o famoso detetive criado pelo escritor norueguês Jo Nesbø. Uma sequência de assassinatos ritualísticos atinge Oslo, e Harry precisa encontrar um padrão entre os crimes enquanto tenta provar que seu colega Tom Waaler está operando do outro lado da lei.
A primeira temporada tem nove episódios e adapta A Estrela do Diabo, quinto livro da série literária de Nesbø. Assim como Thomas Berg, Harry está longe do arquétipo do investigador impecável: ele carrega problemas pessoais, toma decisões questionáveis e se envolve cada vez mais profundamente no caso.
Por que assistir depois de Sacrifício de Sangue: é a produção que mais se aproxima da mistura de noir nórdico, assassinatos com simbolismo e conflitos internos na polícia.
2. Terra de Pecados

Quer outra série sueca curta para terminar em poucas horas? Terra de Pecados tem exatamente cinco episódios, a mesma quantidade de Sacrifício de Sangue.
A história começa quando a policial Dani Anttila deixa Malmö ao lado do parceiro Malik para investigar o desaparecimento de um adolescente em uma pequena comunidade. O que deveria ser apenas mais um caso rapidamente se torna pessoal: Dani conhece o rapaz e possui uma ligação antiga com o lugar.
Enquanto a investigação avança, antigas rivalidades familiares, desconfiança em relação à polícia e segredos enterrados começam a aparecer. A Netflix classifica a minissérie como noir nórdico, e a atmosfera é ainda mais fechada e desconfortável do que a de Estocolmo em Sacrifício de Sangue.
Por que assistir depois de Sacrifício de Sangue: é sueca, curta, policial e usa o passado do protagonista para tornar o caso muito mais pessoal.
3. Os Assassinatos de Åre

Também produzida na Suécia, Os Assassinatos de Åre começa com uma policial de Estocolmo tentando justamente ficar longe do trabalho.
Hanna Ahlander está sendo alvo de uma investigação interna e viaja para Åre, conhecida por suas estações de esqui, na tentativa de descansar. O desaparecimento de uma adolescente, porém, faz com que ela se envolva na busca e passe a trabalhar ao lado do investigador local Daniel Lindskog.
A primeira temporada tem cinco episódios divididos em dois casos e adapta livros da escritora sueca Viveca Sten. A neve substitui a luminosidade estranha do verão vista em Sacrifício de Sangue, mas o restante da fórmula é familiar: comunidade pequena, policial com a vida em crise e uma investigação que revela problemas escondidos sob uma aparência tranquila.
Por que assistir depois de Sacrifício de Sangue: mantém a Suécia, o noir nórdico e a ideia de investigadores que carregam problemas tão grandes quanto os casos que tentam resolver.
4. O Domo de Vidro

O Domo de Vidro troca o policial tradicional por uma criminologista, mas talvez seja a indicação mais interessante para quem gostou da maneira como Sacrifício de Sangue conecta uma investigação ao passado dos personagens.
Lejla retorna à cidade onde cresceu depois da morte da mãe adotiva. Pouco depois, uma menina desaparece. O caso é especialmente perturbador porque Lejla também foi sequestrada quando criança e ainda tenta lidar com as consequências do que aconteceu.
Criada pela escritora sueca Camilla Läckberg, a minissérie tem seis episódios e mistura investigação criminal, trauma e segredos de uma pequena cidade. À medida que Lejla procura a criança desaparecida, começa a perceber que o novo caso pode ajudá-la a compreender o próprio passado.
Por que assistir depois de Sacrifício de Sangue: coloca relações pessoais e traumas antigos no centro do mistério, em vez de tratar o crime apenas como um quebra-cabeça.
5. O Homem das Castanhas

Para quem quer algo ainda mais macabro, O Homem das Castanhas é uma das escolhas mais fortes do catálogo.
Na primeira temporada, os investigadores Naia Thulin e Mark Hess encontram pequenas figuras feitas de castanhas nas cenas de crimes brutais em Copenhague. As pistas aparentemente infantis escondem uma conexão com o desaparecimento da filha de uma política e levam a dupla até um serial killer.
A série ganhou novo fôlego em 2026 com uma segunda temporada. Desta vez, uma mulher desaparecida recebe mensagens relacionadas a uma cantiga infantil e a um jogo de esconde-esconde, o que aproxima o caso de outro crime antigo.
A produção dinamarquesa tem agora duas temporadas e é baseada nos livros de Søren Sveistrup, também responsável pela criação de The Killing.
Por que assistir depois de Sacrifício de Sangue: crimes encenados, pistas simbólicas e um assassino que transforma padrões aparentemente banais em parte de sua assinatura.
6. Dept. Q

Embora troque a Escandinávia por Edimburgo, Dept. Q preserva uma das características centrais de Sacrifício de Sangue: o investigador protagonista definitivamente não está bem.
Carl Morck é um policial brilhante, arrogante e traumatizado por uma ocorrência quase fatal. Quando volta ao trabalho, recebe a missão de comandar um novo departamento instalado no porão da polícia, responsável por revisitar casos antigos que nunca foram solucionados.
Ao lado de uma equipe improvável, Morck começa a investigar o desaparecimento de uma promotora ocorrido anos antes. O primeiro ano tem nove episódios e adapta a série literária Departamento Q, de Jussi Adler-Olsen.
Por que assistir depois de Sacrifício de Sangue: o caso policial funciona tão bem quanto os conflitos entre as pessoas que deveriam estar trabalhando juntas para resolvê-lo.
7. A Grande Descoberta

A última indicação tem uma diferença importante: A Grande Descoberta é inspirada em um caso verdadeiro.
A minissérie sueca acompanha o investigador John Sundin depois de um duplo homicídio permanecer sem solução durante 16 anos. Com o risco de o caso nunca ser resolvido, ele passa a trabalhar ao lado do genealogista Per Skogkvist, que utiliza árvores genealógicas e informações de DNA para tentar reduzir a lista de suspeitos.
São apenas quatro episódios, o que faz desta a produção mais rápida da seleção. A história dramatiza a investigação que levou a polícia sueca a utilizar genealogia genética para solucionar um crime antigo.
Por que assistir depois de Sacrifício de Sangue: mantém a investigação sueca e o formato curto, mas troca o serial killer fictício por um caso que realmente mobilizou a polícia durante anos.
Qual série assistir primeiro?
| Série | Formato | Melhor para quem quer… |
|---|---|---|
| Os Casos de Harry Hole | 9 episódios | Serial killer, corrupção policial e noir nórdico |
| Terra de Pecados | 5 episódios | Outra minissérie sueca curta |
| Os Assassinatos de Åre | 5 episódios | Polícia, desaparecimentos e clima escandinavo |
| O Domo de Vidro | 6 episódios | Mistério psicológico e trauma do passado |
| O Homem das Castanhas | 2 temporadas | Crimes brutais e pistas simbólicas |
| Dept. Q | 9 episódios | Casos arquivados e investigador problemático |
| A Grande Descoberta | 4 episódios | Crime real e uma maratona rápida |
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